Vencedores do ‘Melhores do Ano 2023: ‘Domingão com Huck’ premiou os destaques da dramaturgia, do jornalismo, do humor e da música
Vencedores do ‘Melhores do Ano 2023’: veja a lista completa
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Destaque entre as emissoras do interior de Minas, a Rádio Sucesso FM comemorou 36 anos, neste domingo (14) de Novembro de 2021, Parabéns!. A Rádio Sucesso FM 101,7 completou mais um aniversário.
Fundada pelo jornalista Hélio Costa em 14 de novembro de 1985, e transmitida na frequência de 101,7 a emissora completou mais um aniversário, 36 anos no ar.
| Foto Reprodução: Instagram |
José Rubens de Albuquerque, é uma das mais conhecidas vozes do rádio em Barbacena e fundou a emissora. Com 58 anos, ele começou a trabalhar com locução aos 14 anos.
Localizada na cidade de Barbacena-MG, a Sucesso com sua potência de 10kwatts é sintonizada em mais de 30 cidades da região. Mas com o avanço da internet a programação pode ser ouvida de qualquer lugar, ou Cidade do Brasil.
Acesse para ouvir: http://www.radiosucesso.com.br e também pelo site: https://www.radios.com.br/aovivo/radio-sucesso-fm-1017/14703
Créditos: Foto da equipe disponível em: https://barbacenaonline.com.br/36-anos-parabens-sucesso-fm/ Ambas fotos: Reprodução Instagram: https://www.instagram.com/p/CWRSKJTrEdM/
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Morre Januário de Oliveira, ex-locutor da Rádio Nacional
O jornalismo esportivo perdeu, na tarde de segunda-feira (31), um ícone do rádio e da TV. Após 12 dias internado, por conta de uma pneumonia, faleceu em Natal (RN), Januário de Oliveira, que marcou época com suas narrações na Rádio Nacional e na TV Brasil.
Januário sofria de diabetes, doença que o fez perder cerca de 90% da visão e que foi a responsável por ele ter abandonado as transmissões em 1998, logo após a Copa do Mundo. O narrador vivia em Natal, ao lado de familiares, mas há cerca de dois anos apresentava saúde debilitada.
Após uma viagem ao Rio de Janeiro, em março de 2019, Januário apresentou quadro de pneumonia persistente, seguida por um acidente vascular cerebral. Ambas as condições de saúde não o impediram de festejar o aniversário de 80 anos com a família.
Em 23 de maio, uma nova pneumonia o levou para o hospital, onde permaneceu internado. A suspeita de tuberculose foi afastada, mas Januário precisou se submeter a hemodiálise desde o dia 27, quando o quadro se agravou.
Nascido em Alegrete (RS), em 19 de setembro de 1939, Januário Soares de Oliveira era torcedor do Internacional e sonhava ser jogador de futebol. Mas não levava jeito. A outra paixão o conquistou e o levou ao patamar dos maiores locutores do país.
Januário começou a carreira na Rádio Farroupilha, em Porto Alegre. No Rio de Janeiro, trabalhou na Rádio Mauá e, na Nacional, transformou-se num dos principais narradores do futebol carioca. Foi na emissora que começou a criar seus famosos bordões. “Taí o que você queria” surgiu após mais de duas horas aguardando o início de um jogo, no estádio Ítalo del Cima, em Campo Grande.
Assista à entrevista de Januário de Oliveira na TV Brasil:
Na TV Educativa, ao lado dos comentaristas Achilles Chirol e José Ignácio Werneck, era o responsável pela narração dos jogos de domingo, que iam em videoteipes nas noites de domingo, tendo os repórteres José Luiz Furtado, Sebastião Pereira, Sergio du Bocage e Fernando Domingues nas transmissões. Quantos até hoje se lembram do grito de gol? “É disso, é disso que o povo gosta!”.
Júnior Baiano, o zagueiro, o ajudou a criar o bordão “tá lá o corpo estendido no chão”, logo após derrubar mais um adversário. Não faltava a Januário criatividade.
Januário era, também, o apresentador da mais tradicional mesa de debates das noites de domingo: o Esporte Visão. Ao lado dele, além de Chirol e Werneck, despontavam outros ilustres comentaristas, como Luiz Mendes, Sérgio Noronha, Ruy Porto, Gérson, Washington Rodrigues e Sérgio Cabral. Foi nesta época, em 1987, que Januário sofreu uma parada cardíaca que o afastou da TV por quase um ano.
Já aposentado, Januário passou a integrar a equipe de locutores da Bandeirantes. E lá vieram novos bordões. Cruel, sinistro. E os famosos apelidos transformando jogadores em personagens eternizados por sua voz e na mente dos torcedores. O Super-Ézio e Sávio, o Anjo Louro da Gávea, certamente eram os mais queridos por ele.
O programa No Mundo da Bola desta segunda-feira, 31, homenageou Januário de Oliveira revivendo uma narração do locutor, de 20 de junho de 1978, quando Fluminense vencia o Náutico por 2x1. Jorge narra o segundo gol do Fluminense, marcado por Robertinho.
Fonte: Trilha do Rádio
Boris revela momento tenso com Bolsonaro atrás das câmeras
Isolado em sua casa desde o início da pandemia, o jornalista faz de seu escritório-biblioteca o estúdio onde grava o 'Jornal do Boris', transmitido no YouTube e na TV Gazeta de São Paulo, de segunda a sexta, às 8h45.
Com a experiência de quem dirigiu redações, comandou bancadas de telejornais e mediou debates, o veterano comenta a tumultuada relação de Jair Bolsonaro com a mídia e conta uma situação tensa com o então candidato à Presidência nos bastidores da RedeTV, em agosto de 2018.
Ao longo de sua carreira jornalística, o senhor viu outro presidente com relação tão complicada com a imprensa como Bolsonaro?
A relação tensa do presidente Bolsonaro com a imprensa tem sido mais visível do que em outros governos. O presidente tem mostrado gostar do confronto e ele o faz publicamente. Lembra repentes de Jânio Quadros. Na maioria dos governos, as pressões e tensões acontecem nos bastidores. Cito, como exemplo, o governo Lula, que agia por interpostas pessoas. Eu mesmo vivi um episódio desses com corte na publicidade da Rede Record. Esses momentos foram mais acentuados nos casos do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, e do Banestado. O PT pressionava para que esses assuntos fossem encerrados. Não se pode esquecer dos governos militares, quando o Estado de Direito está suspenso. Destaco que, no meu caso, Sarney, Collor, Fernando Henrique e Temer sempre agiram de maneira republicana.
Qual a sua opinião sobre os ataques, xingamentos e até palavras de baixo calão usadas pelo presidente contra jornalistas?
Reprovo com veemência. Cabe aos governantes conter seus impulsos. A chamada liturgia do cargo não admite esse tipo de comportamento. Sei que isso é difícil para uma pessoa impulsiva como Bolsonaro, mas ele precisa se esforçar para conter seus impulsos. O governante não pode agir com o fígado.
Os ataques frequentes de Bolsonaro, com ampla repercussão na imprensa e nas redes sociais, enfraquecem ou fortalecem o jornalismo profissional?
Nem enfraquecem, nem fortalecem. A maior parte da imprensa tem apenas relatado os fatos e investigado o que precisa ser investigado. Fazer oposição não é brigar com a notícia. Omitir os fatos é uma traição ao leitor, ouvinte, telespectador ou internauta. É preciso separar propaganda de notícia.
Bolsonaro se diz perseguido pelo Grupo Globo e, especialmente, pelo 'Jornal Nacional' e seu âncora e editor-chefe, William Bonner. O senhor enxerga veracidade nessa acusação?
Não me sinto no direito de julgar o Grupo Globo. O presidente insiste em colocar em xeque a sobrevivência da Globo. Não tenho condições de dizer o que se passa na cabeça do presidente, como ele encara o noticiário dos órgãos das Organizações Globo. Acredito que se sinta injustiçado, mas ele contribui decisivamente com a oposição ao governo. Acusar o Bonner de perseguição demonstra um desconhecimento de como funciona uma empresa de comunicação. Bonner é um excelente profissional, com uma história que mostra toda a sua correção e honestidade.
O senhor sofreu pressão ou intimidação direta de autoridades? Algum presidente chegou a reclamar de seus comentários críticos?
Tenho mais de 60 anos de carreira. Fui editor-chefe da 'Folha' em momentos difíceis do regime militar, perdi a conta das ameaças, mas me orgulho em dizer que em lugar de medo, me deram mais coragem.
Em evidência novamente, o ex-presidente Lula sempre defendeu a regulação dos meios de comunicação. O senhor enxerga esse projeto como positivo ou um risco à liberdade de imprensa com a possível interferência do Estado nas empresas do setor?
Ele chegou a elaborar um projeto sobre o assunto. Chamava essa 'merda' democratização da comunicação. Era uma velha ideia do stalinismo, cuja prática visava estabelecer a censura e intimidar a imprensa. Não se trata de maldade, o PT acredita que esse tipo de 'disciplina' faz bem ao Brasil.
Nos Estados Unidos, as principais redes de TV assumem posição ideológica e partidária, inclusive na campanha presidencial. O senhor acha isso positivo ou vai contra a imparcialidade e isenção imprescindíveis ao jornalismo?
É uma questão cultural. Acho legítimo que isso aconteça, sem amordaçar o adversário. Apenas, opinião não pode nem deve ser confundida com cobertura dos fatos.
No Brasil, a maior parte da imprensa é identificada como defensora da esquerda. O senhor já disse que 'ser liberal ou de direita é quase um crime' no País. A imprensa está contaminada pela militância política?
Já esteve mais. O socialismo era uma promessa que entusiasmou grande parte da intelectualidade, especialmente a juventude. A queda do Muro de Berlim, o fim da União Soviética e todas as suas consequências mostraram a verdade a muita gente, especialmente aos mais jovens. Acho que o debate deve ser estimulado. Mas há uma esquerda saudosista no País que, por exemplo, continua repetindo que a guerrilha no Brasil lutou pela democracia. Lutava sim, por um regime comunista e começou ainda no governo Jango. Isso não justifica a tortura. Aliás, acho que se a anistia fosse revogada, os dois lados precisariam ser julgados.
Nos Estados Unidos, há várias emissoras declaradamente de direita, como a Fox News. O senhor vê Record, RedeTV e SBT, onde trabalhou, como canais direitistas?
Trabalhei com absoluta liberdade em todos os canais. Procurei dar voz e dei a todas as tendências ideológicas, nunca houve restrição. Quando ameaçou haver, estrilei. As redações que dirigi nunca sofreram filtros ideológicos. Mesmo assim, sou visto como um direitista empedernido, caluniado, como se a esquerda tivesse a patente da bondade e democracia.
O senhor foi mediador de vários debates importantes em eleições à Presidência. Cite um momento especial desse tipo de evento na TV.
Dois momentos: quando Lula recusou cumprimentar Collor, ao contrário do que tinha sido combinado, e a ameaça em cima da hora de Bolsonaro de não participar do debate na RedeTV. Ele já estava no camarim e queria impor sua vontade na questão da cadeira vazia para Lula.
O que acha da relutância de Bolsonaro em liderar a campanha de imunização no País?
Ele tem sujas posições. Aparentemente, está caminhando em direção às recomendações da maioria absoluta dos cientistas. Espero que ele seja iluminado e torço para que Bolsonaro faça um bom governo. Sou contra o 'quanto pior melhor'. Se ele afundar, afundamos junto.
O senhor completou 80 anos em fevereiro. Há algo que ainda pretenda fazer no jornalismo?
Atravesso um período de pleno vigor físico e, ao que parece, mental. Estou vivendo uma experiência na internet com o ‘Jornal do Boris’, também transmitido pela TV Gazeta. Assim completo um ciclo do qual me orgulho: fiz rádio, TV, imprensa escrita e agora internet. E estou pronto para novas viagens.