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2 de fevereiro de 2026

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 2 de fevereiro de 2026

2.2.26

Em conversa sobre a eleição de 2018, Jeffrey Epstein trocou elogios sobre Bolsonaro com Steve Bannon: 'Mudou o jogo'

 

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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi citado em comunicação que estava nos arquivos Epstein. — Foto: Getty Images via BBC

Em conversa sobre a eleição de 2018, Jeffrey Epstein trocou elogios sobre Bolsonaro com Steve Bannon: 'Mudou o jogo'


Novos documentos sobre caso Epstein foram divulgados pelo governo dos EUA nesta sexta-feira, 30/01.


Uma troca de emails atribuída a Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado nos Estados Unidos e morto em 2019, e Steve Bannon, ex-conselheiro do presidente americano, Donald Trump, e estrategista político, faz diversas menções elogiosas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


Fonte: G1


13 de julho de 2021

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 13 de julho de 2021

13.7.21

Bolsonaro reclama de soluços que persistem há dias; entenda possíveis causas

 

Presidente diz que realizou cirurgia para implante dentário e associa os soluços a remédios. Médicos ouvidos pelo G1 dizem que condição é rara e pode ter origem em medicamento.

Bolsonaro reclama de soluços que persistem há dias; entenda possíveis causas.

Presidente diz que realizou cirurgia para implante dentário e associa os soluços a remédios. Médicos ouvidos pelo G1 dizem que condição é rara e pode ter origem em medicamento.

O presidente Jair Bolsonaro tem reclamado há mais de uma semana de soluços persistentes. De acordo com o próprio Bolsonaro, o problema pode ter relação com medicamentos que precisou tomar por causa de uma cirurgia para implante dentário.

Na quinta-feira (8), o presidente afirmou: "Estou há uma semana com soluço, talvez não consiga me expressar bem nessa live". Ainda nesta segunda-feira (12), quando teve entre os compromissos um encontro com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, o presidente sofria com soluços.

Especialistas ouvidos pelo G1 dizem que condição é rara, pode ter origem em algum remédio e ser intensificada pelas características pessoais de cada paciente.

O médico Flavio Quilici, professor de gastrenterologia da PUC Campinas, explica que, além de rara, a situação é muito incômoda e tem relação com o diafragma, um dos músculos principais na respiração.

“Você lembra do músculo que tem entre o tórax e o abdômen, que é o diafragma. Quando esse diafragma descontrai, isso faz com que você jogue o ar para cima e a glote, que é a passagem que abre para o estômago ou para o pulmão, ela fecha, e faz aquele barulho bem característico”, explica Quilici.

Quilici diz que o soluço é comum, sempre por uma irritação da enervação que passa pelo diafragma. No entanto, a permanência do incômodo por vários dias é bem rara.

“E raríssimas vezes isso persiste por mais de 48 horas, que se caracteriza como uma síndrome do soluço persistente, podemos dizer assim. Dez dias é bastante”, segundo o médico, é possível que a cirurgia de Bolsonaro pode sim estar relacionada com os soluços.

“Para ele ficar tanto tempo, pode ser uma complicação esofágica, que é a doença do refluxo. E ele teve um fato também que é a cirurgia abdominal e, às vezes, as bucais, podem levar a esse estímulo”, analisa Flavio Quilici.

Nervo vago

Segundo Maíra Marzinotto, gastroenterologista do Centro Especializado em Aparelho Digestivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, qualquer irritação próxima ao diafragma pode causar soluço.

No caso do presidente Jair Bolsonaro, a cirurgia para implante dentário pode estar relacionado com os soluços, uma vez que o nervo vago possui ramificações que vão do canal auditivo até o diafragma.

“Não é todo mundo que tem problema no nervo vago que vai desenvolver uma crise de soluço, mas pode acontecer”, afirma Marzinotto.

Alguns medicamentos, segundo ela, também podem ocasionar uma crise de soluços. “Existem alguns medicamentos que podem causar soluços, principalmente alguns anestésicos. Contudo, são anestésicos mais fortes, utilizados em cirurgia geral, e não em cirurgia local, com os procedimentos dentários”, explica a especialista.

Opções de tratamento

Maíra lembra que para tratar o problema existem alguns medicamentos de uso controlado e vendidos sob prescrição médica que podem ser utilizados. Maíra, contudo, defende que a melhor forma de se tratar o soluço é tratando sua origem.

“O ideal é sempre procurar a causa do soluço porque utilizar uma medicação para controlar o soluço é medicar uma consequência, assim o problema vai persistir”.

Apesar disso, ela acredita que a persistência do sintoma no caso do presidente justifica o uso de medicação. “O procedimento dentário pode justificar, mas eu acredito que já está perdurando um pouco além do que é esperado. Talvez fosse hora de entrar com alguma medicação para tentar controlar os soluços”, sugere Maíra.

A especialista afirma que existe um procedimento que é a instalação de um marca-passo que ajuda a corrigir o ritmo do diafragma para controlar os soluços. São utilizados em casos extremos em que o sintoma persiste há meses.

G1 estreia canal no YouTube


 Fonte: G1



5 de maio de 2021

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 5 de maio de 2021

5.5.21

Bolsonaro veta adiamento de prazo do Imposto de Renda para o mês de Julho

 

Bolsonaro veta adiamento de prazo do Imposto de Renda para o mês de Julho, como muitos já esperava o Ministério da Economia sugeriu ao Presidente Jair Bolsonaro brecar a prorrogação da data de entrega da Declaração de Imposto de Renda.

Bolsonaro veta adiamento de prazo do Imposto de Renda para o mês de Julho, como muitos já esperava o Ministério da Economia sugeriu ao Presidente Jair Bolsonaro brecar a prorrogação da data de entrega da Declaração de Imposto de Renda. Este ano de 2021, os prazos ficaram confusos para os contribuintes. Primeiro o prazo original era 30 de abril e, por causa da pandemia de covid-19, a Receita Federal adiou a data limite para 31 de maio. Bom, então, está valendo até 31 de Maio de 2021.

A matéria de Exame trás mais informações sobre o assunto, leia a seguir.

 O Ministério da Economia informou nesta quarta-feira, 5, que recomendou ao presidente Jair Bolsonaro o veto ao projeto de lei nº 639 que adia o prazo para envio das declarações de imposto de renda de pessoas físicas para 31 de julho, bem como o pagamento da primeira cota do imposto.

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O prazo original era 30 de abril e, por causa da pandemia de covid-19, a Receita Federal já adiou a data limite para 31 de maio. No ano passado, pela mesma razão, o governo ampliou o prazo para envio dos documentos de 30 de abril para 30 de junho.

No pedido de veto ao projeto aprovado pelo Congresso no dia 13 de abril, o ministério alega que o adiamento por mais tempo que o já permitido pelo Fisco teria impacto na arrecadação da União e dos governos regionais, e poderia inclusive impedir pagamento de "importantes programas sociais para o enfrentamento do efeito da pandemia".

A equipe econômica alerta que a prorrogação do prazo para o pagamento do imposto devido com a manutenção do cronograma de restituições teria com consequência um fluxo de caixa negativo para a Receita Federal.

"Esta diferença negativa afetaria, por exemplo, programas emergenciais implantados pelo governo federal para preservar atividades empresariais e manter o emprego e a renda dos trabalhadores, e a programação de pagamento do auxílio emergencial de 2021. Da mesma forma, estados e municípios teriam redução considerável nos recursos destinados aos fundos de participação que subsidiam, entre outros, gastos com saúde para o combate à pandemia", argumentou a pasta.

O ministério considera ainda que não há motivos para ampliar ainda mais o prazo para envio das declarações e o pagamento do IRPF. De acordo com o Fisco, foram entregues 14,7 milhões de declarações entre 1º e 22 de abril, volume superior ao do mesmo período de 2020 e em linha com o registrado em anos anteriores.

Até as 11 horas desta quarta-feira, a Receita Federal recebeu 17,701 milhões de declarações.


Fonte: Exame

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27 de abril de 2021

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 27 de abril de 2021

27.4.21

Bolsonaro lamenta beijo gay e diz que PT promovia sexualização em escolas

 

Fala com apoiadores nesta 3ª feira  Escolas tiveram “doutrinação”, diz  O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 3ª feira (27.abr.2021) que o ex-ministro da Educação Fernando Haddad e os governos do PT deixaram “barbaridades” de herança para o Brasil

 Bolsonaro lamenta beijo gay e diz que PT promovia sexualização em escolas


27.abr.2021 (terça-feira) - 14h27

 Fala com apoiadores nesta 3ª feira

Escolas tiveram “doutrinação”, diz

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 3ª feira (27.abr.2021) que o ex-ministro da Educação Fernando Haddad e os governos do PT deixaram “barbaridades” de herança para o Brasil. O chefe do Executivo afirmou que as gestões anteriores promoviam o que chamou de “doutrinação” nas escolas públicas.

Alguns querem que a gente resolva imediatamente, não dá para resolver. Fazemos o possível. Você não vê mais aquela doutrinação, aquela sexualização na escola. Praticamente zerou no nosso governo”, disse.

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A apoiadores no Palácio da Alvorada, afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio do Lula da Silva foi a um evento em que 2 homens se beijaram. Bolsonaro chamou a cena de “dantesca”.

Tem uma cena dantesca: num evento, tá o Lula, acho que a Dilma, o Haddad atrás, Celso Amorim e 2 homens se beijando, mas de língua. Parecia aqueles casais apaixonados do Titanic, coisa inacreditável. Cada um vai fazer amor, ser feliz como bem entender. Agora, aquela cena… Um presidente da República sorrindo, de deboche, como se fosse uma coisa mais linda do mundo”, declarou.

Bolsonaro se refere a um ato de janeiro de 2018 de que o então pré-candidato Lula participou em São Paulo. Nas fotos do encontro, a presidente da sigla, Gleisi Hoffman, aparece ao lado do petista. Não foi possível ver a ex-presidente Dilma Rousseff e os ex-ministros Fernando Haddad e Celso Amorim.

O presidente continuou comentando sobre o assunto com seus apoiadores: “Cada um vai ser feliz como bem entender, entre 4 paredes, na sua intimidade. Agora, publicamente, nem um casal hétero pega bem fazer isso daí. A gente não faz isso. Eu sou casado e jamais farei isso em público, nem quando conhecia a dona Michelle. Agora, o que acontece lá dentro do Alvorada, isso aí não interessa para ninguém”, disse.

 

Fonte: Poder 360 

 

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22 de abril de 2021

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 22 de abril de 2021

22.4.21

Veja discurso de Bolsonaro na Cúpula do Clima; 'governo sai como entrou: desacreditado'

 

Presidente mudou o discurso feito na Assembleia da ONU e fez promessas que não condizem com a atual política nacional de meio ambiente, afirmaram especialistas.   O presidente Jair Bolsonaro fez um discurso nesta quinta-feira (22) na Cúpula de Líderes sobre o Clima e prometeu adotar medidas que reduzam as emissões de gases do efeito estufa. Ele pediu "justa remuneração" por serviços ambientais prestados pelo país (veja mais no vídeo acima).

  Veja repercussão do discurso de Bolsonaro na Cúpula do Clima; 'governo sai como entrou: desacreditado'

Presidente mudou o discurso feito na Assembleia da ONU e fez promessas que não condizem com a atual política nacional de meio ambiente, afirmaram especialistas.

 O presidente Jair Bolsonaro fez um discurso nesta quinta-feira (22) na Cúpula de Líderes sobre o Clima e prometeu adotar medidas que reduzam as emissões de gases do efeito estufa. Ele pediu "justa remuneração" por serviços ambientais prestados pelo país (veja mais no vídeo acima).

Especialistas ouvidos pelo G1 viram nos comentários do presidente "promessas vagas" e avaliaram que "o governo sai da Cúpula do Clima do mesmo jeito que entrou: desacreditado". Organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a cúpula convocou 40 chefes de Estado e de governo, além de representantes da Organização das Nações Unidas (ONU).

Especialistas ressaltaram que Bolsonaro discursou sobre metas climáticas já estabelecidas anteriormente pelo país e estabeleceu compromissos importantes, mas:

  • prometeu dobrar investimento em fiscalização, embora o Orçamento atualmente proposto para o Ministério do Meio Ambiente seja o menor dos últimos 21 anos;
  • citou dados errados sobre a preservação da Amazônia e as emissões de gases de efeito estufa;
  • adotou discurso que diverge das promessas feitas na Organização das Nações Unidas (ONU) no final de 2020;
  • e não apresentou ação concreta para alcançar o desmatamento ilegal zero e a neutralidade de carbono.

Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na Cúpula dos Líderes Sobre o Clima nesta quinta-feira (22). — Foto: Marcos Correa/Brazilian Presidency via Reuters

Investimento em fiscalização

O secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, também comenta a promessa de duplicar o orçamento para fiscalização ambiental, mas lembra que o governo federal cortou verbas do Ministério do Meio Ambiente.

"É uma mentira. Na verdade, ele mesmo [Bolsonaro] colocou a fiscalização ambiental no orçamento para 2021 como o menor dos últimos 20 anos, então ele simplesmente não tem a menor noção da realidade", disse Marcio Astrini, secretário-executivo do OC.

O ambientalista se refere ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) deste ano, em que o governo destinou R$ 1,72 bilhão ao Ministério do Meio Ambiente. A proposta reduz em 27,4% os recursos de 2021 destinados à fiscalização ambiental e ao combate de incêndios florestais.

Já o coordenador do Laboratório de Gestão de Serviços Ambientais e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Raoni Rajão, lembra ainda que o Brasil poderia dispor de R$ 2,9 bilhões que estão paralisados no Fundo Amazônia desde janeiro de 2019.

"Importante Bolsonaro ter indicado mais recurso para ações de fiscalização. Mas hoje o Fundo Amazônia ainda tem dezenas de milhões de recursos que estão prontos para uso, inclusive para a Força Nacional", disse Rajão.

Para o professor da UFMG, o mais urgente é a contratação de fiscais e a substituição do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pelo que ele chama de "um ministro efetivamente comprometido com a agenda ambiental".

De 2016 a 2018, o Ibama recebeu recursos do Fundo Amazônia para bancar o aluguel de veículos especiais em operações na Amazônia e implementar pelo menos 466 missões de fiscalização. Em 2019, o ministro Salles tentou mudar as regras do fundo para destinar os recursos captados para indenizar proprietários de terras. Tanto Noruega quanto Alemanha congelaram as doações milionárias ao Fundo por falta de gerência do governo federal.

Ricardo Galvão destaca mudança de discurso de Bolsonaro a respeito do aquecimento global

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O secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, ainda destaca que, mais uma vez, o presidente brasileiro pediu dinheiro à comunidade internacional para executar as promessas de proteção à Amazônia.

"Ele passou a metade do vídeo pedindo dinheiro [...]. É também importante dizer que esse pedido de dinheiro tão insistentemente feito para outros países não faz nenhum sentido", diz Astrini, que também cita a verba paralisada no Fundo Amazônia. "O problema do Brasil não é falta de recursos, é falta de governo e de compromisso."

Dados ultrapassados x prática

A especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima e ex-presidente do Ibama, Suely Araújo, destaca que o presidente apresentou dados ultrapassados do Brasil.

"As promessas colidem com a prática. Mostram-se dados passados, anteriores ao governo Bolsonaro, como um cenário de um país que se preocupa com a questão ambiental. O governo atual desconstruiu o que se fazia nesse sentido e demanda dinheiro para corrigir o que eles mesmo pioraram", afirma Suely.

Para ela, "mais importante do que financiamento internacional é a reversão do quadro de desmonte completo da política ambiental".

O climatologista Carlos Nobre afirma que o discurso foi vago e não apresentou ações concretas.

"Foi um discurso defensivo e não proativo. Se esperava que apresentassem propostas concretas de como zerar os desmatamentos, degradação e queimadas na Amazônia, fator principal que tornou o país um grande vilão ambiental, nacional e globalmente", declarou Carlos Nobre.

Promessas mais ambiciosas

A coordenadora de Clima e Justiça do Greenpeace, Fabiana Alves, explica que, diferente de discursos anteriores, Bolsonaro fez agora promessas mais ambiciosas, mas não apresentou medidas concretas de como conquistará a neutralidade de carbono até 2050 - uma década mais cedo do que o prometido anteriormente.

“O governo Bolsonaro não possui política pública para a contenção do desmatamento. Em sua fala, ele ressalta o mercado de carbono como solução, dando às empresas de combustíveis fósseis um caminho para ‘compensar’ sua poluição com florestas, em vez de, de fato, reduzi-la”, diz Alves.

A Cúpula de Líderes sobre o Clima foi organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e contou com a participação de cerca de 40 líderes de estado de várias partes do mundo.

Emissões de gases

Sobre os dados apresentados por Bolsonaro, a especialista do Observatório do Clima Suely Araújo destaca que o discurso trouxe apenas dados em porcentagens, e não em números absolutos, o que ajudou a maquiar a situação do país quanto à emissão de gases de efeito estufa (GEE).

"Ele diz que o Brasil participou com menos de 1% das emissões históricas desses gases, mesmo sendo uma das maiores economias do mundo. Mas a realidade hoje é que o Brasil é o sexto maior emissor de GEE no mundo atualmente", explica Araújo.

O climatologista Carlos Nobre esclarece que até mesmo as porcentagens apresentadas por Bolsonaro nesta manhã estavam incorretas.

"O Brasil emite entre 4 e 5% das emissões globais de todos os gases de efeito estufa", diz Nobre, rebatendo a fala do presidente de que o país emite menos de 3% das emissões globais anuais.

Bolsonaro também afirmou que o Brasil tem "orgulho de conservar 84% de nosso bioma amazônico", mas Nobre ressalta que o número, mais uma vez, não está correto.

"Já desmatamos por corte raso cerca de 20% da floresta amazônica, e há uma área estimada entre 10% e 20% adicionais em diferentes graus de degradação. Em 2020, as emissões diminuíram na maioria dos países devido à pandemia. No Brasil, aumentaram por causa dos desmatamentos da floresta Amazônica", disse o climatologista.
Bolsonaro na Cúpula do Clima: vamos reduzir emissões em 40% até 2030

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Discurso divergente do feito na ONU

O secretário-executivo do Observatório do Clima destacou divergências entre as promessas feitas por Bolsonaro nesta quinta e as promessas feitas anteriormente à Organização das Nações Unidas (ONU). Um exemplo foi quando ele afirmou nesta quinta que o Brasil vai zerar até 2030 o desmatamento ilegal.

"Essa proposta já tinha sido apresentada na ONU, na submissão do Brasil de promessas de clima em 2015. E o governo Bolsonaro, quando fez a releitura da submissão em 2030, retirou esse compromisso. E agora ele está falando novamente de desmatamento ilegal zero até 2030. Então a gente tem que saber para quem ele está falando a verdade: para a ONU ou (para Biden) nesse vídeo?", Márcio Astrini, secretário-executivo do OC.

Astrini destaca outra divergência entre os discursos, desta vez sobre a promessa de o país zerar as emissões de carbono.

"Hoje Bolsonaro fala em neutralidade de carbono para o Brasil em 2050. Na proposta oficial encaminhada para ONU em dezembro, está lá que a meta é 2060".

Bolsonaro discursou na Assembleia da ONU em setembro do ano passado. Na ocasião, ele afirmou que o Brasil é "vítima" de uma campanha "brutal" de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal.

"De maneira geral, o governo sai da Cúpula do Clima do mesmo jeito que entrou: desacreditado. Um governo que está há 28 meses prestando serviços para o crime ambiental, destruindo o meio ambiente no Brasil. Não vai ser um vídeo de cinco minutos que vai reverter essa situação", conclui Astrini.

As promessas na Cúpula

Bolsonaro participou da cúpula acompanhado de alguns ministros, entre os quais o do Meio Ambiente, Ricardo Salles, alvo de críticas de ambientalistas e de diversos setores da sociedade.

Entre outros pontos, Bolsonaro disse no discurso que o Brasil se compromete a:

  • zerar até 2030 o desmatamento ilegal;
  • reduzir as emissões de gases;
  • buscar 'neutralidade climática' até 2050, antecipando em dez anos;
  • 'fortalecer' os órgãos ambientais, 'duplicando' recursos para fiscalização.

"À luz de nossas responsabilidades comuns, porém diferenciadas, continuamos a colaborar com os esforços mundiais contra a mudança do clima. Somos um dos poucos países em desenvolvimento a adotar e a refirmar a NDC transversal e abrangente, com metas absolutas de redução de emissões, inclusive para 2025, de 37%, e de 40% até 2030", afirmou o presidente na cúpula.

"Coincidimos, senhor presidente, com seu chamado ao estabelecimento de compromissos ambiciosos. Nesse sentido, determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em dez anos a sinalização anterior", completou.

Em outro trecho, Bolsonaro declarou: "É preciso haver justa remuneração pelos serviços ambientais prestados por nossos biomas ao planeta como forma de reconhecer o caráter econômico das atividades de conservação."

Fonte: G1

21 de abril de 2021

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 21 de abril de 2021

21.4.21

Especialistas alertam que privatizaçao da EBC é ataque à democracia

 

Uma das principais promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a privatização das estatais é um tema que ronda o governo federal desde o primeiro ano de mandato. E, hoje, mais um passo foi dado rumo à desestatização de instituições públicas, tendo como alvo a EBC

Especialistas alertam que privatizaçao da EBC é ataque à democracia

Por: Elizabeth Souza  -  Diário de Pernambuco 

Uma das principais promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a privatização das estatais é um tema que ronda o governo federal desde o primeiro ano de mandato. E, hoje, mais um passo foi dado rumo à desestatização de instituições públicas, tendo como alvo a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) que, por meio de decreto assinado nesta sexta-feira, entrou oficialmente no Programa Nacional de Desestatização (PND). De acordo com o Poder Executivo, a venda poderá trazer desoneração aos cofres públicos, mas para especialistas e ativistas pela comunicação pública, a iniciativa põe em risco a democracia brasileira.

 Em resposta positiva ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), o decreto publicado, nesta sexta-feira, no Diário Oficial da União (DOU), permite que estudos para avaliar o processo de desestatização da EBC sejam iniciados. Durante a corrida eleitoral de 2018, Bolsonaro tinha a privatização como um de seus principais slogans e a EBC já estava no radar. Em entrevistas à época, chegou a dizer que esta era uma “TV que dá traço de audiência” e "não serve para nada". 


Criada em 2007, a partir da Lei 11.652/2008, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a EBC é uma empresa pública federal que tem como missão "criar e difundir conteúdos que contribuam para o desenvolvimento da consciência crítica das pessoas", como informa seu portal na internet. Formada pela Tv Brasil, Agência Brasil, Rádio Nacional, Rádio MEC e tendo destaque na oferta de programação para o público infantil no país,  a EBC vem sofrendo um processo de desmonte desde 2016, mas que vem se fortalecendo durante o governo Bolsonaro, como aponta a doutoranda e especialista em comunicação pública, Acsa Macena, em entrevista ao Diario.

"A tentativa de Bolsonaro é uma continuidade do que já vinha acontecendo no governo (do ex-presidente Michel) Temer, após o impeachment da também ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). Naquela época, foi retirado o conselho curador da EBC e foi demitido o, à época, diretor da EBC, o jornalista Ricardo Pereira de Melo". Vale lembrar, que a demissão de Ricardo ocorreu de forma arbitrária já que, de acordo com a Lei 11.652/2008, ele deveria permanecer no cargo até 2020. 
 
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Integrante da Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública, Jonas Valente conta que a Empresa atende o que exige a Constituição Federal no seu artigo 223, que diz que a rádiofusão deve ter três sistemas: público, privado e estatal. "No caso da comunicação pública, ela é uma estrutura estatal financiada pelo Estado para desenvolver conteúdos que tenham como destinatários a população", explicou. 

Apoiado em discursos que alegam prejuízos financeiros por parte da EBC ao governo federal, Bolsonaro acredita que a privatização é um meio satisfatório para pôr fim a determinadas despesas que pesam ao cofre público. De acordo com Acsa Macena, o posicionamento do presidente da República não se aplica à realidade da EBC, visto que ela não é uma empresa voltada para a lógica do lucro. 

"A mídia no nosso país é essencialmente voltada para o lucro, então a importância da EBC se dá na tentativa de diversificar as vozes existentes na sociedade podendo então produzir uma comunicação que não é vinculada nem a interesses estatais, nem a interesses comerciais", contou.  

Em resposta ao movimento do governo federal, a Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública, que reúne entidades da sociedade brasileira, em conjunto com as trabalhadoras e trabalhadores da EBC, lançou uma carta à sociedade contra o processo de privatização, temendo, inclusive, a "destruição da estatal". Trecho do documento informa que "embora ela (EBC) consiga arrecadar recursos com patrocínios e prestação de serviços, suas fontes de financiamento não servem e nunca servirão para torná-la autônoma, já que ela não deve se tornar refém do próprio mercado para garantir ainda mais sua autonomia". Ao que Acsa complementa: "sem comunicação pública é muito difícil termos um componente para uma sociedade efetivamente democrática". 


Thank you for watching

 

Comentários:

Alexandre Marcio Da Silva Ams
é um ataque a meus impostos para servir de cabide a comunistas com medo de perder mais uma teta.
Edmar Brasil
Fecha esta merda e manda os petistas e comunistas da EBC pedir emprego a Dória na TV Cultura com os mesmo salários da EBC. Vai ser muito dificil.
Eu não entendo como um cara que é comentarista de futebol na EBC e altamente discriminador ganha mais de R$ 20 Mil por mês para aparecer uma vêz por semana às noites de domingo pra falar merda e meter o pau nos times que não são do Rio de Janeiro. Vejam o Canal 11 domingo a noitee comprovem.
Sávio Morais
Menos empresas na mão do governo melhor, poiis políticos não se metem, diminuem corrupções e evitar ter uns bandos de incompetentes amiguinhos ter cargos de confianças lá
Samuel Cruz da Cunha
poderia servir como a BBC, na Englaterra! Mas a ignorância do louco e seus apoiadores não compreende o alcance! E tem quem acredita nas suas mentiras!