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24 de maio de 2026

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 24 de maio de 2026

24.5.26

Virada Cultural 2026 desafia chuva e frio em São Paulo e transforma Centro em palco de diversidade musical

 

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Mesmo sob garoa e temperatura de 16°C, milhares de pessoas lotam ruas do Centro paulistano enquanto cultura paraense domina a madrugada e show de Manu Chao marca um dos momentos mais intensos do evento

Nem a chuva fina, o frio de 16°C e a previsão de temporal conseguiram afastar o público da primeira noite da Virada Cultural 2026 em São Paulo. O Centro da capital paulista amanheceu tomado por milhares de pessoas que enfrentaram a madrugada de casacos, capas de chuva e guarda-chuvas para acompanhar uma programação repleta de música, cultura popular e manifestações artísticas espalhadas por dezenas de palcos.

Entre apresentações lotadas, ruas movimentadas e uma atmosfera de celebração coletiva, o evento confirmou mais uma vez sua força como um dos maiores encontros culturais gratuitos do país. Enquanto artistas nacionais movimentavam grandes plateias, um fenômeno chamou atenção: a forte presença da cultura do Pará, que praticamente transformou parte do Centro paulistano em uma extensão simbólica de Belém.

Chuva e frio não impediram público de lotar o Centro de São Paulo

Pouco depois da meia-noite, o Vale do Anhangabaú ainda permanecia completamente ocupado. Sob uma garoa constante, milhares de pessoas cantavam músicas em espanhol enquanto aguardavam um dos shows mais esperados da madrugada.

Mesmo com alertas meteorológicos prevendo chuva intensa e risco de temporal, muitos paulistanos decidiram manter os planos. Ambulantes vendendo capas transparentes, filas para bebidas e barracas de churrasquinho ajudaram a manter o clima festivo ao longo da noite.

Para muitos frequentadores, a Virada Cultural acabou sendo um programa improvisado. Houve quem mudasse completamente os planos após cancelamentos de outros eventos e acabasse encontrando no Centro uma experiência inesperada.

A sensação predominante era de resistência cultural: famílias, jovens, turistas e grupos de amigos dividiam os mesmos espaços, provando que a programação gratuita ainda possui enorme poder de mobilização na maior cidade do país.

Virada Cultural 2026 ocupa Centro e periferia com 22 palcos

A edição deste ano acontece com programação distribuída em 22 palcos espalhados tanto pela região central quanto pelas periferias de São Paulo.

Além do tradicional Vale do Anhangabaú, avenidas, ruas históricas e espaços públicos receberam apresentações que misturam diferentes estilos musicais, manifestações regionais e produções independentes.

A proposta descentralizada da Virada continua sendo um dos principais diferenciais do evento, permitindo que bairros diversos também tenham acesso às atrações e reduzindo a concentração exclusiva no Centro da cidade.

Ainda assim, foi na região central que o maior fluxo de pessoas foi percebido durante a madrugada.

Cultura do Pará conquista espaço e domina parte da programação

Se nas edições anteriores o tecnobrega já havia chamado atenção do público paulistano, em 2026 a presença paraense se consolidou ainda mais.

Em diferentes pontos do Centro era possível encontrar bandeiras do Pará, sotaques nortistas e grupos reunidos para prestigiar artistas e ritmos tradicionais da região.

A apresentação do grupo Carabao — O Máximo do Marajó se tornou um dos destaques entre os intervalos dos shows do palco principal no Anhangabaú. O repertório alternou tecnobrega melódico e o popular “rock doido”, ritmo acelerado muito conhecido nas periferias paraenses.

O impacto foi imediato: o público dançou, cantou e transformou o espaço em uma grande pista coletiva.

Moradores do Pará que vivem em São Paulo também aproveitaram a programação para matar a saudade das raízes culturais. Muitos afirmaram perceber um crescimento da presença da música nortista na cidade nos últimos anos.

Além do palco principal, a programação paraense tomou conta da Avenida São João, onde apresentações de brega, tecnomelody e guitarradas amazônicas atravessaram a madrugada e atraíram milhares de pessoas.

Manu Chao protagoniza momento mais marcante da madrugada

Um dos pontos altos da Virada Cultural aconteceu durante o show do cantor Manu Chao, que subiu ao palco do Vale do Anhangabaú pouco depois da meia-noite.

Mesmo após o encerramento da apresentação de Luísa Sonza, grande parte da multidão permaneceu diante do palco aguardando o artista franco-espanhol.

Quando Manu Chao apareceu, o espaço atingiu um dos maiores públicos da madrugada.

Com um repertório marcado por ritmos latinos, mensagens sociais e forte participação do público, o cantor transformou o show em uma experiência quase coletiva. Em vários momentos, interrompia as músicas para que milhares de pessoas completassem os refrões em coro.

A plateia respondeu com entusiasmo, criando um dos momentos mais memoráveis da edição até agora.

Estrutura recebe elogios, mas público aponta falhas

Apesar do sucesso de público, alguns frequentadores também relataram dificuldades na organização do evento.

Entre os principais pontos criticados estiveram problemas de sinalização entre os palcos, dificuldade para localizar atrações e reclamações sobre o volume do som em determinados shows.

Outro aspecto percebido por visitantes habituais foi a ausência de pontos gratuitos de hidratação no Vale do Anhangabaú, serviço que havia sido disponibilizado em anos anteriores.

Por outro lado, muitos elogiaram melhorias relacionadas à segurança e ao aumento do número de banheiros químicos em comparação com edições passadas.

Durante toda a madrugada, não foram registradas grandes ocorrências de violência ou tumultos na região central.

Programação continua neste domingo com grandes atrações

A Virada Cultural 2026 segue até a noite deste domingo, mantendo uma programação intensa em diferentes regiões da cidade.

Entre os nomes aguardados pelo público estão Marina Sena, Seu Jorge, Alexandre Pires, Joelma e Thiaguinho.

Com chuva ou frio, a expectativa é que milhares de pessoas continuem ocupando ruas, praças e avenidas em uma celebração cultural que já faz parte do calendário oficial da capital paulista.


Matéria produzida com base em informações do G1.

       

Por Redação Top10News

Publicado em:

24.5.26

Carla Zambelli e recusas de extradição: decisões internacionais reacendem debate jurídico e político

 

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Casos envolvendo brasileiros investigados ou condenados no país ampliam discussão sobre cooperação internacional, alegações de perseguição política e limites das decisões judiciais

A decisão da Justiça italiana de rejeitar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli voltou a colocar em evidência um tema que vem ganhando espaço no debate jurídico e político brasileiro: a crescente resistência de governos estrangeiros em atender solicitações de extradição feitas pelo Brasil em casos envolvendo figuras públicas ligadas à direita política.

Nos últimos anos, diferentes episódios envolvendo jornalistas, políticos e investigados brasileiros passaram a chamar atenção após cortes internacionais recusarem pedidos de retorno ao país ou concederem proteção legal a pessoas procuradas pela Justiça brasileira. O caso mais recente, envolvendo Zambelli, ampliou ainda mais a repercussão sobre o assunto.

Justiça italiana rejeita pedido envolvendo Carla Zambelli

A Corte de Cassação de Roma, considerada a última instância do sistema judicial italiano, decidiu negar o pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro envolvendo Carla Zambelli.

A decisão provocou forte repercussão política, especialmente entre apoiadores da ex-deputada e representantes da oposição ao governo federal, que interpretaram o episódio como um sinal de desconfiança internacional sobre determinadas decisões do Judiciário brasileiro.

Até o momento, autoridades italianas não reconheceram fundamentos suficientes para autorizar o retorno da parlamentar ao Brasil, reforçando um cenário que já vinha sendo observado em outros casos de brasileiros vivendo no exterior.

Casos semelhantes têm aumentado nos últimos anos

O episódio envolvendo Zambelli se soma a uma série de decisões internacionais que negaram pedidos de extradição ou concederam proteção jurídica a brasileiros investigados ou condenados.

Entre os casos mais conhecidos está o do jornalista Allan dos Santos, que reside nos Estados Unidos. Segundo entendimento atribuído às autoridades norte-americanas, as acusações relacionadas ao comunicador seriam enquadradas como questões ligadas à liberdade de expressão ou “crimes de opinião”, categoria que possui tratamento jurídico distinto no sistema dos EUA.

Outro nome frequentemente citado é o do jornalista Oswaldo Eustáquio. Na Espanha, a Audiência Nacional teria entendido que o pedido brasileiro apresentava indícios de motivação política, fator que influenciou a negativa de extradição.

Já o brasileiro Joel Borges Corrêa, condenado por participação nos atos de 8 de janeiro, tornou-se um dos primeiros réus ligados aos ataques às sedes dos Três Poderes a obter status de refugiado político na Argentina, decisão que também repercutiu entre especialistas em direito internacional.

O caso Ramagem e a lentidão nos pedidos internacionais

Outro episódio frequentemente lembrado no debate envolve o ex-deputado federal Alexandre Ramagem.

Segundo relatos divulgados por veículos de imprensa, o governo brasileiro teria solicitado a extradição do político no fim de 2025. No entanto, até agora, o processo não teria avançado de forma significativa, mesmo após episódios envolvendo questões migratórias.

Especialistas em cooperação internacional explicam que processos de extradição costumam ser complexos e podem variar de acordo com tratados bilaterais, legislações nacionais e interpretações jurídicas sobre direitos fundamentais.

Por que países recusam pedidos de extradição?

A extradição não acontece automaticamente, mesmo quando existe um pedido formal entre governos.

Na prática, tribunais estrangeiros analisam se há requisitos legais suficientes para autorizar o envio de uma pessoa ao país solicitante. Entre os fatores observados estão possíveis riscos de perseguição política, respeito ao devido processo legal, direitos humanos e a equivalência dos crimes nas legislações locais.

Em muitos casos, a Justiça estrangeira também avalia se as acusações possuem caráter político, ideológico ou se podem representar limitação à liberdade de expressão, aspecto que frequentemente gera divergências entre sistemas jurídicos internacionais.

Por isso, decisões sobre extradição costumam ser longas, técnicas e sujeitas a recursos.

Debate político cresce dentro e fora do Brasil

Os casos recentes também alimentaram embates no cenário político brasileiro.

Parlamentares da oposição têm usado as negativas internacionais para criticar decisões judiciais brasileiras e levantar questionamentos sobre suposto ativismo institucional. Já setores ligados ao governo e integrantes do sistema de Justiça argumentam que as decisões refletem interpretações jurídicas independentes de cada país, sem necessariamente invalidar investigações conduzidas no Brasil.

O episódio envolvendo Carla Zambelli ampliou novamente esse debate, principalmente em um cenário político já marcado pela polarização.

Cooperação internacional deve continuar sendo testada

Especialistas apontam que, com o aumento de brasileiros investigados vivendo no exterior, os pedidos de extradição tendem a continuar no centro das discussões jurídicas e diplomáticas.

A expectativa é que novos casos testem os limites da cooperação internacional e aprofundem o debate sobre soberania, direitos individuais, proteção política e confiança entre sistemas judiciais de diferentes países.

Enquanto isso, decisões tomadas fora do Brasil continuarão influenciando diretamente discussões políticas internas e o posicionamento de autoridades sobre o funcionamento das instituições democráticas.


Matéria produzida com base em informações do Diário do Poder.

       

Por Redação Top10News

Publicado em:

24.5.26

Deolane Bezerra permanece presa após decisão do STF: Flávio Dino rejeita pedido e cita ausência de ilegalidade

 

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Ministro do Supremo Tribunal Federal afirma que prisão preventiva da influenciadora não apresenta irregularidade evidente e reforça que defesa utilizou instrumento inadequado para questionar medida judicial

A influenciadora digital e empresária Deolane Bezerra seguirá presa após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa da influenciadora. A decisão, assinada no sábado (23) e divulgada neste domingo (24), considerou não haver elementos suficientes para apontar uma ilegalidade evidente na prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo.

O caso tem repercutido nacionalmente devido à investigação envolvendo um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado. Deolane foi presa durante uma operação conjunta conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, que apura possíveis conexões financeiras entre empresários e integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

STF analisa pedido da defesa e mantém prisão preventiva

A análise do caso no Supremo ocorreu após os advogados de Deolane Bezerra apresentarem uma reclamação constitucional contra a decisão expedida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.

No pedido, a defesa alegou que a prisão contrariava entendimentos já consolidados pelo STF, especialmente aqueles relacionados à possibilidade de prisão domiciliar para mães de crianças menores de 12 anos em determinadas circunstâncias.

Os advogados sustentaram ainda que a empresária possui residência fixa, atividade profissional considerada lícita e ampla notoriedade pública, o que, segundo eles, reduziria eventuais riscos de fuga ou tentativa de ocultação de provas.

Além disso, a defesa argumentou que medidas cautelares alternativas poderiam ser adotadas pela Justiça, como monitoramento eletrônico, retenção de passaporte e restrições de deslocamento, permitindo que Deolane respondesse ao processo em liberdade.

Flávio Dino aponta erro processual no pedido da defesa

Ao examinar o caso, o ministro Flávio Dino destacou que a chamada “reclamação constitucional” não é o instrumento processual adequado para contestar decisões relacionadas à prisão preventiva.

Segundo o magistrado, o próprio entendimento do Supremo já estabelece que situações desse tipo devem ser questionadas por meio de recursos específicos previstos no ordenamento jurídico, e não por mecanismos utilizados como “atalhos processuais”.

Na decisão, Dino afirmou que a reclamação apresentada não poderia substituir recursos próprios do processo penal, motivo pelo qual não seria possível acolher o pedido nos moldes apresentados pela defesa.

O ministro reforçou ainda que não identificou situação excepcional que justificasse uma atuação do STF para conceder habeas corpus de ofício, ou seja, por iniciativa própria do magistrado.

Investigação aponta suposto elo com esquema de lavagem de dinheiro

A prisão de Deolane ocorreu no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, uma das maiores organizações criminosas do país.

De acordo com informações reunidas no processo, investigadores apontam a existência de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados pelos investigados.

A Justiça paulista também citou indícios de utilização de empresas supostamente ligadas ao esquema como possíveis estruturas para movimentação financeira irregular e ocultação de patrimônio.

Outro ponto considerado relevante pelo juízo responsável pela prisão preventiva foi a suposta participação da influenciadora em um núcleo financeiro investigado pelas autoridades.

Viagens internacionais pesaram na decisão judicial

Entre os fundamentos usados pela Justiça para manter a prisão preventiva, também aparecem registros de viagens internacionais recentes feitas por investigados ligados ao caso.

Segundo a investigação, algumas dessas pessoas teriam permanecido fora do Brasil, cenário que levantou preocupação sobre um eventual risco de evasão ou dificuldade na aplicação da lei penal.

Esse contexto foi mencionado por Flávio Dino ao analisar os fundamentos apresentados pela primeira instância, destacando que havia justificativas concretas apontadas pela Justiça estadual para a manutenção da prisão.

Na prática, o ministro entendeu que não existiam elementos suficientes para caracterizar uma ilegalidade manifesta capaz de justificar intervenção imediata do Supremo Tribunal Federal.

O que acontece agora no caso Deolane Bezerra?

Com a negativa do pedido no STF, a defesa de Deolane ainda poderá recorrer por outros meios jurídicos previstos na legislação brasileira.

Especialistas em direito penal apontam que a discussão sobre eventual substituição da prisão preventiva por medidas cautelares alternativas pode continuar sendo debatida em instâncias superiores, dependendo dos próximos recursos apresentados.

Enquanto isso, a investigação segue em andamento para apurar a extensão do suposto esquema financeiro e o eventual envolvimento dos investigados.

A expectativa é que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias, à medida que autoridades aprofundem a análise de documentos, transações financeiras e vínculos empresariais relacionados ao caso.


Matéria produzida com base em informações da CNN Brasil.

22 de maio de 2026

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 22 de maio de 2026

22.5.26

Últimos Dias para Declarar: Contador Faz Alerta Sobre os Riscos de Ignorar o Imposto de Renda 2026

 

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Especialista explica quem deve declarar, multas, CPF irregular e as consequências para quem deixar o Imposto de Renda 2026 para depois

O prazo para envio da declaração do Imposto de Renda 2026 está entrando em sua reta final e ainda há milhões de brasileiros que não acertaram as contas com a Receita Federal. Com o encerramento previsto para a próxima sexta-feira, 29 de maio, às 23h59, especialistas da área tributária alertam que adiar a entrega pode sair muito mais caro do que muita gente imagina.

Embora muitas pessoas ainda enxerguem a declaração do Imposto de Renda apenas como uma obrigação burocrática anual, a falta de envio pode desencadear uma série de consequências financeiras, cadastrais e fiscais. Em muitos casos, o problema não se limita ao pagamento de multa, podendo afetar empréstimos, financiamentos, movimentações bancárias e até gerar maior monitoramento da Receita Federal.

Segundo o Contador e Consultor Tributário Valdivino Sousa, da Alves Contabilidade, um dos maiores erros dos contribuintes é acreditar que apenas quem terá imposto a pagar deve enviar a declaração.

“Existe uma confusão muito comum. Muitas pessoas acreditam que, por não terem imposto a pagar ou restituição a receber, não precisam declarar. Isso pode gerar uma situação complicada, porque a obrigatoriedade não depende apenas disso”, explica Valdivino Sousa.

A poucos dias do encerramento do prazo, o alerta ganha ainda mais importância diante do volume esperado pela Receita Federal, que estima receber cerca de 44 milhões de declarações até o fim do período oficial.

Prazo do Imposto de Renda 2026 está acabando e deixar para depois pode custar caro

Com a proximidade do encerramento do prazo, cresce também a preocupação de especialistas sobre o hábito do brasileiro de deixar tudo para a última hora. Todos os anos, milhares de contribuintes enfrentam dificuldades porque acabam reunindo documentos às pressas, enviando informações incompletas ou simplesmente esquecendo de declarar.

Além do risco de congestionamento no sistema da Receita Federal nos últimos dias, a pressa costuma aumentar a incidência de erros no preenchimento.

De acordo com Valdivino Sousa, organização é fundamental para evitar dores de cabeça.

“Quem deixa para o último momento corre mais riscos de errar informações, esquecer rendimentos ou lançar dados inconsistentes. O ideal é reunir todos os documentos e transmitir o quanto antes”, alerta o contador da Alves Contabilidade.

Outro ponto importante é que a entrega antecipada também pode beneficiar contribuintes que possuem restituição, aumentando as chances de receber os valores nos primeiros lotes.

Quem realmente é obrigado a declarar o Imposto de Renda 2026

Uma das principais dúvidas dos brasileiros continua sendo: afinal, quem precisa declarar o Imposto de Renda?

Nem todos os cidadãos estão obrigados, mas ignorar os critérios da Receita Federal pode gerar penalidades desnecessárias.

Em regra, devem declarar os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima do limite anual definido pela Receita, além daqueles que tiveram rendimentos isentos relevantes, patrimônio acima dos valores exigidos ou realizaram operações financeiras específicas.

Também entram na obrigatoriedade pessoas que:

  • Obtiveram ganhos na venda de imóveis, veículos ou outros bens;
  • Realizaram operações na bolsa de valores;
  • Possuíam patrimônio acima do teto estabelecido;
  • Receberam rendimentos de aluguel;
  • Obtiveram receita rural acima do limite legal.

Segundo Valdivino Sousa, muitos contribuintes esquecem de considerar receitas extras ou investimentos, o que acaba gerando surpresas desagradáveis depois.

“Muita gente pensa apenas no salário do trabalho formal e esquece aluguel, aplicações financeiras, venda de patrimônio ou ganhos de investimentos. Depois acabam descobrindo que estavam obrigados”, explica.

Multa mínima já começa a valer mesmo para quem não deve imposto

Entre os principais receios dos contribuintes está a multa por atraso. E, diferentemente do que muitos imaginam, ela não é aplicada apenas para quem possui imposto devido.

Quem é obrigado a declarar e perde o prazo fica sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74, valor aplicado inclusive para quem não possui saldo de imposto a pagar.

Já quando existe imposto devido, a penalidade pode crescer consideravelmente, sendo calculada em 1% ao mês ou fração sobre o valor devido, limitada a até 20% do total do imposto.

Na prática, isso significa que quanto maior o atraso, maior pode ser o prejuízo financeiro.

Segundo Valdivino Sousa, ainda existe uma falsa percepção de que atrasar alguns dias não faz diferença.

“Muita gente pensa: ‘vou entregar depois porque não vai mudar nada’. Só que a multa já começa a existir e os transtornos podem se acumular rapidamente”, afirma.

CPF irregular pode dificultar empréstimos, financiamentos e até documentos

Se engana quem pensa que o problema termina no pagamento de multa.

A falta da entrega do Imposto de Renda pode gerar uma pendência cadastral no CPF do contribuinte, deixando o documento em situação de “pendente de regularização” junto à Receita Federal.

Na prática, isso pode causar dificuldades em diversas situações do cotidiano, como:

  • Solicitação de empréstimos bancários;
  • Aprovação de financiamentos;
  • Emissão de passaporte;
  • Abertura de contas;
  • Processos cadastrais;
  • Participação em concursos públicos.

Segundo Valdivino Sousa, muitos contribuintes descobrem esse problema somente quando precisam resolver algo urgente.

“É muito comum a pessoa descobrir que o CPF está irregular quando vai financiar um imóvel ou resolver uma situação no banco. Nessa hora, o problema acaba virando prioridade”, comenta.

Receita Federal aumentou o cruzamento eletrônico de informações

Nos últimos anos, a Receita Federal ampliou significativamente os mecanismos de fiscalização eletrônica.

Hoje, informações enviadas por bancos, empresas, operadoras de saúde, cartórios, corretoras de investimento e outras instituições são automaticamente cruzadas com os dados declarados pelos contribuintes.

Isso significa que omitir rendimentos ou informar dados inconsistentes ficou muito mais arriscado.

Quando existem divergências, a declaração pode cair na chamada malha fina, exigindo comprovação documental e prolongando eventuais restituições.

De acordo com o Contador Valdivino Sousa, tentar “esconder” informações não costuma terminar bem.

“A Receita cruza praticamente tudo hoje. O melhor caminho continua sendo declarar corretamente, com transparência e organização documental”, alerta.

Não entregar não significa prisão, mas fraude pode virar crime

Um dos maiores mitos relacionados ao Imposto de Renda é a crença de que quem não entrega a declaração será preso.

Na prática, isso não acontece automaticamente.

A Receita Federal não prende contribuintes apenas pelo atraso na entrega da declaração, nem bloqueia contas bancárias de forma imediata ou impede casamento civil.

Entretanto, situações de fraude intencional, falsificação de documentos ou ocultação deliberada de patrimônio podem, sim, ser enquadradas como crime de sonegação fiscal.

Nestes casos, a legislação prevê penas que podem variar entre 2 e 5 anos de reclusão, além de multas elevadas.

Segundo Valdivino Sousa, é importante separar fatos de boatos.

“Existe muita fake news sobre o Imposto de Renda. O atraso gera multa e pendências, mas fraude deliberada é algo muito mais sério e pode trazer consequências judiciais”, explica.

Ainda há tempo para regularizar a situação e evitar problemas maiores

Apesar da proximidade do prazo final, especialistas reforçam que ainda é possível evitar complicações.

A recomendação é separar imediatamente:

  • Informes de rendimentos;
  • Extratos bancários;
  • Recibos médicos;
  • Comprovantes de educação;
  • Informações patrimoniais;
  • Dados de dependentes.

Depois disso, a declaração pode ser enviada pelo sistema Meu Imposto de Renda, aplicativo oficial, preenchimento online ou programa da Receita Federal.

Segundo Valdivino Sousa, adiar nesse momento é um risco desnecessário.

“Meu conselho é simples: não espere o prazo acabar. Quanto antes a declaração for enviada, menores são os riscos de multa, inconsistências e problemas futuros com a Receita”, orienta.

Ignorar o prazo pode sair muito mais caro do que declarar

Com poucos dias restantes para o fim do prazo do Imposto de Renda 2026, especialistas reforçam que deixar a obrigação para depois pode custar mais do que apenas dinheiro.

Além da multa mínima de R$ 165,74, o contribuinte pode enfrentar pendências no CPF, dificuldades financeiras, retenção cadastral e maior fiscalização tributária.

O alerta do Contador e Consultor Tributário Valdivino Sousa, da Alves Contabilidade, é claro: organização, conferência documental e rapidez são fundamentais para evitar problemas.

A reta final começou — e ignorar a obrigação fiscal pode transformar um problema simples em uma dor de cabeça prolongada.


Matéria produzida com base em informações da Alves Contabilidade.

21 de maio de 2026

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 21 de maio de 2026

21.5.26

Universidades paulistas tomam as ruas de São Paulo em protesto contra cortes, privatizações e repressão policial

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Mobilização reuniu milhares de estudantes, professores e servidores da USP, Unicamp e Unesp em marcha até o Palácio dos Bandeirantes, pressionando o governo Tarcísio por mais investimentos na educação pública


A capital paulista foi palco nesta quarta-feira (20) de uma das maiores mobilizações estudantis do ano. Milhares de estudantes, professores, servidores e representantes de movimentos sociais ligados à USP, Unicamp e Unesp ocuparam as ruas de São Paulo em um ato marcado por críticas ao governo de Tarcísio de Freitas, denúncias de sucateamento das universidades públicas e protestos contra a repressão policial durante a manifestação.

A concentração começou no Largo da Batata, na zona oeste da capital, e reuniu caravanas vindas de diferentes regiões do estado. O protesto seguiu em marcha até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, em um trajeto que durou cerca de três horas e mobilizou milhares de participantes.

Universidades estaduais denunciam crise de financiamento

Os organizadores afirmam que o avanço das paralisações nas universidades estaduais paulistas ocorreu após meses de denúncias sobre cortes orçamentários, falta de infraestrutura e redução de investimentos em programas de permanência estudantil.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelos estudantes estão:

  • aumento dos repasses do ICMS destinados às universidades;
  • ampliação das bolsas de permanência estudantil;
  • contratação de professores por meio de concursos públicos;
  • melhorias estruturais nos campi;
  • e rejeição a projetos de privatização de serviços públicos estaduais.

Segundo entidades estudantis, a greve ganhou força principalmente na Universidade Estadual de Campinas, onde dezenas de cursos aderiram às paralisações após assembleias realizadas nas últimas semanas.

Manifestantes relatam problemas graves em campi universitários

Durante o ato, lideranças estudantis denunciaram problemas considerados críticos dentro das universidades públicas paulistas. Falta d’água, atraso no funcionamento de restaurantes universitários, deterioração de moradias estudantis e dificuldades enfrentadas por estudantes de baixa renda foram alguns dos temas mais citados nos discursos realizados no carro de som da manifestação.

Representantes estudantis afirmaram que os problemas atingem principalmente alunos vindos da periferia e do interior do estado, além de estudantes cotistas que dependem de políticas de assistência para permanecer nos cursos.

Parlamentares presentes no ato também criticaram o que classificaram como precarização crescente do ensino superior público em São Paulo.

Tensão com a Polícia Militar marca chegada ao Palácio dos Bandeirantes

Ao chegar nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, os manifestantes encontraram uma barreira montada pela Polícia Militar, impedindo o avanço da marcha em direção à sede do governo estadual.

A situação gerou tensão e negociação entre representantes do movimento estudantil e agentes de segurança. Após cerca de uma hora de conversas, o governo paulista aceitou receber uma comissão de estudantes grevistas para discutir as reivindicações apresentadas durante a mobilização.

O encontro ocorreu pouco depois das 20h, já no encerramento da manifestação.

Confusão com ex-deputado bolsonarista gera tumulto no início do ato

Antes da caminhada começar, um episódio envolvendo o ex-deputado estadual Douglas Garcia provocou tensão entre manifestantes e apoiadores do político.

Segundo relatos de participantes, Douglas Garcia chegou ao local acompanhado de seguranças privados e passou a filmar a movimentação no Largo da Batata. A presença do ex-parlamentar gerou discussões e um princípio de tumulto após empurrões entre estudantes e integrantes da equipe de segurança.

O episódio foi rapidamente controlado e não comprometeu o andamento da manifestação.

Estudantes denunciam abordagens policiais em rodovias

Outro ponto que gerou críticas durante o protesto foi a atuação da Polícia Militar Rodoviária nas estradas paulistas.

Entidades estudantis afirmam que ônibus fretados com universitários vindos do interior foram parados e revistados durante o trajeto até São Paulo. Lideranças da Universidade Estadual Paulista relataram que parte das caravanas sofreu atrasos após abordagens realizadas em rodovias estaduais.

Os estudantes classificaram as ações como tentativa de intimidação e repressão política contra o movimento.

Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não havia se manifestado oficialmente sobre as denúncias apresentadas pelos organizadores do ato.

Reitorias defendem diálogo e demonstram preocupação com paralisações

As administrações das universidades estaduais paulistas adotaram posicionamentos distintos em relação ao avanço das greves.

A reitoria da Universidade Estadual de Campinas informou que mantém canais de diálogo com estudantes e representantes sindicais, reconhecendo demandas relacionadas à infraestrutura e permanência estudantil, mas ressaltando que novas expansões dependem da arrecadação estadual e das negociações conduzidas pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas.

Já a Universidade Estadual Paulista manifestou preocupação com impactos no calendário acadêmico e pediu que as reivindicações sejam debatidas pelas instâncias institucionais internas.

A Universidade de São Paulo informou que seus posicionamentos oficiais seguem publicados em canais institucionais e não anunciou novas manifestações públicas sobre o caso.

Protesto amplia pressão política sobre governo paulista

O ato desta quarta-feira reforçou o crescimento da mobilização estudantil em São Paulo e ampliou a pressão política sobre o governo estadual em meio às discussões sobre orçamento público, políticas de permanência estudantil e investimentos em universidades públicas.

Além das pautas educacionais, os discursos também abordaram temas ligados à segurança pública, desigualdade social, políticas de inclusão e acesso ao ensino superior.

A expectativa das entidades estudantis é de que novas mobilizações sejam realizadas nas próximas semanas caso não haja avanço nas negociações com o governo paulista.


Matéria produzida com base em informações do Brasil de Fato