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9 de março de 2026

9.3.26

Apego Ansioso nos Relacionamentos: Como o Medo de Abandono e a Insegurança Afetam os Vínculos Amorosos

 

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Apego Ansioso: Entenda por que o Medo de Perder o Parceiro Pode Prejudicar Relacionamentos



Resumo

Os relacionamentos afetivos constituem um dos pilares centrais da experiência humana, influenciando profundamente o desenvolvimento emocional, a saúde mental e a construção da identidade pessoal. No campo da psicologia, um dos conceitos fundamentais para compreender a dinâmica das relações interpessoais é a teoria do apego, desenvolvida inicialmente por John Bowlby e posteriormente ampliada por diversos pesquisadores da psicologia do desenvolvimento e das relações adultas. Entre os estilos de apego identificados pela literatura científica, o apego ansioso destaca-se por envolver padrões emocionais marcados por medo de abandono, necessidade constante de reafirmação afetiva e elevada sensibilidade a sinais de rejeição ou distanciamento. Indivíduos com esse padrão de apego tendem a interpretar eventos cotidianos, como atrasos em respostas de mensagens ou mudanças sutis no comportamento do parceiro, como evidências de possível rejeição ou perda do vínculo afetivo. Esse fenômeno pode desencadear comportamentos de vigilância emocional, dependência afetiva e tentativa constante de obter validação do parceiro, o que frequentemente gera tensão nas relações e pode, paradoxalmente, contribuir para o desgaste do relacionamento. O presente artigo tem como objetivo analisar o apego ansioso nos relacionamentos a partir de uma perspectiva psicológica e científica, explorando suas origens, características comportamentais, impactos emocionais e possibilidades de intervenção terapêutica. A discussão é fundamentada em contribuições de autores clássicos e contemporâneos da psicologia, com o intuito de compreender como o desenvolvimento da autoestima e da segurança emocional pode favorecer vínculos afetivos mais equilibrados e saudáveis.


Introdução 

 A Importância do Apego nas Relações Humanas

As relações afetivas desempenham um papel fundamental na organização psicológica dos indivíduos. Desde os primeiros anos de vida, os seres humanos desenvolvem vínculos emocionais que influenciam profundamente a forma como percebem a si mesmos, os outros e o mundo ao seu redor. Esses vínculos são moldados por experiências precoces de cuidado, segurança e disponibilidade emocional, elementos que constituem a base da chamada teoria do apego.

Segundo Bowlby (1989), o apego pode ser compreendido como um sistema comportamental inato que tem como objetivo promover proximidade entre o indivíduo e figuras de cuidado, garantindo proteção e segurança emocional. Esse sistema, inicialmente observado na relação entre crianças e cuidadores, continua influenciando as relações interpessoais ao longo de toda a vida.

Na fase adulta, os padrões de apego manifestam-se especialmente nos relacionamentos amorosos, influenciando a maneira como as pessoas lidam com intimidade, confiança e vulnerabilidade emocional. Entre os estilos de apego identificados pela literatura psicológica, o apego ansioso apresenta características que frequentemente geram sofrimento emocional tanto para o indivíduo quanto para seus parceiros.


A Teoria do Apego e suas Bases Psicológicas

A teoria do apego constitui um dos modelos mais influentes da psicologia contemporânea para explicar o desenvolvimento emocional humano. John Bowlby, psiquiatra e psicanalista britânico, propôs que os seres humanos possuem uma predisposição biológica para formar vínculos afetivos significativos, especialmente durante a infância.


Mary Ainsworth, colaboradora de Bowlby, aprofundou essa teoria ao desenvolver estudos empíricos sobre o comportamento infantil em situações de separação e reencontro com os cuidadores. A partir dessas pesquisas, foram identificados diferentes estilos de apego, incluindo o apego seguro, o apego evitativo e o apego ansioso.

Esses estilos refletem padrões emocionais e comportamentais desenvolvidos ao longo da infância e que tendem a influenciar as relações afetivas na vida adulta. Indivíduos com apego seguro geralmente apresentam maior confiança nas relações, enquanto aqueles com apego ansioso demonstram maior preocupação com a estabilidade dos vínculos.


Características do Apego Ansioso nos Relacionamentos

O apego ansioso caracteriza-se principalmente por uma intensa necessidade de proximidade emocional e por uma preocupação constante com a possibilidade de abandono ou rejeição.

Pessoas com esse padrão de apego frequentemente apresentam comportamentos como:

  • busca constante por reafirmação afetiva

  • medo persistente de perder o parceiro

  • interpretação negativa de sinais ambíguos

  • hipersensibilidade a mudanças no comportamento do outro

Segundo Hazan e Shaver (1987), indivíduos com apego ansioso tendem a experimentar altos níveis de ansiedade nos relacionamentos amorosos, demonstrando forte necessidade de proximidade emocional combinada com medo intenso de rejeição.

Esse padrão emocional pode gerar um ciclo psicológico no qual o medo de perder o parceiro leva a comportamentos que, paradoxalmente, acabam gerando tensão e afastamento na relação.


A Ansiedade Gerada pela Comunicação Digital

Na era da comunicação digital, o apego ansioso pode manifestar-se de maneira particularmente intensa. Aplicativos de mensagens instantâneas e redes sociais criaram novas formas de interação que ampliam a expectativa de resposta imediata.

Para indivíduos com apego ansioso, pequenos atrasos em respostas de mensagens podem ser interpretados como sinais de desinteresse, rejeição ou abandono. Essa interpretação pode desencadear sentimentos de insegurança, ansiedade e necessidade de confirmação afetiva.


Segundo Turkle (2015), a comunicação digital alterou significativamente as expectativas sociais em relação à disponibilidade emocional, criando um ambiente no qual a ausência de resposta pode ser interpretada como distanciamento emocional.

Esse fenômeno contribui para intensificar comportamentos de vigilância digital, nos quais a pessoa verifica constantemente o celular ou as redes sociais em busca de sinais de interação.


O Medo de Abandono e seus Impactos Psicológicos

O medo de abandono constitui um dos elementos centrais do apego ansioso. Esse medo pode ter origem em experiências precoces de inconsistência emocional, nas quais a disponibilidade dos cuidadores foi percebida como imprevisível.

Quando esse padrão se estabelece, o indivíduo pode desenvolver uma crença interna de que o amor e a atenção das outras pessoas são instáveis ou condicionais.

Segundo Mikulincer e Shaver (2007), indivíduos com apego ansioso tendem a apresentar maior ativação do sistema de apego diante de sinais de possível separação ou rejeição, o que pode gerar reações emocionais intensas.

Essas reações podem incluir:

  • ansiedade intensa

  • medo persistente de rejeição

  • necessidade constante de confirmação afetiva


Dependência Emocional e Comportamentos de Vigilância

Uma das consequências do apego ansioso é o desenvolvimento de comportamentos de dependência emocional. Esses comportamentos envolvem a necessidade constante de validação afetiva por parte do parceiro.

A dependência emocional pode manifestar-se por meio de atitudes como:

  • envio frequente de mensagens buscando confirmação

  • preocupação excessiva com o comportamento do parceiro

  • necessidade constante de atenção

Esses comportamentos frequentemente são motivados por medo e insegurança, e não necessariamente por desejo de controle.

No entanto, quando se tornam excessivos, podem gerar desgaste emocional e dificultar a construção de relações equilibradas.


O Paradoxo do Apego Ansioso

Um dos aspectos mais complexos do apego ansioso é o chamado paradoxo relacional. Esse paradoxo ocorre quando o medo de perder o parceiro leva a comportamentos que acabam gerando tensão ou afastamento na relação.

A necessidade constante de reafirmação pode ser percebida pelo parceiro como pressão emocional, o que pode provocar distanciamento.

Esse distanciamento, por sua vez, reforça a insegurança do indivíduo ansioso, criando um ciclo psicológico de ansiedade e busca por confirmação.


Autoestima e Segurança Emocional

O fortalecimento da autoestima representa um dos fatores mais importantes para reduzir os efeitos do apego ansioso.

A autoestima envolve a percepção de valor pessoal e a confiança na própria capacidade de ser amado e respeitado.

Quando o indivíduo desenvolve maior segurança interna, a necessidade de validação constante tende a diminuir.

Segundo Branden (1995), a autoestima saudável é um elemento essencial para a construção de relações interpessoais equilibradas.


Intervenções Terapêuticas

A psicoterapia desempenha papel fundamental no tratamento de padrões de apego ansioso.

Entre as abordagens terapêuticas utilizadas nesse contexto destacam-se:

  • terapia cognitivo-comportamental

  • terapia do esquema

  • terapia focada nas emoções

Essas abordagens ajudam o indivíduo a identificar padrões emocionais disfuncionais e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com a ansiedade relacional.


Construindo Relacionamentos Mais Saudáveis

Relacionamentos saudáveis são caracterizados por equilíbrio entre autonomia individual e proximidade emocional.

Quando ambos os parceiros desenvolvem segurança emocional, torna-se possível estabelecer vínculos baseados em confiança, respeito e comunicação aberta.

O desenvolvimento da maturidade emocional permite que o indivíduo reconheça que pequenas mudanças no comportamento do parceiro não necessariamente indicam rejeição ou abandono.


Considerações Finais

O apego ansioso representa um padrão emocional complexo que pode influenciar profundamente a forma como os indivíduos vivenciam seus relacionamentos afetivos.

A necessidade constante de reafirmação, o medo de abandono e a interpretação negativa de sinais ambíguos podem gerar ciclos de ansiedade que impactam a qualidade das relações.

No entanto, esses padrões não são permanentes ou imutáveis. Por meio do autoconhecimento, do fortalecimento da autoestima e do acompanhamento psicológico adequado, é possível desenvolver formas mais seguras e equilibradas de estabelecer vínculos afetivos.

Compreender o funcionamento do apego ansioso representa um passo importante para promover relações mais saudáveis, baseadas em confiança, respeito e autonomia emocional.


Valdivino Alves de Sousa 
CRP 06/198683


Referências 

AINSWORTH, Mary D. S. Patterns of attachment: A psychological study of the strange situation. Hillsdale: Lawrence Erlbaum, 1978.

BOWLBY, John. Attachment and loss. New York: Basic Books, 1989.

BRANDEN, Nathaniel. The six pillars of self-esteem. New York: Bantam Books, 1995.

HAZAN, Cindy; SHAVER, Phillip. Romantic love conceptualized as an attachment process. Journal of Personality and Social Psychology, 1987.

MIKULINCER, Mario; SHAVER, Phillip. Attachment in adulthood: Structure, dynamics and change. New York: Guilford Press, 2007.

TURKLE, Sherry. Reclaiming conversation: The power of talk in a digital age. New York: Penguin Press, 2015.


9.3.26

Dependência Emocional Digital: A Ansiedade de Esperar Mensagens e o Impacto Psicológico das Notificações

 

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Dependência Emocional Digital: Por Que Esperar Mensagens Pode Gerar Ansiedade e Afetar Sua Saúde Mental


Resumo

A transformação digital das relações humanas tem provocado mudanças profundas na forma como os indivíduos estabelecem vínculos afetivos e sociais. Entre esses fenômenos contemporâneos, destaca-se a chamada dependência emocional digital, caracterizada pela necessidade constante de validação emocional mediada por dispositivos tecnológicos, especialmente smartphones e aplicativos de mensagens instantâneas. Esse comportamento se manifesta frequentemente por meio da expectativa constante por notificações, mensagens e interações virtuais que ativam o sistema de recompensa cerebral, desencadeando ciclos psicológicos de ansiedade, expectativa e alívio momentâneo. Este artigo analisa, a partir de uma perspectiva interdisciplinar envolvendo psicologia, neurociência e sociologia digital, como a dependência emocional digital se desenvolve, quais são seus impactos psicológicos e sociais, e de que forma ela pode afetar a autonomia emocional dos indivíduos. O estudo dialoga com autores renomados que investigam o comportamento humano na era digital, abordando conceitos como dopamina, sistema de recompensa cerebral, Fear of Missing Out (FOMO) e dependência comportamental associada ao uso excessivo de smartphones. O objetivo central é compreender como a espera constante por mensagens pode se tornar um mecanismo psicológico de dependência emocional e como o desenvolvimento da maturidade emocional e do equilíbrio digital pode contribuir para a construção de relações mais saudáveis e autônomas.


Introdução  

A Era da Conectividade Permanente

A revolução tecnológica das últimas décadas modificou profundamente as dinâmicas de comunicação humana, criando um ambiente social marcado pela conectividade permanente. Smartphones, redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas transformaram-se em extensões psicológicas da vida cotidiana, redefinindo a forma como as pessoas constroem relações afetivas, sociais e profissionais. Nesse contexto, emergiu um fenômeno que tem despertado crescente interesse na psicologia contemporânea: a dependência emocional digital.


A dependência emocional digital pode ser compreendida como um padrão comportamental no qual o estado emocional do indivíduo passa a depender de estímulos provenientes do ambiente digital, como notificações, curtidas ou mensagens. Nesse cenário, a ausência de interação virtual pode gerar ansiedade, insegurança e sensação de rejeição, enquanto a chegada de uma mensagem produz alívio emocional imediato.

Segundo pesquisas sobre uso problemático de smartphones, esse tipo de comportamento está associado a padrões psicológicos semelhantes aos observados em dependências comportamentais, como jogos ou redes sociais. O uso excessivo de dispositivos móveis pode gerar preocupação constante com comunicação digital e intensificação da ansiedade quando o usuário não tem acesso ao celular ou à internet.

Diante desse panorama, torna-se fundamental compreender como os mecanismos psicológicos e neurobiológicos envolvidos na interação digital contribuem para o desenvolvimento dessa dependência emocional mediada por tecnologia.


A Psicologia da Espera por Mensagens

A expectativa constante por mensagens é um dos elementos centrais da dependência emocional digital. Esse fenômeno ocorre quando a atenção do indivíduo passa a ser direcionada de maneira persistente para o dispositivo móvel, aguardando sinais de interação social.

Esse comportamento pode ser explicado por mecanismos psicológicos relacionados à busca por validação social. Para Bauman (2004), a modernidade líquida promove relações cada vez mais frágeis e instáveis, nas quais a necessidade de confirmação afetiva torna-se mais intensa. No ambiente digital, essa validação ocorre por meio de respostas rápidas, curtidas e interações instantâneas.

Quando uma mensagem é enviada e não respondida rapidamente, muitos indivíduos interpretam essa ausência como rejeição ou desinteresse, o que pode desencadear pensamentos ansiosos e insegurança emocional. Esse processo cria um estado psicológico de vigilância constante, no qual a pessoa verifica repetidamente o celular em busca de sinais de comunicação.

Esse padrão comportamental pode evoluir para um ciclo psicológico caracterizado por três etapas principais:

  1. Expectativa intensa pela mensagem

  2. Ansiedade durante o período de espera

  3. Alívio momentâneo quando a resposta chega

Esse ciclo, repetido diversas vezes ao longo do dia, pode fortalecer um padrão de dependência emocional digital.


O Sistema de Recompensa do Cérebro e as Notificações

Do ponto de vista neurobiológico, a dependência emocional digital está fortemente relacionada ao funcionamento do sistema de recompensa do cérebro. Esse sistema envolve estruturas cerebrais responsáveis pela liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer, motivação e aprendizado.

A dopamina é liberada quando o indivíduo experimenta estímulos considerados recompensadores, como reconhecimento social ou experiências positivas. No contexto digital, notificações, mensagens e curtidas podem desencadear essa mesma resposta neuroquímica.

Estudos indicam que o uso de smartphones e redes sociais ativa o sistema de recompensa cerebral de maneira semelhante a outros comportamentos aditivos, criando sensações momentâneas de prazer que incentivam a repetição do comportamento.

A psiquiatra Anna Lembke, especialista em dependência comportamental, argumenta que a tecnologia digital funciona como uma espécie de “droga comportamental”, pois fornece estímulos frequentes que estimulam a liberação de dopamina no cérebro.

Esse mecanismo explica por que muitas pessoas sentem uma necessidade quase automática de verificar o celular repetidamente ao longo do dia.


Dopamina Digital e Recompensa Variável

Um dos fatores que tornam as notificações tão psicologicamente envolventes é o chamado sistema de recompensa variável. Esse conceito, amplamente estudado na psicologia comportamental, descreve situações em que a recompensa não ocorre de maneira previsível.

Quando o indivíduo verifica o celular, ele não sabe exatamente quando receberá uma mensagem ou notificação. Essa imprevisibilidade aumenta a expectativa e reforça o comportamento de checagem constante.

Pesquisas sobre dependência digital indicam que esse padrão de recompensa variável está diretamente relacionado à formação de hábitos compulsivos no uso de dispositivos móveis e redes sociais.

Esse mecanismo é semelhante ao utilizado em jogos de azar, nos quais a incerteza da recompensa mantém o comportamento ativo.


Fear of Missing Out (FOMO) e Ansiedade Social Digital

Outro conceito importante para compreender a dependência emocional digital é o Fear of Missing Out (FOMO), que pode ser traduzido como “medo de estar perdendo algo”.

O FOMO refere-se à sensação persistente de que outras pessoas estão vivenciando experiências mais interessantes ou importantes, gerando ansiedade e necessidade constante de atualização social.

No contexto das mensagens e notificações, o FOMO se manifesta quando o indivíduo sente necessidade de verificar continuamente o celular para evitar perder conversas, interações ou oportunidades sociais.

Pesquisas indicam que esse fenômeno está associado ao aumento de ansiedade, estresse psicológico e insatisfação com a vida.


Dependência Emocional e Relacionamentos Digitais

Nos relacionamentos afetivos, a dependência emocional digital pode se manifestar de forma particularmente intensa.

Quando o vínculo emocional entre duas pessoas passa a depender excessivamente da comunicação digital, a ausência de resposta imediata pode gerar interpretações distorcidas e conflitos desnecessários.

Relacionamentos saudáveis não devem exigir vigilância constante ou respostas imediatas. A maturidade emocional envolve reconhecer que cada pessoa possui seu próprio ritmo de comunicação e suas próprias responsabilidades.

A dependência emocional digital, portanto, não está relacionada apenas ao uso da tecnologia, mas também à forma como os indivíduos constroem suas expectativas emocionais nas relações.


Consequências Psicológicas da Dependência Digital

Diversos estudos apontam que o uso excessivo de dispositivos digitais pode impactar negativamente o bem-estar psicológico.

Entre os principais efeitos associados à dependência digital estão:

  • aumento da ansiedade

  • dificuldade de concentração

  • irritabilidade

  • distúrbios do sono

  • redução da satisfação com a vida

Pesquisas indicam que a dependência de smartphones está correlacionada com maior presença de afetos negativos e níveis elevados de estresse psicológico.

Além disso, o excesso de estímulos digitais pode desregular os mecanismos naturais de motivação e prazer do cérebro, levando a dificuldades emocionais e cognitivas.


Equilíbrio Digital e Autonomia Emocional

Superar a dependência emocional digital não significa abandonar a tecnologia, mas aprender a utilizá-la de forma consciente e equilibrada.

O conceito de equilíbrio digital envolve a capacidade de estabelecer limites saudáveis para o uso da tecnologia, preservando a autonomia emocional e a qualidade das relações humanas.

Entre as estratégias recomendadas para promover esse equilíbrio estão:

  • reduzir a verificação compulsiva do celular

  • estabelecer horários para uso de redes sociais

  • priorizar interações presenciais

  • desenvolver autonomia emocional

  • praticar períodos de desconexão digital

Essas práticas contribuem para fortalecer a independência emocional e reduzir a necessidade de validação constante no ambiente digital.


Maturidade Emocional na Era Digital

A maturidade emocional envolve a capacidade de lidar com a ausência de respostas imediatas sem interpretar esse silêncio como rejeição ou abandono.

No contexto das relações digitais, essa maturidade implica compreender que a comunicação mediada por tecnologia possui limites e não pode substituir completamente a complexidade das relações humanas.

Desapegar da urgência por respostas instantâneas representa um passo importante para a construção de relações mais saudáveis e equilibradas.


Considerações Finais

A dependência emocional digital representa um fenômeno emergente na sociedade contemporânea, resultado da interseção entre tecnologia, psicologia e relações humanas.

A expectativa constante por mensagens e notificações pode ativar o sistema de recompensa cerebral, criando ciclos de ansiedade e alívio momentâneo que reforçam comportamentos de vigilância digital.

Compreender os mecanismos psicológicos e neurobiológicos envolvidos nesse processo é fundamental para promover formas mais saudáveis de interação com a tecnologia.

Relacionamentos saudáveis não devem gerar vigilância constante, ansiedade ou necessidade de validação contínua. O desenvolvimento do equilíbrio digital e da autonomia emocional é essencial para que a tecnologia seja utilizada como ferramenta de conexão, e não como fonte de dependência emocional.


Valdivino Alves de Sousa 
Psicólogo CRP 06/198683


Referências 

BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.

LEMBKE, Anna. Nação dopamina: por que o excesso de prazer está nos deixando infelizes. São Paulo: Vestígio, 2022.

LOPES, Bruna de Jesus et al. O papel da dependência do smartphone na explicação do bem-estar e estresse. Revista de Psicologia da IMED, 2022.

RODRIGUES, Pedro Staciarini Silveira; WALDERRAMA, Giordano de Toledo Palumbo. A neurobiologia da dependência digital: uma revisão sobre o sistema dopaminérgico. Revista Científica Multidisciplinar O Saber, 2025.

BRASIL ESCOLA. Dependência digital. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br. Acesso em Março de 2025.

MIRANDA, Silva. Dependência digital e impactos psicológicos. NIC.br.


8 de março de 2026

8.3.26

Matemático e escritor brasileiro constrói trajetória acadêmica com cinco graduações e se destaca na educação

 

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Educador, psicólogo, contador e autor de livros sobre educação e aprendizagem, Valdivino Sousa transforma sua história de superação em inspiração para estudantes, professores e pesquisadores no Brasil


Conheça a trajetória de Valdivino Sousa, professor, matemático, psicólogo e escritor brasileiro com cinco graduações e mestrado em educação. Autor de livros sobre matemática e aprendizagem, ele se destaca pela contribuição à formação docente e à educação no Brasil.

Uma história de superação e dedicação ao conhecimento

A trajetória de Valdivino Alves de Sousa é um exemplo de como a educação pode transformar vidas. Professor, matemático, psicólogo, contador, bacharel em Direito, pedagogo e escritor, ele construiu uma carreira acadêmica multidisciplinar marcada pela dedicação ao conhecimento e pelo compromisso com a formação de novas gerações.


Natural do interior do sudoeste da Bahia, Valdivino mudou-se para São Paulo ainda jovem em busca de oportunidades. Sua história acadêmica começou de forma tardia, mas se transformou em uma jornada impressionante de conquistas educacionais e profissionais.

Após concluir o ensino médio por meio do supletivo em 1998, ele decidiu investir definitivamente nos estudos, dando início a uma trajetória acadêmica que resultaria em múltiplas graduações e especializações.

Com perseverança e disciplina, ele demonstrou que nunca é tarde para aprender e construir uma carreira sólida baseada no conhecimento.



Formação acadêmica multidisciplinar

Um dos aspectos que mais chama atenção na trajetória de Valdivino Sousa é sua formação acadêmica diversificada.

Ele possui cinco graduações, o que lhe permite atuar em diferentes áreas do conhecimento. Entre seus diplomas estão:

  • Matemática

  • Pedagogia

  • Ciências Contábeis

  • Direito

  • Psicologia

Além das graduações, também possui diversas especializações, incluindo áreas como educação matemática, psicopedagogia e terapia cognitivo-comportamental.

Sua formação também inclui mestrado em Educação, com pesquisa voltada para a formação continuada de professores de Matemática e para o desenvolvimento de estratégias que possam aumentar o interesse dos alunos pelo ensino público.

Essa formação multidisciplinar permite que ele tenha uma visão ampla sobre os desafios da educação contemporânea.



Experiência profissional em diferentes áreas

Ao longo de sua carreira, Valdivino Sousa construiu experiência em diversas áreas profissionais.


Educação

No campo educacional, atua como professor e tutor em ensino a distância (EaD), com destaque para disciplinas relacionadas à educação matemática, contabilidade e administração.

Seu trabalho busca aproximar o ensino da realidade dos alunos e tornar o aprendizado mais significativo.

Psicologia

Como psicólogo registrado, trabalha com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), auxiliando pessoas no desenvolvimento emocional, na orientação profissional e no enfrentamento de desafios pessoais.

Contabilidade

Na área contábil, atua desde 2003 como contador registrado no CRC-SP, prestando consultoria empresarial e tributária, além de orientação financeira para empresas e organizações.

Direito

Também possui atuação nas áreas de Direito Empresarial e Tributário, produzindo conteúdos informativos e materiais educativos para empresários e profissionais da área.


Produção intelectual e atuação como escritor

Além da atuação acadêmica e profissional, Valdivino Sousa também se destaca como autor de livros e produtor de conteúdo educacional.

Entre suas obras mais conhecidas está o livro:


Na obra, o autor mostra de forma clara e acessível como a matemática faz parte do cotidiano das pessoas, desde situações simples até processos mais complexos.

O livro busca aproximar a disciplina da realidade dos estudantes, mostrando que a matemática está presente em atividades diárias como:

  • planejamento financeiro

  • organização de tarefas

  • cálculo de tempo e distâncias

  • resolução de problemas práticos

A proposta da obra é quebrar a ideia de que a matemática é uma disciplina difícil ou distante da realidade.


Novo livro destaca a dimensão emocional da aprendizagem

Entre suas produções mais recentes está o livro:


Na obra, Valdivino Sousa discute como os aspectos emocionais influenciam diretamente o processo de aprendizagem.

Segundo o autor, aprender não depende apenas de técnicas pedagógicas ou métodos de ensino. O estado emocional do estudante, sua motivação, autoestima e ambiente educacional também exercem papel fundamental no processo de construção do conhecimento.

O livro aborda temas como:

  • psicologia da aprendizagem

  • motivação escolar

  • desenvolvimento emocional do estudante

  • relação entre professor e aluno

  • fatores que influenciam o desempenho acadêmico

A obra propõe uma reflexão importante sobre a necessidade de uma educação mais humanizada.


Presença na internet e produção de conteúdo educacional

Além dos livros, Valdivino Sousa também mantém uma forte presença digital por meio de blogs e plataformas educacionais.

Entre seus projetos estão:


Nesses espaços, ele publica artigos, reflexões e conteúdos educativos sobre temas como:

  • educação matemática

  • psicologia e comportamento

  • direito tributário

  • contabilidade empresarial

  • desenvolvimento profissional

Seu objetivo é democratizar o acesso à informação e estimular o pensamento crítico.


Educação como missão de vida

Para Valdivino Sousa, a educação é uma ferramenta poderosa de transformação social.

Ele acredita que professores bem preparados podem despertar nos alunos o interesse pelo conhecimento e contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes.

Seu trabalho acadêmico e suas publicações refletem essa visão.

Ao unir educação, psicologia e conhecimento interdisciplinar, ele busca construir pontes entre diferentes áreas do saber e ampliar o debate sobre o futuro da educação.


Uma trajetória que inspira novas gerações

A história de Valdivino Sousa mostra que o conhecimento pode abrir caminhos e transformar realidades.

Sua trajetória acadêmica, marcada por múltiplas formações e atuação em diferentes áreas, demonstra que o aprendizado contínuo é um dos principais motores do desenvolvimento pessoal e profissional.

Hoje, além de professor e pesquisador, ele também atua como escritor e produtor de conteúdo educacional, contribuindo para a formação de estudantes, professores e profissionais em diversas áreas do conhecimento.

Seu trabalho reforça uma mensagem importante: nunca é tarde para aprender, recomeçar e construir uma nova história através da educação.



7 de março de 2026

7.3.26

Apego evitativo: por que algumas pessoas fogem quando o relacionamento começa a se aprofundar

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Apego evitativo: por que algumas pessoas se afastam quando o relacionamento começa a ficar sério.


Entendendo o comportamento de afastamento emocional nas relações afetivas


Nos relacionamentos afetivos, é comum observar comportamentos que, à primeira vista, parecem contraditórios. Há pessoas que demonstram interesse, se aproximam, constroem momentos de conexão e intimidade, mas quando o vínculo começa a se tornar mais profundo, passam a se distanciar de forma repentina. Esse fenômeno é frequentemente explicado pela psicologia através do apego evitativo, um padrão emocional no qual o indivíduo sente desconforto diante da proximidade emocional e da vulnerabilidade exigida por relações mais profundas.


O apego evitativo é um dos estilos de apego estudados pela psicologia do desenvolvimento e pelas teorias das relações humanas. Pessoas com esse padrão tendem a valorizar excessivamente a autonomia e a independência, muitas vezes evitando qualquer situação que possa expor suas emoções ou gerar dependência afetiva. Quando o relacionamento começa a exigir diálogo profundo, expressão de sentimentos ou maior comprometimento emocional, o indivíduo pode reagir com afastamento, frieza emocional ou até mesmo com a criação de conflitos que funcionam como justificativa para se distanciar.


Esse comportamento não ocorre por falta de sentimentos ou incapacidade de amar. Na maioria dos casos, trata-se de um mecanismo psicológico de defesa que foi desenvolvido ao longo da vida como forma de autoproteção. Muitas pessoas que apresentam apego evitativo cresceram em ambientes onde a expressão emocional foi desencorajada, ignorada ou até punida. Em outras situações, experiências passadas de rejeição, abandono ou sofrimento emocional fizeram com que o indivíduo associasse intimidade emocional a risco, dor ou perda de controle.


Como o apego evitativo se manifesta nos relacionamentos

No cotidiano das relações amorosas, o apego evitativo pode se manifestar de diversas maneiras. Uma das mais comuns é a dificuldade em falar sobre sentimentos ou em lidar com conversas emocionais mais profundas. A pessoa tende a minimizar a importância das emoções, racionalizar excessivamente os conflitos ou mudar de assunto quando a conversa se aproxima de temas sensíveis.

Outro comportamento frequente é o distanciamento quando a relação começa a evoluir para um nível mais sério. Quando surgem expectativas de compromisso, planos em conjunto ou demonstrações mais intensas de afeto, o indivíduo pode sentir uma sensação interna de pressão ou perda de liberdade. Como resposta a esse desconforto, ele pode reduzir o contato, tornar-se emocionalmente indisponível ou criar argumentos para justificar o afastamento.


Em muitos casos, esse padrão também aparece na forma de uma valorização exagerada da independência. A pessoa passa a acreditar que depender emocionalmente de alguém é sinal de fraqueza ou vulnerabilidade. Assim, constrói uma identidade baseada na autossuficiência extrema, evitando demonstrar necessidades emocionais ou buscar apoio em momentos de fragilidade.


Contudo, essa independência absoluta muitas vezes funciona apenas como uma armadura psicológica. Por trás dela, frequentemente existe um medo profundo de rejeição, abandono ou sofrimento emocional. Ao evitar vínculos profundos, o indivíduo acredita que está se protegendo, mas ao mesmo tempo acaba limitando sua capacidade de construir relações afetivas seguras e duradouras.


As origens emocionais do apego evitativo

A psicologia aponta que os estilos de apego são formados principalmente durante a infância, a partir das primeiras relações de cuidado e vínculo afetivo. Quando uma criança cresce em um ambiente onde suas emoções são acolhidas, compreendidas e respeitadas, ela tende a desenvolver um padrão de apego seguro. Nesse contexto, a criança aprende que expressar sentimentos é algo natural e que buscar apoio emocional não representa perigo.


No entanto, quando as necessidades emocionais da criança são ignoradas ou desvalorizadas, pode surgir um padrão de defesa baseado no distanciamento emocional. Se, ao demonstrar tristeza, medo ou necessidade de carinho, a criança recebe críticas, indiferença ou rejeição, ela aprende que expressar emoções pode gerar dor ou humilhação. Como forma de adaptação, passa a suprimir sentimentos e a desenvolver uma postura de autossuficiência precoce.


Esse processo, muitas vezes inconsciente, acompanha o indivíduo ao longo da vida adulta. Assim, diante de relações que exigem proximidade emocional, ele pode experimentar sensações de desconforto, ansiedade ou perda de controle. O afastamento, nesse caso, não é necessariamente uma escolha racional, mas uma reação automática de autoproteção.


Experiências traumáticas em relacionamentos anteriores também podem reforçar esse padrão. Pessoas que passaram por traições, abandono ou relacionamentos emocionalmente abusivos podem desenvolver uma postura defensiva em relação à intimidade. Para evitar reviver a dor do passado, preferem manter uma distância emocional que lhes permita preservar uma sensação de segurança.


O impacto do apego evitativo na vida afetiva

Embora o apego evitativo funcione como uma estratégia de proteção emocional, ele pode gerar consequências significativas na vida afetiva. A dificuldade em se abrir emocionalmente pode impedir a construção de vínculos profundos, baseados em confiança, empatia e reciprocidade.


Relacionamentos com pessoas que apresentam esse padrão costumam passar por ciclos de aproximação e afastamento. Em determinados momentos, o indivíduo se envolve, demonstra interesse e cria conexão. Porém, quando a relação começa a exigir maior intimidade, ele recua, criando uma dinâmica que pode gerar insegurança e frustração no parceiro.


Além disso, a constante necessidade de manter distância emocional pode gerar sentimentos de solidão, mesmo quando a pessoa está envolvida em relações afetivas. O medo de se permitir sentir profundamente impede que o vínculo se desenvolva de maneira plena, criando relações superficiais ou instáveis.


Com o tempo, esse padrão pode reforçar uma crença interna de que relacionamentos não funcionam ou que a intimidade sempre levará ao sofrimento. Esse tipo de pensamento acaba perpetuando o ciclo de afastamento, dificultando ainda mais a construção de relações saudáveis.

A possibilidade de transformação emocional


Apesar das dificuldades associadas ao apego evitativo, é importante destacar que esse padrão não é imutável. A psicologia mostra que, com autoconhecimento, reflexão e, em muitos casos, acompanhamento terapêutico, é possível desenvolver formas mais saudáveis de se relacionar emocionalmente.


O primeiro passo geralmente envolve reconhecer o próprio padrão de comportamento e compreender suas origens. Muitas pessoas passam anos repetindo ciclos de afastamento sem perceber que estão reproduzindo mecanismos de defesa aprendidos no passado. Quando essa consciência surge, abre-se a possibilidade de construir novas formas de lidar com emoções e vínculos afetivos.


Aprender a tolerar a vulnerabilidade emocional é um processo gradual. Envolve permitir-se sentir, expressar necessidades emocionais e compreender que a intimidade não precisa necessariamente levar ao sofrimento. Relações baseadas em respeito, comunicação e segurança emocional podem ajudar a reconstruir a confiança na experiência afetiva.


Nesse sentido, a psicoterapia pode desempenhar um papel fundamental. O espaço terapêutico permite que o indivíduo explore suas experiências passadas, compreenda suas defesas emocionais e desenvolva estratégias mais saudáveis para lidar com a intimidade e os relacionamentos.


Com o tempo, a independência pode deixar de ser uma barreira que impede a conexão e passar a coexistir com a capacidade de criar vínculos profundos e significativos. Afinal, a verdadeira maturidade emocional não está em evitar a vulnerabilidade, mas em aprender a conviver com ela de forma consciente e equilibrada.



Valdivino Alves de Sousa
Psicólogo – CRP 06/198683




6 de março de 2026

6.3.26

Psicólogo e educador Valdivino Alves de Sousa lança livro “Aprender é um Ato Emocional” e apresenta nova reflexão sobre emoções e aprendizagem

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Lançamento do livro “Aprender é um Ato Emocional”: o psicólogo e educador Valdivino Alves de Sousa apresenta uma obra que explora a relação entre emoções, aprendizagem e desenvolvimento cognitivo, mostrando como sentimentos influenciam diretamente o processo de construção do conhecimento.


O psicólogo, educador e pesquisador Valdivino Alves de Sousa lançou recentemente o livro “Aprender é um Ato Emocional – Matemática, emoções e a construção do saber”, uma obra que propõe uma reflexão profunda sobre a relação entre emoções, aprendizagem e desenvolvimento humano. Publicado pela Editora Clube de Autores, o livro reúne conceitos da psicologia, da neurociência e da educação para demonstrar que o processo de aprender não ocorre apenas no campo racional, mas também é profundamente influenciado pelas emoções e pelo contexto psicológico do indivíduo.


A obra surge em um momento em que especialistas em educação discutem cada vez mais a importância da saúde emocional no ambiente escolar. Ao longo de quase 300 páginas, o autor apresenta argumentos fundamentados na psicologia comportamental, na educação matemática e na neurociência, defendendo que emoções como ansiedade, medo, insegurança e frustração podem impactar diretamente o desempenho acadêmico e o desenvolvimento cognitivo dos estudantes.


Segundo Valdivino Alves de Sousa, compreender a dimensão emocional da aprendizagem é essencial para educadores, psicólogos e profissionais da educação que desejam construir ambientes pedagógicos mais humanos e eficazes. Para o autor, o cérebro emocional reage antes mesmo do cérebro cognitivo, o que significa que experiências emocionais positivas ou negativas podem influenciar profundamente a maneira como o conhecimento é assimilado.


Livro aborda ansiedade matemática e o papel das emoções na aprendizagem



No livro “Aprender é um Ato Emocional”, Valdivino apresenta uma análise detalhada sobre um fenômeno bastante comum no ambiente escolar: a ansiedade matemática. O autor explica que muitos estudantes desenvolvem bloqueios emocionais em relação à matemática não por falta de capacidade intelectual, mas por experiências negativas vividas ao longo de sua trajetória escolar.


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A obra demonstra que sentimentos como medo de errar, vergonha diante de colegas ou pressão por resultados podem gerar barreiras emocionais que dificultam o aprendizado. Nesse sentido, o livro propõe uma abordagem educacional que considere não apenas os conteúdos curriculares, mas também o contexto emocional em que o aluno está inserido.


Com uma linguagem acessível e fundamentação teórica consistente, o autor apresenta reflexões sobre autoestima, motivação, ambiente familiar, papel da escola e estratégias pedagógicas capazes de favorecer um aprendizado mais significativo. A proposta é mostrar que ensinar exige compreender o ser humano em sua totalidade, integrando aspectos cognitivos, emocionais e sociais.


Da Bahia para São Paulo: uma trajetória marcada pela superação


A história de vida de Valdivino Alves de Sousa é também um exemplo de perseverança e transformação por meio da educação. Natural do interior do sudoeste da Bahia, ele se mudou para São Paulo em 1989, em busca de oportunidades e melhores condições de vida. Na época, como ocorre com muitos brasileiros que migram para grandes centros urbanos, a prioridade era trabalhar e construir uma base econômica para se manter na cidade.


Durante vários anos, os estudos não foram o foco principal de sua rotina. Foi somente após os 20 anos de idade que surgiu um interesse mais profundo pelo conhecimento e pela formação acadêmica. Esse despertar intelectual marcou o início de uma jornada educacional que transformaria completamente sua trajetória profissional.

Em 1998, Valdivino decidiu concluir o ensino médio por meio do supletivo, modalidade educacional que possibilitava a conclusão do antigo segundo grau. Pouco tempo depois, ingressou no curso Técnico em Contabilidade, iniciando uma formação que abriria as portas para sua futura carreira na área contábil.

No ano de 2003, começou a trabalhar profissionalmente no setor contábil, adquirindo experiência prática em escritórios e atividades relacionadas à contabilidade empresarial. Entretanto, sua curiosidade intelectual e seu interesse por diversas áreas do conhecimento o motivaram a continuar estudando e ampliando sua formação acadêmica.


Cinco graduações e formação multidisciplinar

A partir de 2004, Valdivino Alves de Sousa iniciou uma trajetória universitária intensa e marcada pela diversidade de interesses acadêmicos. Ao longo dos anos, concluiu cinco graduações, consolidando uma formação multidisciplinar que reúne conhecimentos das áreas de educação, matemática, psicologia, direito e contabilidade.

Entre suas formações universitárias estão:

  • Licenciatura em Matemática pela Universidade Paulista (UNIP) e Bacharelado em Matemática pela FMU-SP. 

  • Licenciatura em Pedagogia pelo Centro Universitário Sant’Anna (UNISANT’ANNA)

  • Bacharelado em Ciências Contábeis pelo Centro Universitário da Grande Dourados

  • Bacharelado em Direito pelo Centro Universitário Anhanguera de São Paulo

  • Bacharelado em Psicologia pela Universidade Anhanguera de São Paulo

Essa formação diversificada permitiu que o pesquisador desenvolvesse uma visão ampla sobre educação, comportamento humano e organização social.

Além das graduações, Valdivino também investiu em cursos de pós-graduação e especialização. Entre suas especializações estão:

  • Educação Matemática Comparada – ESAB

  • Psicopedagogia – ESAB

  • Gestão da Segurança e Tecnologia da Informação – Faculdade Novoeste

  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) – Faculdade Iguaçu

Em nível acadêmico avançado, concluiu o Mestrado em Educação pela Universidad Europea del Atlántico (UNEATLANTICO), na Espanha, aprofundando suas pesquisas sobre aprendizagem e educação.


Experiência profissional na contabilidade e na educação

Valdivino Alves de Sousa atua na área contábil desde 2003, sendo contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP). Ao longo de sua carreira, desenvolveu atividades relacionadas à consultoria contábil, gestão financeira e orientação tributária.

No campo educacional, também possui experiência como professor e tutor em cursos de educação a distância, especialmente nas áreas de matemática, contabilidade e administração. Sua atuação combina experiência prática e conhecimento acadêmico, contribuindo para a formação de estudantes e profissionais.


Produção intelectual e presença digital

Além da atuação profissional e acadêmica, Valdivino Alves de Sousa também se dedica à produção de conteúdo educacional. Ele é editor dos blogs Valor X Matemática News e Top 10 News, além de responsável pelo site Alves Consultor, plataformas nas quais publica artigos sobre educação, contabilidade, direito tributário e temas relacionados ao desenvolvimento profissional.

Nas redes sociais, produz vídeos educativos voltados para educação matemática, psicologia e comportamento humano, contribuindo para a disseminação de conhecimento de forma acessível.

Entre suas obras publicadas está o livro “Contabilidade para Igrejas e Outras Entidades sem Fins Lucrativos”, que já alcançou a quarta edição, demonstrando sua contribuição para a área contábil e para o terceiro setor.


Nova obra reforça importância da educação emocional

Com o lançamento de “Aprender é um Ato Emocional – Matemática, emoções e a construção do saber”, Valdivino Alves de Sousa amplia sua contribuição para o debate sobre educação e desenvolvimento humano.

A obra reforça a ideia de que a aprendizagem não pode ser compreendida apenas como um processo técnico ou intelectual. Para o autor, compreender as emoções que acompanham o processo educativo é essencial para formar indivíduos mais seguros, motivados e preparados para enfrentar desafios acadêmicos e profissionais.

O livro é indicado para educadores, psicólogos, estudantes, pesquisadores e profissionais da educação, além de todos aqueles interessados em compreender como emoções e aprendizagem estão profundamente conectadas.