Por Valdivino Alves de Sousa
Editor Responsável | Top10News
Publicado em: 21 de maio de 2026
STF avança em pedido de extradição de Carla Zambelli após decisão da Justiça italiana
Ministro Alexandre de Moraes determina que Itamaraty e Ministério da Justiça adotem medidas para viabilizar retorno da ex-deputada ao Brasil após aval da Corte de Roma
STF acelera processo de extradição após decisão da Itália
O processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli ganhou um novo capítulo decisivo nesta semana após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado ordenou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério das Relações Exteriores, por meio do Itamaraty, adotem todas as providências necessárias para viabilizar a entrega da parlamentar condenada pela Justiça brasileira.
A medida ocorre após a confirmação de que a Corte de Roma autorizou o pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro, abrindo caminho para a etapa final do processo internacional.
Condenação e situação jurídica de Carla Zambelli
Carla Zambelli, ex-deputada federal pelo PL-SP, foi condenada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a uma pena de 10 anos de reclusão em regime inicial fechado, além de multa. A decisão está relacionada a crimes de falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático.
Em outro processo, a ex-parlamentar também foi condenada por perseguir um homem armado em São Paulo, o que ampliou sua situação jurídica perante a Justiça brasileira.
Após a rejeição de recursos apresentados pelas defesas, o STF declarou o trânsito em julgado, tornando a condenação definitiva, sem possibilidade de novos recursos.
Fuga para a Itália e atuação da Interpol
Após a confirmação da sentença, foi constatado que Carla Zambelli havia deixado o Brasil e se encontrava em território italiano. Diante disso, o ministro Alexandre de Moraes acionou o Ministério da Justiça para formalizar o pedido de extradição com base em acordo bilateral entre Brasil e Itália.
Em 29 de julho de 2025, a ex-deputada foi presa em Roma por agentes do Escritório Central Nacional da Interpol, dando início ao processo de extradição.
Desde então, o caso passou a ser analisado pelas autoridades italianas, que solicitaram esclarecimentos adicionais ao governo brasileiro antes de autorizar a entrega.
Exigências da Justiça italiana durante o processo
Durante a análise do pedido, a Justiça italiana levantou uma série de questionamentos sobre as condições de custódia no Brasil. Entre os pontos solicitados estavam informações sobre o estabelecimento prisional onde a ex-parlamentar ficaria detida, a estrutura do sistema penitenciário e as condições destinadas a mulheres presas.
Outro ponto de atenção foi a capacidade do sistema carcerário brasileiro em garantir a segurança da detida, especialmente em relação à atuação de facções criminosas e à integridade física dentro das unidades prisionais.
O governo brasileiro respondeu às solicitações dentro do prazo, apresentando garantias formais sobre o cumprimento das exigências internacionais.
Garantias apresentadas pelo governo brasileiro
No despacho mais recente, Alexandre de Moraes destacou que todas as garantias exigidas pela Justiça italiana já haviam sido formalmente encaminhadas pelo Brasil ainda em dezembro de 2025.
Essas informações foram enviadas pelos órgãos competentes e reforçam o compromisso do país com os tratados internacionais de cooperação jurídica e extradição.
Com isso, o entendimento das autoridades brasileiras é de que não existem mais pendências documentais ou diplomáticas que impeçam a continuidade do processo.
Avanço do processo e próximos passos
Com a decisão favorável da Corte de Roma e a validação das garantias apresentadas pelo Brasil, o processo de extradição entra em sua fase final.
Agora, o governo brasileiro, por meio do Itamaraty e do Ministério da Justiça, deverá coordenar as etapas logísticas e diplomáticas para o retorno da ex-deputada ao país.
O caso segue acompanhado de perto pelo Supremo Tribunal Federal, que conduz a execução da decisão judicial e supervisiona o cumprimento dos trâmites legais internacionais.
Entenda o impacto jurídico e político do caso
O processo envolvendo Carla Zambelli se tornou um dos mais relevantes recentes no campo da cooperação internacional entre Brasil e Itália. Ele envolve não apenas decisões judiciais, mas também articulação diplomática e aplicação de tratados internacionais de extradição.
O episódio também reforça o papel das instituições brasileiras, como o STF e o Ministério da Justiça, na execução de decisões judiciais de alcance internacional.
Matéria produzida com base em informações do G1.





