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17 de maio de 2026

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 17 de maio de 2026

17.5.26

TikTok fitness pode afetar autoestima masculina e influenciar comportamento de jovens, aponta estudo

 

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Pesquisa revela que poucos minutos de vídeos sobre musculação, suplementos e corpos idealizados podem impactar a autoimagem de homens jovens e estimular interesse por produtos para ganho muscular

O crescimento dos conteúdos fitness nas redes sociais transformou aplicativos como o TikTok em vitrines de corpos musculosos, rotinas intensas de treino e promessas de transformação física rápida. No entanto, um novo estudo internacional acendeu um alerta sobre os possíveis efeitos psicológicos desse consumo digital, especialmente entre homens jovens.

Pesquisadores da Flinders University, na Austrália, identificaram que a exposição a vídeos relacionados a musculação, suplementação e padrões corporais idealizados pode alterar significativamente a forma como homens jovens percebem o próprio corpo, afetando autoestima, hábitos alimentares e até o interesse pelo uso de substâncias voltadas ao ganho de massa muscular.

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O estudo amplia uma discussão cada vez mais presente entre especialistas em saúde mental, comportamento digital e bem-estar: até que ponto as redes sociais moldam a percepção sobre aparência física e influenciam decisões relacionadas ao corpo?

Pesquisa inédita analisa impacto direto do TikTok na percepção corporal

Embora pesquisas anteriores já apontassem relação entre uso intenso de redes sociais e insatisfação corporal, ainda não havia evidências claras sobre uma ligação direta de causa e efeito. Foi justamente esse vazio científico que motivou os pesquisadores australianos.

Publicado recentemente na revista científica Body Image, o estudo avaliou de forma experimental como conteúdos idealizados do TikTok influenciam jovens do sexo masculino.

Ao todo, 282 participantes, com idades entre 17 e 30 anos e autoidentificados como homens, participaram da pesquisa. Eles responderam a questionários antes e depois de assistir a vídeos curtos divididos em três categorias: fitness, suplementação muscular e viagens.

A metodologia permitiu que os pesquisadores comparassem mudanças na percepção dos participantes após poucos minutos de exposição aos conteúdos, aproximando o experimento da realidade do consumo rápido e contínuo típico das redes sociais.

Apenas minutos de conteúdo fitness já provocam comparação corporal

Um dos resultados mais relevantes da pesquisa mostrou que poucos minutos assistindo a vídeos fitness já foram suficientes para provocar alterações psicológicas perceptíveis.

Os participantes expostos a conteúdos sobre exercícios físicos e suplementos relataram pior percepção sobre o próprio condicionamento físico quando comparados ao grupo que assistiu a vídeos de viagens.

Segundo os pesquisadores, a diferença observada foi estatisticamente significativa, reforçando a hipótese de que a exposição a corpos considerados “ideais” nas redes sociais pode impactar diretamente a autoestima e a percepção corporal.

O estudo chama atenção especialmente para o padrão visual predominante nesse tipo de conteúdo, geralmente marcado por físicos extremamente musculosos, baixa gordura corporal e rotinas altamente disciplinadas, cenários que nem sempre representam a realidade da maioria das pessoas.

Comparação involuntária com corpos idealizados impulsiona insatisfação

Os pesquisadores identificaram um mecanismo psicológico importante por trás dos efeitos observados: a chamada “comparação de aparência”.

Na prática, isso significa que muitos participantes passaram a medir involuntariamente o próprio corpo em relação aos padrões exibidos nos vídeos. Quanto maior essa comparação mental, maior foi o impacto negativo percebido sobre autoestima e satisfação corporal.

Ao aprofundarem a análise estatística, os cientistas concluíram que o problema não estava apenas no vídeo em si, mas principalmente na comparação automática feita pelo espectador.

Ou seja, não é apenas assistir ao conteúdo fitness que influencia a percepção corporal, mas o hábito de comparar a própria aparência aos modelos idealizados apresentados nas plataformas digitais.

Interesse por suplementos e substâncias também aumentou

Outro dado que chamou atenção no estudo foi a influência dos vídeos sobre decisões relacionadas à suplementação.

Os homens expostos aos conteúdos fitness e de suplementação demonstraram maior intenção de consumir creatina quando comparados ao grupo controle.

Além disso, entre participantes que já possuíam maior desejo de ganhar massa muscular — característica psicológica chamada de “busca por muscularidade” — os efeitos foram ainda mais intensos.

Nesse grupo específico, vídeos de treino aumentaram a insatisfação com a alimentação, enquanto conteúdos voltados a suplementos elevaram o interesse por substâncias mais agressivas, incluindo esteroides anabolizantes.

Especialistas alertam que, embora alguns suplementos possam ser seguros quando utilizados com orientação adequada, existe o risco de uma escalada gradual para substâncias potencialmente perigosas à saúde.

Algoritmos ampliam influência do universo fitness nas redes sociais

O estudo também destaca o papel do algoritmo das plataformas digitais no fortalecimento desse comportamento.

Aplicativos como TikTok costumam recomendar conteúdos semelhantes com base no histórico de consumo do usuário. Isso significa que um jovem interessado em academia pode rapidamente ser exposto a uma sequência contínua de vídeos sobre musculação extrema, dietas rígidas, suplementos e transformações corporais aceleradas.

Esse ambiente digital pode intensificar a sensação de inadequação, especialmente entre indivíduos mais vulneráveis emocionalmente ou que já possuem preocupação excessiva com aparência física.

Para os pesquisadores, a combinação entre algoritmos, influenciadores fitness e padrões irreais de corpo cria um cenário ainda pouco estudado, mas com potencial impacto significativo na saúde mental masculina.

Saúde mental masculina entra no centro do debate

Historicamente, discussões sobre imagem corporal e autoestima costumam focar no público feminino. No entanto, os autores do estudo ressaltam que homens jovens também enfrentam pressões estéticas intensas, embora esse debate ainda seja menos explorado por políticas públicas e programas de saúde mental.

A pesquisa aponta a necessidade de estratégias preventivas específicas para esse público, incluindo educação digital, incentivo ao pensamento crítico sobre conteúdos online e maior conscientização sobre padrões corporais irreais.

Além disso, os cientistas sugerem novos estudos voltados ao comportamento real dos usuários no cotidiano, acompanhando como o uso prolongado do TikTok pode influenciar escolhas de saúde, alimentação, exercício físico e bem-estar emocional.

Outro ponto considerado essencial é investigar o papel dos próprios influenciadores digitais, frequentemente responsáveis por impulsionar tendências de consumo relacionadas a estética, suplementação e performance física.

Especialistas defendem equilíbrio no consumo de conteúdo fitness

Apesar dos alertas apresentados pelo estudo, especialistas reforçam que conteúdos sobre exercícios físicos não são necessariamente prejudiciais. Em muitos casos, eles podem incentivar hábitos saudáveis, motivar prática esportiva e ampliar o interesse por saúde e bem-estar.

O ponto de atenção, segundo pesquisadores, está no excesso, na idealização e na ausência de senso crítico diante de padrões corporais pouco realistas.

A principal recomendação é desenvolver uma relação mais consciente com as redes sociais, lembrando que vídeos curtos frequentemente mostram apenas recortes idealizados da realidade e nem sempre refletem rotinas sustentáveis ou cientificamente comprovadas.

 Com informações da CNN Brasil.

20 de abril de 2026

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 20 de abril de 2026

20.4.26

A armadilha da comparação: como a pressão social afeta sua saúde mental e o que fazer para se libertar

 
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Por que nos comparamos tanto com os outros?

A comparação faz parte da natureza humana. Desde cedo, aprendemos a medir nosso valor com base no que vemos ao nosso redor: conquistas, aparência, relacionamentos e sucesso profissional. No entanto, na era digital — marcada por redes sociais e padrões idealizados — esse comportamento ganhou uma intensidade preocupante.

O influenciador Felipe Bressanim, em conversa com a psiquiatra Vera Viveiros Sá, destaca que vivemos sob constante exposição a vidas aparentemente perfeitas. Isso cria uma sensação ilusória de que todos estão sempre mais felizes, mais realizados e mais bem-sucedidos.

A ilusão da vida perfeita nas redes sociais

Casamento ideal, filhos felizes, corpo perfeito, carreira de sucesso. Esses elementos são frequentemente apresentados como um “pacote completo” de felicidade. Mas a realidade é bem diferente.

Segundo especialistas, as redes sociais mostram apenas recortes — momentos cuidadosamente selecionados. A comparação com esses recortes pode gerar uma distorção da realidade, levando a sentimentos de inadequação.

Essa percepção reforça o famoso ditado: “a grama do vizinho é sempre mais verde”. O problema é que, ao acreditar nisso, muitas pessoas passam a desvalorizar suas próprias conquistas.

Os impactos psicológicos da comparação constante

A pressão para corresponder a padrões sociais pode desencadear diversos problemas emocionais, como:

Ansiedade e insegurança

A sensação de estar sempre “atrás” gera preocupação constante e medo de não ser suficiente.

Frustração pessoal

Quando expectativas irreais não são alcançadas, surge um sentimento de fracasso.

Cansaço emocional

Viver tentando atender padrões externos é exaustivo e pode levar ao esgotamento mental.

Baixa autoestima

Comparar-se frequentemente pode fazer com que a pessoa enxergue apenas suas falhas, ignorando suas qualidades.

De acordo com a psiquiatra, esse ciclo pode se tornar perigoso quando passa a influenciar decisões importantes da vida, como carreira, relacionamentos e identidade pessoal.

O “tribunal invisível” da sociedade

Muitas pessoas vivem como se estivessem sendo constantemente julgadas. Esse “tribunal invisível” impõe padrões de sucesso e felicidade que nem sempre correspondem à realidade individual.

A cobrança pode vir de diferentes fontes:

  • Família
  • Amigos
  • Ambiente profissional
  • Redes sociais

O resultado é uma pressão silenciosa, mas intensa, para se encaixar em um modelo ideal que, na prática, não existe.

Como escapar da comparação excessiva

Romper com o hábito de se comparar não é simples, mas é possível. Algumas estratégias podem ajudar:

1. Desenvolva autoconhecimento

Entender seus próprios valores e objetivos reduz a necessidade de validação externa.

2. Limite o uso das redes sociais

Diminuir o tempo de exposição a conteúdos idealizados ajuda a preservar a saúde mental.

3. Valorize seu próprio processo

Cada pessoa tem seu ritmo. Comparar trajetórias diferentes é injusto e improdutivo.

4. Pratique a gratidão

Reconhecer suas conquistas, por menores que sejam, fortalece a autoestima.

5. Busque ajuda profissional

Em casos mais intensos, o acompanhamento psicológico pode ser essencial para ressignificar padrões de pensamento.

A importância de redefinir o sucesso

Um dos pontos centrais discutidos é que o conceito de sucesso precisa ser pessoal — não imposto pela sociedade.

Para alguns, sucesso pode ser estabilidade financeira. Para outros, pode ser qualidade de vida, liberdade ou realização emocional. Quando o indivíduo define seus próprios parâmetros, a comparação perde força.

Reflexão final: sua vida não é uma competição

A comparação só faz sentido quando serve como inspiração — e não como medida de valor pessoal. Cada trajetória é única, com desafios, conquistas e tempos diferentes.

Ao invés de olhar para o outro como referência de validação, o caminho mais saudável é olhar para dentro: entender quem você é, o que deseja e o que faz sentido para sua realidade.

Libertar-se da comparação é, acima de tudo, um exercício de autonomia emocional.


Com informações do G1 – Podcast “Isso é Fantástico” da TV Globo.




2 de fevereiro de 2026

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 2 de fevereiro de 2026

2.2.26

Como a Comparação nas Redes Sociais Prejudica a Mente: Impactos Psicológicos, Emoções Invisíveis e Caminhos para a Autonomia Emocional


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Introdução

O avanço das redes sociais transformou profundamente a forma como os indivíduos se percebem, se relacionam e constroem sua identidade. Plataformas como Instagram, TikTok, Facebook e LinkedIn deixaram de ser apenas meios de comunicação para se tornarem verdadeiros palcos de performance social, onde sucesso, felicidade e beleza são constantemente exibidos de forma idealizada. Nesse contexto, a comparação social tornou-se um fenômeno cotidiano e silencioso, com impactos diretos na saúde mental.

Comparar-se constantemente com outras pessoas nas redes sociais tem sido associado ao aumento da ansiedade, da baixa autoestima, da frustração crônica e de sentimentos de inadequação. O que muitos usuários não percebem é que aquilo que se vê online representa apenas recortes editados da realidade, cuidadosamente selecionados para gerar aprovação social. Este artigo tem como objetivo analisar, sob a ótica da Psicologia, como a comparação nas redes sociais prejudica a mente, quais são seus efeitos emocionais e cognitivos, e quais estratégias podem ser adotadas para reduzir seus impactos negativos.


A Teoria da Comparação Social e sua Atualização no Mundo Digital

A Teoria da Comparação Social foi proposta por Leon Festinger (1954), que defendia que os indivíduos avaliam suas próprias capacidades, opiniões e valor pessoal a partir da comparação com os outros. Em contextos naturais, essas comparações ocorrem de forma limitada e situacional. No entanto, com o surgimento das redes sociais, esse processo tornou-se constante, global e intensificado.

Diferentemente das comparações tradicionais, o ambiente digital expõe o indivíduo a um volume excessivo de imagens de sucesso, corpos idealizados, conquistas financeiras e relacionamentos aparentemente perfeitos. Segundo Festinger, comparações ascendentes — aquelas feitas com pessoas percebidas como “melhores” — tendem a gerar sentimentos de inferioridade quando o indivíduo não possui recursos emocionais para lidar com elas. No ambiente digital, esse tipo de comparação é predominante, o que explica o aumento significativo de sofrimento psíquico associado ao uso excessivo das redes.


A Ilusão da Vida Perfeita: O Perigo da Realidade Filtrada

Um dos fatores mais nocivos das redes sociais é a construção de uma realidade filtrada, na qual fracassos, dores, conflitos e inseguranças são ocultados. Estudos de Chou e Edge (2012) demonstram que usuários frequentes de redes sociais tendem a acreditar que a vida dos outros é mais feliz e bem-sucedida do que a sua própria, mesmo sem evidências reais disso.

Esse fenômeno cria uma distorção cognitiva conhecida como viés de comparação negativa, onde o indivíduo desconsidera suas próprias conquistas e passa a focar apenas no que lhe falta. A exposição contínua a essas imagens idealizadas favorece sentimentos de inadequação, vergonha, insatisfação corporal e a falsa crença de que “todos estão avançando, menos eu”.


Impactos Psicológicos da Comparação Constante

A comparação social exacerbada nas redes sociais está diretamente associada a diversos prejuízos à saúde mental. Pesquisas de Vogel et al. (2014) indicam uma relação significativa entre o uso intenso de redes sociais, comparação social negativa e redução da autoestima. Quanto mais o indivíduo se compara, menor tende a ser sua percepção de valor pessoal.

Além disso, a comparação constante ativa mecanismos de ansiedade antecipatória, levando o sujeito a se preocupar excessivamente com aprovação, curtidas e validação externa. Segundo Beck (2013), esse processo reforça esquemas cognitivos disfuncionais, como a crença de insuficiência, fracasso e desvalor pessoal. Em casos mais graves, esse padrão pode contribuir para o desenvolvimento de transtornos como depressão, ansiedade generalizada e sintomas de esgotamento emocional.


Redes Sociais, Identidade e Autovalidação

Outro aspecto crítico é a relação entre comparação social e construção da identidade. Erik Erikson já apontava que a identidade se forma a partir da interação entre o indivíduo e o meio social. Nas redes sociais, essa construção passa a depender excessivamente da validação externa, medida por curtidas, comentários e seguidores.

Quando o valor pessoal passa a ser definido pelo desempenho digital, o sujeito perde a capacidade de reconhecer seu próprio progresso, suas conquistas internas e seu ritmo de desenvolvimento. A vida real, com seus tempos, limites e imperfeições, passa a parecer insuficiente diante da estética da performance constante promovida pelas redes.


Focar no Próprio Progresso como Estratégia de Proteção Emocional

Uma das formas mais eficazes de reduzir o impacto negativo da comparação é redirecionar o foco para o próprio progresso. Segundo a Psicologia Positiva, proposta por Seligman (2011), o bem-estar está mais relacionado à percepção de crescimento pessoal do que à comparação com os outros.

Celebrar pequenas conquistas, reconhecer avanços individuais e estabelecer metas realistas contribuem para o fortalecimento da autoestima e da autonomia emocional. Ao compreender que cada pessoa possui uma trajetória única, o indivíduo passa a se libertar da necessidade de viver a vida de outra pessoa para se sentir realizado.


Autenticidade, Consciência Digital e Saúde Mental

Desenvolver uma relação mais consciente com as redes sociais é fundamental para preservar a saúde mental. Isso inclui limitar o tempo de exposição, questionar conteúdos idealizados e lembrar-se constantemente de que o que é exibido online não representa a totalidade da vida real.

A autenticidade, tanto no consumo quanto na produção de conteúdo, é um fator protetivo importante. Quando o indivíduo se permite viver sua própria história, com seus desafios e conquistas reais, ele fortalece sua identidade e reduz a dependência de comparações irreais e prejudiciais.


Considerações Finais

Comparar-se constantemente nas redes sociais é um comportamento que, embora comum, pode gerar sérios prejuízos emocionais. A ansiedade, a baixa autoestima e a frustração decorrentes desse processo não surgem por acaso, mas são fruto de uma cultura digital que valoriza a aparência em detrimento da autenticidade.

É essencial compreender que ninguém precisa viver a vida de outra pessoa para se sentir realizado. O verdadeiro bem-estar está na construção de uma trajetória própria, baseada em valores pessoais, crescimento contínuo e autocompaixão. Ao reconhecer os limites das redes sociais e fortalecer a relação consigo mesmo, o indivíduo recupera sua autonomia emocional e sua saúde mental.


Valdivino Alves de Sousa
Psicólogo – CRP-SP nº 06/198683
Escritor e pesquisador em Psicologia e Comportamento Humano



Referências

  • Beck, A. T. (2013). Terapia Cognitiva: Teoria e Prática. Artmed.

  • Chou, H. T. G., & Edge, N. (2012). “They are happier and having better lives than I am”: The impact of using Facebook on perceptions of others’ lives. Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking.

  • Festinger, L. (1954). A theory of social comparison processes. Human Relations.

  • Seligman, M. (2011). Florescer: Uma nova compreensão sobre a natureza da felicidade e do bem-estar. Objetiva.

  • Vogel, E. A. et al. (2014). Social comparison, social media, and self-esteem. Psychology of Popular Media Culture.





4 de setembro de 2025

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 4 de setembro de 2025

4.9.25

Para Harvard, as pessoas mais inteligentes do mundo possuem este comportamento

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 Para Harvard, as pessoas mais inteligentes do mundo possuem este comportamento

Vivemos em uma época em que tudo vira discussão nas redes sociais e cada pessoa tem a necessidade de mostrar seu ponto de vista e ter razão

Vivemos em uma época em que tudo vira discussão nas redes sociais e cada pessoa tem a necessidade de mostrar seu ponto de vista e ter razão. Sendo assim, um artigo publicado pela Universidade de Harvard revelou que quem tem um diferencial no comportamento tende a se parecer com as pessoas mais inteligentes do mundo. Entenda:

Para Harvard, as mais inteligentes do mundo têm um diferencial

Diante deste cenário em que vivemos, Harvard revelou um comportamento que os líderes das maiores empresas possuem. Primeiramente, eles questionam suas próprias ideias, ouvem opiniões distintas e, facilmente, se adaptam às mudanças. Ademais, são tolerantes, possuem respeito pelos outros e são capazes de dialogar. "O curioso é que pessoas mentalmente abertas não se tornam mais frágeis, mas mais ágeis. Elas têm mais recursos para defender seus pontos de vista e enxergam caminhos que outros ignoram", alegou o estudo.

Leia mais em: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/comportamento/para-harvard-as-pessoas-mais-inteligentes-do-mundo-possuem-este-comportamento,849b2ef5010d5659ed3c174d5ae4cfe48pv07ruc.html?utm_source=clipboard

Fonte: Terra



22 de setembro de 2021

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 22 de setembro de 2021

22.9.21

Intoxicação digital: a inveja nas redes sociais

A imagem do post é de uma amiga feliz, em férias, na praia!  O que você pensou a respeito?  "Estou feliz por ela", "quero ir lá nas minhas próximas férias", "Nunca vou conseguir ser feliz como ela", "nada", "a toda hora ela está me provocando", "nem é tudo isso"?

 Por: Pascoal Zani, CRP 08/04471, Psicólogo

Intoxicação digital: a inveja nas redes sociais

 A regulação emocional na rede social

Você está navegando no Instagram e a imagem do post é de uma amiga feliz, em férias, na praia!

O que você pensou a respeito? "Estou feliz por ela", "quero ir lá nas minhas próximas férias", "Nunca vou conseguir ser feliz como ela", "a toda hora ela está me provocando", "nem é tudo isso"?

Depende de muitos fatores, claro. Mas conforme tenha pensado você poderá ter sentido alegria, bem-estar, frustração, desânimo, raiva, inveja, desprezo, etc.

Treinando a regulação emocional você identificaria a situação, o seu pensamento a respeito, a emoção e o comportamento que teve. Talvez fizesse alguns ajustes para viver melhor suas emoções. Não é fácil, mas é o exercício nosso de cada dia e é necessário.

Agora vamos adicionar mais ingredientes. No momento em que você decide ir às redes sociais para se distrair com o rolar frenético das telas encontra a vida e o viver de tantas outras pessoas, queridas, famosas ou até desconhecidas. Lá estão também produtos, serviços e utilidades. Em cada post, uma situação, um fato. Eles se tornam estímulos e podem gerar desejo. Alguns passam despercebido, uns lhe incentivam, outros desmotivam, enfim, a depender do que você pensou a respeito.

 Mas, como processar tanto conteúdo de modo tão rápido?

O Class Mates foi criado em 1995. Logo após, oSixDegrees, em 1997. Orkut, facebook, LinkedIn, Instagram, twitter, Tik-tok e outras redes vieram depois, cada uma com suas características, mas sempre aumentando o volume de interações e de utilidade para os contatos pessoais e profissionais.

Não à toa hoje se fala de "Zoom Fatigue", “Cansaço ou Intoxicação Virtual”. O conceito nasceu dos excessos das reuniões via plataformas como Zoom, Google Meet, Skype, Whereby, etc. Eram reuniões de gerência com seus empregados em Home Office ou mesmo antes, pois as empresas já as utilizavam em suas comunicações.

Depois a ideia da “Fadiga de Zoom” se estendeu à saturação que muitos sentem dentro das redes, talvez pela dificuldade de digerir tanto conteúdo. De um lado, a maior parte do planeta está nelas fornecendo e consumindo dados. Noutro, você tem a necessidade de buscar soluções e adquirir habilidades que permitam vivenciar melhor a experiência delas.

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 Inveja nas redes sociais?

Vício em redes sociais dispara na pandemia, mas há como recuperar o controle e se desintoxicar?

Por que há tanta inveja nas redes sociais?

Eu responderia que a inveja, outras emoções, pensamentos e comportamentos que estão das redes são a expressão do homem, que cria e usa a tecnologia à sua imagem e semelhança.

Cada rede social é como uma enxada que pode ser usada para assassinar alguém ou prover o sustento da família. Ela é ferramenta. A inveja já existia e continuou existindo nela. Vem do homem e dos relacionamentos humanos.

Em seu primeiro livro, a Bíblia apresenta o sentimento de inveja, já nas origens (Gênesis) da humanidade: Caim matou Abel após invejar a felicidade dele por ver a oferta aceita, enquanto a sua havia sido rejeitada.

Se houvesse Instagram ou TikTok na época, poderíamos dizer que o post de Abel, talvez uma imagem com a melhor carne do seu rebanho, teve mais curtidas e comentários, ou seja, a aprovação social do Criador. A publicação de Caim, com os frutos de sua terra, não teve a mesma sorte, ele se sentiu rejeitado.

 A inveja, emoção aprendida

            Iniciamos pela inveja, mas muitos pensamentos, emoções e sentimentos diferentes podem ir se juntando quando detalhamos o assunto. É comum que essa mesma reflexão possa abranger ciúme e necessidade de aprovação social em exagero, por exemplo.

·         O que a felicidade do outro provoca em você?

·         Como se sente quando se compara a alguém?

·         Quanto pesa ser ou não aprovado?

·         O sucesso do outro o motiva ou desanima?

·         E a grama mais verde do vizinho, aquelas vidas perfeitas que aparecem nos grupos e nas telas?

·         E as lindas e sorridentes famílias dos famosos comerciais de margarina?

·         Você faz comparações assim?

            “As emoções secundárias são influenciadas pelo contexto social e cultural: são portanto aprendidas, e não inatas”. (Roberto Lent) Caim sentiu um furor, a emoção primária de raiva, por ser rejeitado. Depois invejou Abel.

            A sociedade e a cultura, então, dão parâmetros. Podemos arriscar alguns deles: você precisa ter sucesso profissional, ter este peso e aquela altura, apresentar o melhor resultado, estar sempre feliz, ganhar “x” ou “y”, ser desta ou daquela religião, comprar isso ou aquilo, estar no namoro ou no casamento perfeito, tirar as melhores férias da empresa, torcer por este ou aquele time: “precisa de”, “tem que”. (Será mesmo?)

            São normas e regras socioculturais. Podem fazer você desejar ou achar necessário ter o que o outro tem. A inveja está neste berço, mas ela não dorme. Algumas reflexões podem ajudar você a lidar com ela:

·         Uma vez desejando algo, quais pensamentos lhe vem?

·         Querer algo lhe inspira a imitar um comportamento ou a buscar um objeto, uma situação similar e fazer ações saudáveis para conseguir?

·         Ou você pensa em ter o que é do outro, sem medir consequências?

·         A postagem o leva a criticar o que deseja ou a querer privar o outro do que tem?

·         Você se desmotiva ao querer algo que não conseguirá tão facilmente?

 A provocação do desejo e o seu modo de reagir

Bem, talvez você não precise desejar tudo o que os outros tem, não é mesmo?Ou, desejando, reagindo positivamente ao estímulo, possa parar a fim de analisar o que de fato quer e planejar maneiras saudáveis e viáveis de conseguir.

Repetindo, o que de fato quer, independente das comparações infindáveis da sociedade e da cultura nesta Grande Loja de Desejos chamada Rede Social. Portanto:

·         Cuide para não viver o desejo dos outros e esquecer o seu. É básico

·         Faça escolhas, examine bem quais atividades, pessoas e objetos quer acompanhar. Reorganize sua timeline. Assim você poderá focar em amizades que realmente importam e em páginas que lhe ofereçam conteúdos úteis para sua atividade e sua Vida

·         Eleja valores de Vida e objetivos de curto, médio e longo prazo. Isso facilitará suas decisões quanto a compras, quais amigos e páginas seguir e quais postagens devem merecer a sua atenção

 O comportamento digital e o social

No tempo em que as relações eram menos virtuais você já encontrava a inveja nos relacionamentos próximos: no parente que possuía um carro melhor, no amiguinho que tinha um brinquedo que você não tinha, no colega que conseguia um cargo melhor que o seu, etc. O que mudou foi a amplitude que as redes deram às experiências.Tudo é mais rápido, intenso e diverso. Sempre se pergunte: ameaça ou oportunidade? Pode ser um bom motivo para você treinar sua Inteligência Emocional. Assim vai aprimorar suas habilidades para melhor aproveitá-las e ter mais bem-estar, qualidade de vida.

            Em todo caso, nova pausa para pensar: não é a ferramenta, é o homem. Não são as redes sociais virtuais.Sem eximi-las de suas responsabilidades éticas e legais, a questão, do ponto de vista de da Psicologia, é que a sociedade se faz representar dentro delas, estimulando que o seu modo de se comportar passe a ser também o seu comportamento digital. Em outras palavras, trazendo ao particular para que possa exercer algum controle, trata-se de como você pensa, sente e age em relação aos conteúdos.

            Quem sabe um dia “ter ou provocar inveja” (envy) nas redes sociais se torne cringe (vergonha alheia). Isso aliviaria um pouco a insanidade das comparações que provocam frustração, ansiedade, desânimo, apatia e depressão em quaisquer gerações, sejam Baby Boomers, X, Y (Millennials), Z (Gen Z) ou Alpha! O que você acha?

 

Pascoal Zani – CRP-PR 08/04471

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Fonte: https://www.psicologopascoalzani.com.br 

Psicólogo Pascoal Zani – CRP 08/04471 | Instagran: psicologopascoalzani

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