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19 de fevereiro de 2026

19.2.26

Por que o narcisista se faz de vítima? - A inversão de responsabilidade como mecanismo de autoproteção

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 A inversão de responsabilidade como mecanismo de autoproteção psíquica e manipulação emocional nas relações abusivas


Introdução: Narcisismo, vitimização e poder psicológico

O comportamento do indivíduo com traços narcisistas tem sido amplamente estudado pela Psicologia Clínica e pela Psicanálise, especialmente quando se trata de suas estratégias defensivas diante de críticas, frustrações ou ameaças à autoimagem. Uma das estratégias mais recorrentes é o fenômeno da autovitimização: o narcisista se coloca no papel de vítima como forma de autoproteção psíquica e manutenção de controle sobre o outro. Essa dinâmica não ocorre de maneira ingênua ou casual, mas está profundamente relacionada à estrutura da personalidade narcisista e aos mecanismos de defesa que sustentam sua identidade.

A autovitimização funciona como um escudo emocional. Ao inverter papéis, o narcisista evita assumir responsabilidade por seus comportamentos e desloca a culpa para a pessoa que o confronta. Trata-se do que a literatura psicológica denomina inversão de responsabilidade, um mecanismo defensivo que preserva a autoimagem grandiosa e impede o contato com sentimentos de inadequação, vergonha ou fracasso.

Segundo Freud (1923), os mecanismos de defesa são estratégias inconscientes utilizadas pelo ego para lidar com conflitos internos. No caso do narcisismo patológico, essas defesas assumem formas mais rígidas e manipulativas, uma vez que a estrutura do self é frágil e depende intensamente da validação externa.


Narcisismo: bases conceituais e estrutura psíquica

O conceito de narcisismo foi introduzido por Freud (1914) em “Sobre o narcisismo: uma introdução”, onde descreve o investimento libidinal voltado para o próprio ego. Embora o narcisismo seja parte do desenvolvimento humano saudável, ele se torna problemático quando assume caráter rígido e defensivo, configurando o que atualmente é descrito como Transtorno de Personalidade Narcisista no DSM-5 (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2014).

Kernberg (1975) aprofunda essa compreensão ao afirmar que o narcisismo patológico está associado a uma organização borderline da personalidade, marcada por sentimentos intensos de vazio, necessidade constante de admiração e incapacidade de tolerar frustrações. Quando confrontado, o narcisista não experimenta apenas um desconforto comum, mas uma ameaça existencial à sua identidade idealizada.

Kohut (1971), por sua vez, destaca que o narcisista depende da validação externa para sustentar seu self. Quando essa validação falha, ocorre uma “ferida narcísica”, desencadeando reações defensivas intensas, entre elas a autovitimização.


A inversão de responsabilidade como mecanismo de defesa

Um dos aspectos centrais do comportamento narcisista é a dificuldade de assumir responsabilidade por falhas ou erros. Ao ser confrontado, o narcisista frequentemente reage com dramatização, distorção de fatos ou acusações dirigidas à própria vítima. Esse processo psicológico é conhecido como inversão de responsabilidade.

Segundo Beck et al. (2004), indivíduos com traços narcisistas tendem a reinterpretar situações de modo a proteger sua autoestima. Em vez de reconhecer um erro, reinterpretam o evento como perseguição, injustiça ou ataque pessoal. Essa reformulação cognitiva cria uma narrativa na qual o narcisista se apresenta como injustiçado.

A inversão de responsabilidade não é apenas um comportamento consciente de manipulação; muitas vezes, ela opera em nível inconsciente. O ego precisa preservar a coerência da autoimagem grandiosa. Admitir culpa implicaria reconhecer imperfeição, algo intolerável para essa estrutura psíquica.

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A dramatização como estratégia de confusão emocional

Quando confrontado, o narcisista pode reagir com intensa dramatização emocional. Ele eleva o tom, distorce fatos, chora, acusa ou cria narrativas paralelas que deslocam o foco da discussão. O objetivo — ainda que inconsciente — é gerar confusão emocional na vítima.

Essa estratégia é frequentemente associada ao fenômeno conhecido como gaslighting, termo derivado da peça “Gas Light” (1938), em que um personagem manipula a percepção da realidade de outro. Embora o termo tenha se popularizado recentemente, o fenômeno psicológico é amplamente reconhecido na literatura sobre abuso emocional.

De acordo com Hirigoyen (2002), a manipulação psicológica visa fragilizar a percepção da vítima, levando-a a duvidar de si mesma. Quando o narcisista se coloca como vítima, ele desloca a culpa e transforma o agressor em ofendido. A vítima, então, passa a questionar sua própria interpretação dos fatos.


A preservação da autoimagem grandiosa

A autoimagem do narcisista é sustentada por uma estrutura idealizada. Ele precisa se perceber como superior, correto, admirável ou injustiçado. Essa necessidade constante de grandiosidade impede o reconhecimento de falhas. Quando surge uma crítica, a estrutura psíquica reage como se estivesse diante de uma ameaça à própria identidade.

Segundo Kohut (1977), a ferida narcísica gera reações desproporcionais porque toca em núcleos profundos de insegurança. Assim, ao se fazer de vítima, o narcisista restaura simbolicamente sua posição de superioridade moral. Ele passa de agressor a injustiçado, recuperando o controle da narrativa.

Essa inversão também reforça sua posição de poder na relação. Ao se colocar como vítima, ele obriga o outro a assumir o papel de culpado, criando um ciclo de culpa e submissão.


Frustração e intolerância à crítica

A dificuldade de lidar com frustrações é uma das marcas centrais do narcisismo. Diferentemente de indivíduos com autoestima estável, o narcisista experimenta críticas como ataques pessoais devastadores.

Millon (2011) descreve que personalidades narcisistas apresentam baixa tolerância à frustração e forte tendência à externalização da culpa. Em vez de refletir sobre a crítica, o narcisista projeta no outro a responsabilidade pelo conflito. Esse mecanismo reduz temporariamente a ansiedade interna, mas perpetua padrões abusivos.


Impactos psicológicos na vítima

A vítima de um narcisista frequentemente experimenta confusão, culpa e insegurança emocional. Ao ser constantemente acusada ou responsabilizada, começa a duvidar de sua própria percepção. Essa dinâmica gera desgaste psicológico significativo.

Segundo Walker (1979), no contexto de relacionamentos abusivos, a inversão de papéis é uma estratégia recorrente que mantém o ciclo de abuso. A vítima se sente responsável por reparar danos que não causou, enquanto o agressor se apresenta como fragilizado.

Esse padrão pode levar a sintomas de ansiedade, depressão e perda de autoestima, especialmente quando a vítima permanece por longo período na relação.


O controle como objetivo central

Embora nem sempre seja plenamente consciente, o objetivo central da autovitimização narcisista é manter controle. O controle pode ser emocional, financeiro, social ou psicológico. Ao se fazer de vítima, o narcisista mobiliza empatia, culpa e medo no outro.

Esse mecanismo é particularmente eficaz em relações afetivas, familiares ou profissionais, onde existe vínculo emocional prévio. A vítima, desejando reparar o sofrimento aparente do narcisista, acaba cedendo, reforçando o ciclo de manipulação.


Considerações clínicas e possibilidades de intervenção

Do ponto de vista clínico, o tratamento do narcisismo patológico exige abordagem cuidadosa e prolongada. A psicoterapia psicodinâmica e a terapia cognitivo-comportamental apresentam evidências na reestruturação de crenças distorcidas e fortalecimento da tolerância à frustração.

No entanto, é fundamental destacar que mudanças significativas só ocorrem quando há reconhecimento do padrão disfuncional — algo raro em estruturas narcisistas rígidas. Para as vítimas, o processo terapêutico é essencial para reconstrução da autoestima e fortalecimento de limites.


Conclusão: compreender para não se culpar

O narcisista se faz de vítima não por fragilidade genuína, mas como estratégia psíquica de autoproteção e manutenção de controle. A inversão de responsabilidade, a dramatização e a distorção de fatos são mecanismos que preservam sua autoimagem grandiosa e evitam o contato com sentimentos de inadequação.

Compreender essa dinâmica é fundamental para romper ciclos abusivos. A informação psicológica fundamentada permite que vítimas reconheçam padrões manipulativos e recuperem sua autonomia emocional.



Valdivino Alves de Sousa
 Psicólogo – CRP 06/198683
📲 Instagram: @profvaldivinosousa



Referências 

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

BECK, A. T. et al. Terapia cognitiva dos transtornos da personalidade. Porto Alegre: Artmed, 2004.

FREUD, S. Sobre o narcisismo: uma introdução (1914). In: ______. Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

FREUD, S. O ego e o id (1923). In: ______. Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

HIRIGOYEN, M. F. Assédio moral: a violência perversa no cotidiano. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.

KERNBERG, O. Borderline conditions and pathological narcissism. New York: Jason Aronson, 1975.

KOHUT, H. The analysis of the self. New York: International Universities Press, 1971.

MILLON, T. Disorders of personality. New York: Wiley, 2011.

WALKER, L. The battered woman. New York: Harper & Row, 1979.






18 de fevereiro de 2026

18.2.26

Campeã do carnaval de São Paulo, Mocidade Alegre só perdeu a liderança no quesito enredo

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Mocidade Alegre no desfile das escolas de samba do grupo especial de São Paulo — Foto: Edilson Dantas / O Globo



A escola só foi ultrapassada pela Gaviões da Fiel no quesito enredo, mas, logo em seguida, recuperou o primeiro lugar com as notas de mestre-sala e porta bandeira. Veja como foi a apuração a cada item.


Campeã do carnaval de São Paulo, a Mocidade Alegre manteve a liderança durante quase toda a apuração do Grupo Especial.


A escola só foi ultrapassada pela Gaviões da Fiel no quesito enredo, mas, logo em seguida, recuperou o primeiro lugar com as notas de mestre-sala e porta bandeira. A vitória foi confirmada quando ainda faltava um jurado do quesito fantasia para concluir a apuração


O gráfico abaixo mostra o desempenho das escolas em cada quesito:


Veja como foi a apuração a cada quesito


Evolução


A apuração começou com poucas notas 10 no quesito evolução — nenhuma escola recebeu quatro notas máximas. Mocidade Alegre e Tom Maior largaram na frente, considerando os critérios de desempate.


Como a menor nota de cada escola é descartada, o primeiro quesito terminou com 30 pontos para Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel, Acadêmicos do Tatuapé e Tom Maior. A Rosas de Ouro também alcançaria essa pontuação, mas foi punida e perdeu 0,5 ponto.



Os jurados do quesito foram Lisianne Rodrigues, Reydner de Jesus, Leonardo Gonçalves e Dhon Santos.


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17 de fevereiro de 2026

17.2.26

Vidas Duplas: Homens Casados e Relações Homoafetivas Secretas

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Vida Dupla Masculina: Homens Casados e Relações Homoafetivas Secretas

Vida Dupla Masculina: Homens Casados e Relações Homoafetivas Secretas

Identidade Reprimida, Heteronormatividade e Impactos na Saúde Mental

A sociedade moderna é permeada por normas que moldam não apenas nossas ações, mas também nossas identidades mais íntimas. Para muitos homens casados que mantêm relações homoafetivas secretas, viver de acordo com as expectativas sociais torna-se uma necessidade, muitas vezes maior do que a própria expressão da identidade. A manutenção de uma vida heterossexual “normal” é, nesse contexto, um esforço consciente para preservar o casamento, a família e a aparência de conformidade.

Segundo Sigmund Freud (1923), a repressão de desejos inconscientes gera conflitos internos significativos. Quando o desejo de manter relações com outros homens é reprimido, o indivíduo cria um “falso self” – termo cunhado por Donald Winnicott (1960) – que age de acordo com expectativas externas, escondendo a verdadeira identidade. Esse processo protege o indivíduo do julgamento social, mas também traz custos emocionais: ansiedade, culpa e isolamento afetivo.

Michel Foucault (1976) explica que o poder social é exercido através de normas internalizadas que regulam comportamento e identidade. Neste cenário, o homem casado que se relaciona com outros homens atua sob vigilância constante – não apenas de familiares ou amigos, mas de si mesmo. Judith Butler (1990) acrescenta que a performatividade de gênero reforça essa fachada, pois ações repetidas consolidam uma identidade social que nem sempre corresponde à vivida internamente.

O Peso da Heteronormatividade

A heteronormatividade – a ideia de que a heterossexualidade é o padrão esperado – é uma força invisível que molda comportamentos e julgamentos sociais (Bourdieu, 1999). Homens que mantêm relações homoafetivas enquanto casados frequentemente relatam a sensação de viver “duas vidas”, tentando conciliar desejos íntimos com a imagem de família ideal que a sociedade valoriza. Essa tensão emocional pode gerar sentimentos de inadequação e medo constante de exposição.

Jurandir Freire Costa (1992) observa que a homofobia estrutural reforça a necessidade de ocultamento, tornando a vida dupla uma estratégia de sobrevivência social e emocional. O resultado é uma rotina marcada por segredo, silêncio e autocontrole extremo. É comum que esses homens evitem demonstrações públicas de afeto por parceiros do mesmo sexo e planejem encontros fora do alcance de familiares ou amigos.

Impactos Emocionais e Psicológicos

Viver uma vida dupla exige grande esforço emocional. A necessidade de esconder relações, sentimentos e desejos cria uma pressão psicológica contínua. Freud (1923) já afirmava que a repressão prolongada gera sintomas como ansiedade, insônia, tristeza profunda e conflitos internos. Winnicott (1960) explica que, embora o falso self seja uma estratégia de proteção, ele impede a expressão autêntica do indivíduo e pode levar à alienação emocional.

Além disso, a culpa internalizada e o medo de julgamento geram sofrimento emocional constante. A dissonância entre identidade privada e pública prejudica relações interpessoais, pois o parceiro heterossexual não tem acesso à verdade sobre a vida emocional do homem. A manutenção da fachada heterossexual, embora socialmente valorizada, torna-se, portanto, uma fonte de sofrimento silencioso.

Estratégias de Coping e Saúde Mental

Para lidar com esse conflito, homens que vivem vidas duplas desenvolvem estratégias de coping. A compartmentalização é uma das principais: separar ambientes familiares, profissionais e afetivos é essencial para evitar conflitos e exposição. Justificativas racionais e morais, como preservar o casamento “pela família”, ajudam a reduzir a tensão emocional (Costa, 1992).

Redes de apoio, mesmo que limitadas, também são fundamentais. Amigos próximos que compreendem a situação podem oferecer alívio emocional e validação da identidade verdadeira. Santos (2020) enfatiza que o suporte social contribui para a resiliência psicológica, diminuindo o impacto do estigma e do isolamento.

Reflexões Éticas e Sociais

O tema da vida dupla levanta questões éticas complexas. Como equilibrar o direito à privacidade e à autenticidade com a necessidade de honestidade em um relacionamento conjugal? A Psicologia oferece ferramentas para reflexão sobre normas internalizadas, autoconhecimento e estratégias adaptativas. A prática clínica deve ser sensível, respeitando o contexto social, cultural e religioso de cada indivíduo, promovendo autoaceitação e bem-estar emocional (Butler, 1990; Foucault, 1976).

É essencial compreender que homens que mantêm vidas duplas não são necessariamente moralmente inferiores, mas muitas vezes são produtos de uma sociedade que impõe regras rígidas sobre sexualidade, gênero e família. A conscientização social sobre diversidade sexual é um passo importante para reduzir estigmas e permitir que indivíduos expressem suas identidades sem medo ou culpa.

Conclusão

Viver entre casamentos e segredos é uma experiência complexa, que envolve repressão, adaptação social e constante vigilância emocional. A vida dupla masculina evidencia a tensão entre identidade pessoal e expectativas sociais, e os efeitos psicológicos são profundos. Compreender essas dinâmicas é essencial para profissionais de Psicologia, educação e saúde mental, permitindo intervenções sensíveis e apoio a indivíduos que enfrentam este desafio.

Promover o diálogo, reduzir estigmas e valorizar a autenticidade são passos fundamentais para que homens que vivem vidas duplas possam, no futuro, encontrar equilíbrio entre identidade, desejo e relações afetivas.


Valdivino Alves de Sousa
Psicólogo – CRP 06/198683
📲 Instagram: @profvaldivinosousa

Referências

BOURDIEU, Pierre. A distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp, 1999.

BUTLER, Judith. Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity. New York: Routledge, 1990.

COSTA, Jurandir Freire. Homofobia e cultura: uma abordagem psicanalítica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 1976.

FREUD, Sigmund. O ego e o id. Rio de Janeiro: Imago, 1923.

SANTOS, João. Identidade sexual e saúde mental: desafios em contextos heteronormativos. São Paulo: Editora Psicologia, 2020.

WINNICOTT, Donald. O conceito de falso self. Rio de Janeiro: Imago, 1960.

16 de fevereiro de 2026

16.2.26

Atraso, vaias e Lula na Sapucaí: Confira como foi o desfile de carnaval no Rio de Janeiro

 
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Foto: Douglas Shineidr/Especial para o Terra

Acadêmicos de Niterói desfila na Sapucaí na noite deste domingo, 15, com o enredo 'Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil'


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Escolas de samba tiveram que lidar com atraso após show de drones patrocinado e público se revoltou

O desfile das escolas de samba do Grupo Especial do carnaval 2026 do Rio de Janeiro começou neste domingo, 15, e seguiu até a manhã de segunda-feira, 16. As escolas de samba brilharam com suas baterias e alegorias, mas a noite foi marcada também por polêmicas e atrasos.


11 de fevereiro de 2026

11.2.26

Doutor Wesley: como jovem da periferia de Salvador que estudava com luminária garantiu o primeiro lugar em Medicina na USP

 

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Wesley de Jesus Batista foi aprovado em primeiro lugar em medicina na USP; à direita, com a mãe, a doméstica Liliana. (Wesley de Jesus/Arquivo pessoal) 


Doutor Wesley: como jovem da periferia de Salvador que estudava com luminária garantiu o primeiro lugar em Medicina na USP


Após transformar a biblioteca da escola pública em seu principal refúgio e, com o apoio da mãe e dos professores, ele o primeiro lugar em Medicina na USP, depois de três tentativas e uma rotina que começava antes do amanhecer.


A rotina de Wesley de Jesus, morador de Cajazeiras, em Salvador, era marcada por ladeiras íngremes, longos deslocamentos e desafios típicos de regiões periféricas. Aos 17 anos, ele alcançou o primeiro lugar no vestibular de Medicina da USP, após anos de preparação cercados por obstáculos sociais e estruturais.



Veja a matéria do Domingo Espetacular