Virou Notícias Publicamos Aqui!

LightBlog

2 de fevereiro de 2026

2.2.26

O brasileiro no centro do escândalo que levou ex-embaixador do Reino Unido a renunciar filiação ao partido do governo

 

Alt text
Getty Images - Peter Mandelson foi embaixador do Reino Unido nos EUA, secretário do governo Gordon Brown e membro da Câmara dos Lordes


O brasileiro no centro do escândalo que levou ex-embaixador do Reino Unido a renunciar filiação ao partido do governo

O ex-embaixador britânico Peter Mandelson decidiu deixar, na noite deste domingo (01/02), o Partido Trabalhista, do primeiro-ministro Keir Starmer, alegando que não queria "causar mais constrangimento" por causa de suas ligações com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

O nome de Mandelson e de seu marido, o brasileiro Reinaldo Avila da Silva, aparecem entre os milhões de documentos divulgados na sexta-feira relacionados a Epstein — o maior número compartilhado pelo governo dos EUA desde que uma lei determinou sua divulgação no ano passado.


2.2.26

Cármen Lúcia será relatora de Código de Ética do STF, anuncia Fachin

 

Alt text
Foto - Marcelo CAMARGO / AGÊNCIA BRASIL


Cármen Lúcia será relatora de Código de Ética do STF, anuncia Fachin


Presidente da Corte diz que buscará diálogo para aprovar texto

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, anunciou nesta segunda-feira (2) que a ministra Cámen Lúcia será relatora da proposta de criação de um código de ética para os integrantes da Corte.

Fachin discursou durante a sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2026, cerimônia que marca a abertura dos trabalhos após o período de recesso. O ministro disse que as instituições têm desafios para se manterem íntegras e com legitimidade.

"Momentos de adversidade exigem mais do que discurso, pedem responsabilidade institucional, clareza de limites e fidelidade absoluta à Constituição da República." 

O presidente do STF afirmou que os ministros "respondem pelas escolhas que fazem" e que o é momento é de "autocorreção".

Diante da resistência interna de ministros que são contra a aprovação de regras para regular a conduta da Corte, Fachin prometeu que buscará o diálogo com os colegas pela aprovação do texto.

"Vamos caminhar juntos na construção do consenso no âmbito desse colegiado. Impende dialogar e construir confiança pública, porque nessa reside a verdadeira força do Estado Democrático de Direito", afirmou durante a solenidade.

A cerimônia foi acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de outras autoridades.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Banco Master

O anúncio sobre a criação de um código de ética para o STF ocorre após membros da Corte serem criticados publicamente pela condução das investigações envolvendo as fraudes no Banco Master.

No mês passado, o ministro Alexandre de Moraes negou ter participado de um encontro com o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, no primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O suposto encontro foi noticiado pelo Portal Metrópoles e teria ocorrido em meio ao processo de tentativa de compra do Master pelo BRB. Em nota à imprensa, Moraes classificou a reportagem como “falsa e mentirosa”.

Antes da liquidação do Master pelo Banco Central, o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro, prestou serviços ao banco de Vorcaro.

No início deste mês, o ministro Dias Toffoli passou a ser criticado por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro.

Fachin também foi criticado por divulgar uma nota à imprensa para defender a atuação de Toffoli.

Fonte: Agência Brasil 

Link:  https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-02/carmen-lucia-sera-relatora-de-codigo-de-etica-do-stf




2.2.26

Como a Comparação nas Redes Sociais Prejudica a Mente: Impactos Psicológicos, Emoções Invisíveis e Caminhos para a Autonomia Emocional


Alt text


Introdução

O avanço das redes sociais transformou profundamente a forma como os indivíduos se percebem, se relacionam e constroem sua identidade. Plataformas como Instagram, TikTok, Facebook e LinkedIn deixaram de ser apenas meios de comunicação para se tornarem verdadeiros palcos de performance social, onde sucesso, felicidade e beleza são constantemente exibidos de forma idealizada. Nesse contexto, a comparação social tornou-se um fenômeno cotidiano e silencioso, com impactos diretos na saúde mental.

Comparar-se constantemente com outras pessoas nas redes sociais tem sido associado ao aumento da ansiedade, da baixa autoestima, da frustração crônica e de sentimentos de inadequação. O que muitos usuários não percebem é que aquilo que se vê online representa apenas recortes editados da realidade, cuidadosamente selecionados para gerar aprovação social. Este artigo tem como objetivo analisar, sob a ótica da Psicologia, como a comparação nas redes sociais prejudica a mente, quais são seus efeitos emocionais e cognitivos, e quais estratégias podem ser adotadas para reduzir seus impactos negativos.


A Teoria da Comparação Social e sua Atualização no Mundo Digital

A Teoria da Comparação Social foi proposta por Leon Festinger (1954), que defendia que os indivíduos avaliam suas próprias capacidades, opiniões e valor pessoal a partir da comparação com os outros. Em contextos naturais, essas comparações ocorrem de forma limitada e situacional. No entanto, com o surgimento das redes sociais, esse processo tornou-se constante, global e intensificado.

Diferentemente das comparações tradicionais, o ambiente digital expõe o indivíduo a um volume excessivo de imagens de sucesso, corpos idealizados, conquistas financeiras e relacionamentos aparentemente perfeitos. Segundo Festinger, comparações ascendentes — aquelas feitas com pessoas percebidas como “melhores” — tendem a gerar sentimentos de inferioridade quando o indivíduo não possui recursos emocionais para lidar com elas. No ambiente digital, esse tipo de comparação é predominante, o que explica o aumento significativo de sofrimento psíquico associado ao uso excessivo das redes.


A Ilusão da Vida Perfeita: O Perigo da Realidade Filtrada

Um dos fatores mais nocivos das redes sociais é a construção de uma realidade filtrada, na qual fracassos, dores, conflitos e inseguranças são ocultados. Estudos de Chou e Edge (2012) demonstram que usuários frequentes de redes sociais tendem a acreditar que a vida dos outros é mais feliz e bem-sucedida do que a sua própria, mesmo sem evidências reais disso.

Esse fenômeno cria uma distorção cognitiva conhecida como viés de comparação negativa, onde o indivíduo desconsidera suas próprias conquistas e passa a focar apenas no que lhe falta. A exposição contínua a essas imagens idealizadas favorece sentimentos de inadequação, vergonha, insatisfação corporal e a falsa crença de que “todos estão avançando, menos eu”.


Impactos Psicológicos da Comparação Constante

A comparação social exacerbada nas redes sociais está diretamente associada a diversos prejuízos à saúde mental. Pesquisas de Vogel et al. (2014) indicam uma relação significativa entre o uso intenso de redes sociais, comparação social negativa e redução da autoestima. Quanto mais o indivíduo se compara, menor tende a ser sua percepção de valor pessoal.

Além disso, a comparação constante ativa mecanismos de ansiedade antecipatória, levando o sujeito a se preocupar excessivamente com aprovação, curtidas e validação externa. Segundo Beck (2013), esse processo reforça esquemas cognitivos disfuncionais, como a crença de insuficiência, fracasso e desvalor pessoal. Em casos mais graves, esse padrão pode contribuir para o desenvolvimento de transtornos como depressão, ansiedade generalizada e sintomas de esgotamento emocional.


Redes Sociais, Identidade e Autovalidação

Outro aspecto crítico é a relação entre comparação social e construção da identidade. Erik Erikson já apontava que a identidade se forma a partir da interação entre o indivíduo e o meio social. Nas redes sociais, essa construção passa a depender excessivamente da validação externa, medida por curtidas, comentários e seguidores.

Quando o valor pessoal passa a ser definido pelo desempenho digital, o sujeito perde a capacidade de reconhecer seu próprio progresso, suas conquistas internas e seu ritmo de desenvolvimento. A vida real, com seus tempos, limites e imperfeições, passa a parecer insuficiente diante da estética da performance constante promovida pelas redes.


Focar no Próprio Progresso como Estratégia de Proteção Emocional

Uma das formas mais eficazes de reduzir o impacto negativo da comparação é redirecionar o foco para o próprio progresso. Segundo a Psicologia Positiva, proposta por Seligman (2011), o bem-estar está mais relacionado à percepção de crescimento pessoal do que à comparação com os outros.

Celebrar pequenas conquistas, reconhecer avanços individuais e estabelecer metas realistas contribuem para o fortalecimento da autoestima e da autonomia emocional. Ao compreender que cada pessoa possui uma trajetória única, o indivíduo passa a se libertar da necessidade de viver a vida de outra pessoa para se sentir realizado.


Autenticidade, Consciência Digital e Saúde Mental

Desenvolver uma relação mais consciente com as redes sociais é fundamental para preservar a saúde mental. Isso inclui limitar o tempo de exposição, questionar conteúdos idealizados e lembrar-se constantemente de que o que é exibido online não representa a totalidade da vida real.

A autenticidade, tanto no consumo quanto na produção de conteúdo, é um fator protetivo importante. Quando o indivíduo se permite viver sua própria história, com seus desafios e conquistas reais, ele fortalece sua identidade e reduz a dependência de comparações irreais e prejudiciais.


Considerações Finais

Comparar-se constantemente nas redes sociais é um comportamento que, embora comum, pode gerar sérios prejuízos emocionais. A ansiedade, a baixa autoestima e a frustração decorrentes desse processo não surgem por acaso, mas são fruto de uma cultura digital que valoriza a aparência em detrimento da autenticidade.

É essencial compreender que ninguém precisa viver a vida de outra pessoa para se sentir realizado. O verdadeiro bem-estar está na construção de uma trajetória própria, baseada em valores pessoais, crescimento contínuo e autocompaixão. Ao reconhecer os limites das redes sociais e fortalecer a relação consigo mesmo, o indivíduo recupera sua autonomia emocional e sua saúde mental.


Valdivino Alves de Sousa
Psicólogo – CRP-SP nº 06/198683
Escritor e pesquisador em Psicologia e Comportamento Humano



Referências

  • Beck, A. T. (2013). Terapia Cognitiva: Teoria e Prática. Artmed.

  • Chou, H. T. G., & Edge, N. (2012). “They are happier and having better lives than I am”: The impact of using Facebook on perceptions of others’ lives. Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking.

  • Festinger, L. (1954). A theory of social comparison processes. Human Relations.

  • Seligman, M. (2011). Florescer: Uma nova compreensão sobre a natureza da felicidade e do bem-estar. Objetiva.

  • Vogel, E. A. et al. (2014). Social comparison, social media, and self-esteem. Psychology of Popular Media Culture.





2.2.26

Unesp abre 850 vagas para cursos gratuitos a distância

 
Alt text
Unesp tem vestibular mais acirrado em 2026  • Divulgação/Fuvest


Unesp abre 850 vagas para cursos gratuitos a distância


Com foco em saúde e educação, as oportunidades são para ingresso no primeiro semestre de 2026; inscrições vão até 6 de fevereiro


A Unesp (Universidade Estadual Paulista) anunciou a abertura de inscrições para 850 vagas em cursos de especialização lato sensu na modalidade de EAD (Educação a Distância).

Ofertadas por meio do UAB (Sistema Universidade Aberta do Brasil), as formações são gratuitas e destinadas a profissionais que já atuam no mercado, com foco nas áreas de saúde e educação.

2.2.26

Em conversa sobre a eleição de 2018, Jeffrey Epstein trocou elogios sobre Bolsonaro com Steve Bannon: 'Mudou o jogo'

 

Alt text
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi citado em comunicação que estava nos arquivos Epstein. — Foto: Getty Images via BBC

Em conversa sobre a eleição de 2018, Jeffrey Epstein trocou elogios sobre Bolsonaro com Steve Bannon: 'Mudou o jogo'


Novos documentos sobre caso Epstein foram divulgados pelo governo dos EUA nesta sexta-feira, 30/01.


Uma troca de emails atribuída a Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado nos Estados Unidos e morto em 2019, e Steve Bannon, ex-conselheiro do presidente americano, Donald Trump, e estrategista político, faz diversas menções elogiosas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


Fonte: G1