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9 de julho de 2026

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 9 de julho de 2026

9.7.26

Desvendando o Comportamento Humano na Sociedade Moderna

Comportamento Humano

Desvendando o Comportamento Humano na Sociedade Moderna - Top 10 News

Desvendando o Comportamento Humano na Sociedade Moderna: Um Olhar Profundo sobre Nossas Interações e Motivações

A complexidade do ser humano sempre fascinou pensadores, cientistas e curiosos. Nossas ações, decisões, emoções e interações formam um intrincado tecido social que, na sociedade moderna, se tornou ainda mais denso e multifacetado. Vivemos em uma era de transformações exponenciais, onde a tecnologia redefine fronteiras, a globalização encurta distâncias e as informações fluem em uma velocidade vertiginosa. Neste cenário dinâmico, o comportamento humano não apenas se adapta, mas é constantemente moldado e remoldado por forças invisíveis e tangíveis.

Este artigo exclusivo do Top 10 News mergulha nas profundezas do comportamento humano contemporâneo, buscando desvendar as nuances de como interagimos com o mundo, com os outros e conosco mesmos em uma sociedade em constante mutação. Analisaremos como a era digital alterou nossa percepção de identidade, as novas formas de busca por significado, os paradoxos da conectividade e a influência sutil dos algoritmos em nossas escolhas diárias. Exploraremos também a resiliência humana diante das pressões modernas, a evolução das relações interpessoais e os desafios éticos que surgem com o avanço tecnológico, culminando em uma reflexão sobre o futuro da nossa própria espécie.

O Espelho Digital: Comportamento Online e a Construção da Identidade

A ascensão das redes sociais e da internet transformou radicalmente a forma como nos apresentamos ao mundo e como percebemos a nós mesmos. O ambiente online tornou-se um espelho multifacetado, onde cada postagem, cada curtida e cada compartilhamento contribuem para a construção de uma identidade digital, muitas vezes cuidadosamente curada. Essa curadoria, contudo, gera um paradoxo: ao mesmo tempo em que oferece uma plataforma para a autoexpressão e a conexão, também fomenta uma cultura de comparação e busca incessante por validação externa.

A criação de personas digitais, frequentemente adornadas com filtros e edições, nem sempre reflete a totalidade ou autenticidade dos indivíduos. Essa fachada, que pode ser exaustiva de manter, para quem a observa, pode gerar sentimentos de inadequação. O fenômeno do "FOMO" (Fear Of Missing Out), ou medo de estar perdendo algo, é um exemplo claro de como a constante exposição à vida aparentemente ideal de outros impacta negativamente a autoestima e o bem-estar psicológico. A linha entre a vida real e a vida digital tornou-se tênue, e o comportamento online, antes visto como um complemento, agora é uma parte intrínseca e muitas vezes dominante da nossa identidade.

Além disso, a interação online moldou novas formas de comportamento social. Vemos o surgimento de "câmaras de eco", onde indivíduos são expostos predominantemente a informações e opiniões que confirmam suas próprias crenças, reforçando vieses e dificultando o diálogo

2 de abril de 2026

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 2 de abril de 2026

2.4.26

O que a psicologia diz sobre pessoas que têm pânico de dizer 'não'? Felca investiga

 

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Foto reprodução G1 



Comportamento comum pode esconder insegurança, necessidade de aprovação e relações desequilibradas, explicam especialistas.


Ser solícito, colaborativo e sempre disponível costuma render elogios. Mas até que ponto dizer “sim” o tempo todo é sinal de gentileza — e quando passa a ser sofrimento? Essa é a pergunta que guia a nova investigação de Felca no quadro "Sobre Nós", do Fantástico, sobre pessoas que simplesmente não conseguem dizer “não”.
"Eu não sei dizer não. Desde pequeno eu percebia que quando eu dizia sim, as pessoas sorriam. Quando eu dizia não, o ar mudava, relata o influenciador".

Medo de desagradar

Felca também compartilha uma experiência pessoal que ilustra o problema:

“Esses dias aconteceu uma coisa muito estranha comigo. Eu estava na casa de um amigo e ele me ofereceu um bolo que tinha na geladeira. Eu disse sim, mesmo não estando com vontade nenhuma. Por que eu disse que queria, sendo que não queria?”


Leia mais

em: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/03/31/o-que-a-psicologia-diz-sobre-pessoas-que-tem-panico-de-dizer-nao-felca-investiga.ghtml

Fonte: G1



 


9 de março de 2026

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 9 de março de 2026

9.3.26

Dependência Emocional Digital: A Ansiedade de Esperar Mensagens e o Impacto Psicológico das Notificações

 

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Dependência Emocional Digital: Por Que Esperar Mensagens Pode Gerar Ansiedade e Afetar Sua Saúde Mental


Resumo

A transformação digital das relações humanas tem provocado mudanças profundas na forma como os indivíduos estabelecem vínculos afetivos e sociais. Entre esses fenômenos contemporâneos, destaca-se a chamada dependência emocional digital, caracterizada pela necessidade constante de validação emocional mediada por dispositivos tecnológicos, especialmente smartphones e aplicativos de mensagens instantâneas. Esse comportamento se manifesta frequentemente por meio da expectativa constante por notificações, mensagens e interações virtuais que ativam o sistema de recompensa cerebral, desencadeando ciclos psicológicos de ansiedade, expectativa e alívio momentâneo. Este artigo analisa, a partir de uma perspectiva interdisciplinar envolvendo psicologia, neurociência e sociologia digital, como a dependência emocional digital se desenvolve, quais são seus impactos psicológicos e sociais, e de que forma ela pode afetar a autonomia emocional dos indivíduos. O estudo dialoga com autores renomados que investigam o comportamento humano na era digital, abordando conceitos como dopamina, sistema de recompensa cerebral, Fear of Missing Out (FOMO) e dependência comportamental associada ao uso excessivo de smartphones. O objetivo central é compreender como a espera constante por mensagens pode se tornar um mecanismo psicológico de dependência emocional e como o desenvolvimento da maturidade emocional e do equilíbrio digital pode contribuir para a construção de relações mais saudáveis e autônomas.


Introdução  

A Era da Conectividade Permanente

A revolução tecnológica das últimas décadas modificou profundamente as dinâmicas de comunicação humana, criando um ambiente social marcado pela conectividade permanente. Smartphones, redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas transformaram-se em extensões psicológicas da vida cotidiana, redefinindo a forma como as pessoas constroem relações afetivas, sociais e profissionais. Nesse contexto, emergiu um fenômeno que tem despertado crescente interesse na psicologia contemporânea: a dependência emocional digital.


A dependência emocional digital pode ser compreendida como um padrão comportamental no qual o estado emocional do indivíduo passa a depender de estímulos provenientes do ambiente digital, como notificações, curtidas ou mensagens. Nesse cenário, a ausência de interação virtual pode gerar ansiedade, insegurança e sensação de rejeição, enquanto a chegada de uma mensagem produz alívio emocional imediato.

Segundo pesquisas sobre uso problemático de smartphones, esse tipo de comportamento está associado a padrões psicológicos semelhantes aos observados em dependências comportamentais, como jogos ou redes sociais. O uso excessivo de dispositivos móveis pode gerar preocupação constante com comunicação digital e intensificação da ansiedade quando o usuário não tem acesso ao celular ou à internet.

Diante desse panorama, torna-se fundamental compreender como os mecanismos psicológicos e neurobiológicos envolvidos na interação digital contribuem para o desenvolvimento dessa dependência emocional mediada por tecnologia.


A Psicologia da Espera por Mensagens

A expectativa constante por mensagens é um dos elementos centrais da dependência emocional digital. Esse fenômeno ocorre quando a atenção do indivíduo passa a ser direcionada de maneira persistente para o dispositivo móvel, aguardando sinais de interação social.

Esse comportamento pode ser explicado por mecanismos psicológicos relacionados à busca por validação social. Para Bauman (2004), a modernidade líquida promove relações cada vez mais frágeis e instáveis, nas quais a necessidade de confirmação afetiva torna-se mais intensa. No ambiente digital, essa validação ocorre por meio de respostas rápidas, curtidas e interações instantâneas.

Quando uma mensagem é enviada e não respondida rapidamente, muitos indivíduos interpretam essa ausência como rejeição ou desinteresse, o que pode desencadear pensamentos ansiosos e insegurança emocional. Esse processo cria um estado psicológico de vigilância constante, no qual a pessoa verifica repetidamente o celular em busca de sinais de comunicação.

Esse padrão comportamental pode evoluir para um ciclo psicológico caracterizado por três etapas principais:

  1. Expectativa intensa pela mensagem

  2. Ansiedade durante o período de espera

  3. Alívio momentâneo quando a resposta chega

Esse ciclo, repetido diversas vezes ao longo do dia, pode fortalecer um padrão de dependência emocional digital.


O Sistema de Recompensa do Cérebro e as Notificações

Do ponto de vista neurobiológico, a dependência emocional digital está fortemente relacionada ao funcionamento do sistema de recompensa do cérebro. Esse sistema envolve estruturas cerebrais responsáveis pela liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer, motivação e aprendizado.

A dopamina é liberada quando o indivíduo experimenta estímulos considerados recompensadores, como reconhecimento social ou experiências positivas. No contexto digital, notificações, mensagens e curtidas podem desencadear essa mesma resposta neuroquímica.

Estudos indicam que o uso de smartphones e redes sociais ativa o sistema de recompensa cerebral de maneira semelhante a outros comportamentos aditivos, criando sensações momentâneas de prazer que incentivam a repetição do comportamento.

A psiquiatra Anna Lembke, especialista em dependência comportamental, argumenta que a tecnologia digital funciona como uma espécie de “droga comportamental”, pois fornece estímulos frequentes que estimulam a liberação de dopamina no cérebro.

Esse mecanismo explica por que muitas pessoas sentem uma necessidade quase automática de verificar o celular repetidamente ao longo do dia.


Dopamina Digital e Recompensa Variável

Um dos fatores que tornam as notificações tão psicologicamente envolventes é o chamado sistema de recompensa variável. Esse conceito, amplamente estudado na psicologia comportamental, descreve situações em que a recompensa não ocorre de maneira previsível.

Quando o indivíduo verifica o celular, ele não sabe exatamente quando receberá uma mensagem ou notificação. Essa imprevisibilidade aumenta a expectativa e reforça o comportamento de checagem constante.

Pesquisas sobre dependência digital indicam que esse padrão de recompensa variável está diretamente relacionado à formação de hábitos compulsivos no uso de dispositivos móveis e redes sociais.

Esse mecanismo é semelhante ao utilizado em jogos de azar, nos quais a incerteza da recompensa mantém o comportamento ativo.


Fear of Missing Out (FOMO) e Ansiedade Social Digital

Outro conceito importante para compreender a dependência emocional digital é o Fear of Missing Out (FOMO), que pode ser traduzido como “medo de estar perdendo algo”.

O FOMO refere-se à sensação persistente de que outras pessoas estão vivenciando experiências mais interessantes ou importantes, gerando ansiedade e necessidade constante de atualização social.

No contexto das mensagens e notificações, o FOMO se manifesta quando o indivíduo sente necessidade de verificar continuamente o celular para evitar perder conversas, interações ou oportunidades sociais.

Pesquisas indicam que esse fenômeno está associado ao aumento de ansiedade, estresse psicológico e insatisfação com a vida.


Dependência Emocional e Relacionamentos Digitais

Nos relacionamentos afetivos, a dependência emocional digital pode se manifestar de forma particularmente intensa.

Quando o vínculo emocional entre duas pessoas passa a depender excessivamente da comunicação digital, a ausência de resposta imediata pode gerar interpretações distorcidas e conflitos desnecessários.

Relacionamentos saudáveis não devem exigir vigilância constante ou respostas imediatas. A maturidade emocional envolve reconhecer que cada pessoa possui seu próprio ritmo de comunicação e suas próprias responsabilidades.

A dependência emocional digital, portanto, não está relacionada apenas ao uso da tecnologia, mas também à forma como os indivíduos constroem suas expectativas emocionais nas relações.


Consequências Psicológicas da Dependência Digital

Diversos estudos apontam que o uso excessivo de dispositivos digitais pode impactar negativamente o bem-estar psicológico.

Entre os principais efeitos associados à dependência digital estão:

  • aumento da ansiedade

  • dificuldade de concentração

  • irritabilidade

  • distúrbios do sono

  • redução da satisfação com a vida

Pesquisas indicam que a dependência de smartphones está correlacionada com maior presença de afetos negativos e níveis elevados de estresse psicológico.

Além disso, o excesso de estímulos digitais pode desregular os mecanismos naturais de motivação e prazer do cérebro, levando a dificuldades emocionais e cognitivas.


Equilíbrio Digital e Autonomia Emocional

Superar a dependência emocional digital não significa abandonar a tecnologia, mas aprender a utilizá-la de forma consciente e equilibrada.

O conceito de equilíbrio digital envolve a capacidade de estabelecer limites saudáveis para o uso da tecnologia, preservando a autonomia emocional e a qualidade das relações humanas.

Entre as estratégias recomendadas para promover esse equilíbrio estão:

  • reduzir a verificação compulsiva do celular

  • estabelecer horários para uso de redes sociais

  • priorizar interações presenciais

  • desenvolver autonomia emocional

  • praticar períodos de desconexão digital

Essas práticas contribuem para fortalecer a independência emocional e reduzir a necessidade de validação constante no ambiente digital.


Maturidade Emocional na Era Digital

A maturidade emocional envolve a capacidade de lidar com a ausência de respostas imediatas sem interpretar esse silêncio como rejeição ou abandono.

No contexto das relações digitais, essa maturidade implica compreender que a comunicação mediada por tecnologia possui limites e não pode substituir completamente a complexidade das relações humanas.

Desapegar da urgência por respostas instantâneas representa um passo importante para a construção de relações mais saudáveis e equilibradas.


Considerações Finais

A dependência emocional digital representa um fenômeno emergente na sociedade contemporânea, resultado da interseção entre tecnologia, psicologia e relações humanas.

A expectativa constante por mensagens e notificações pode ativar o sistema de recompensa cerebral, criando ciclos de ansiedade e alívio momentâneo que reforçam comportamentos de vigilância digital.

Compreender os mecanismos psicológicos e neurobiológicos envolvidos nesse processo é fundamental para promover formas mais saudáveis de interação com a tecnologia.

Relacionamentos saudáveis não devem gerar vigilância constante, ansiedade ou necessidade de validação contínua. O desenvolvimento do equilíbrio digital e da autonomia emocional é essencial para que a tecnologia seja utilizada como ferramenta de conexão, e não como fonte de dependência emocional.


Valdivino Alves de Sousa 
Psicólogo CRP 06/198683


Referências 

BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.

LEMBKE, Anna. Nação dopamina: por que o excesso de prazer está nos deixando infelizes. São Paulo: Vestígio, 2022.

LOPES, Bruna de Jesus et al. O papel da dependência do smartphone na explicação do bem-estar e estresse. Revista de Psicologia da IMED, 2022.

RODRIGUES, Pedro Staciarini Silveira; WALDERRAMA, Giordano de Toledo Palumbo. A neurobiologia da dependência digital: uma revisão sobre o sistema dopaminérgico. Revista Científica Multidisciplinar O Saber, 2025.

BRASIL ESCOLA. Dependência digital. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br. Acesso em Março de 2025.

MIRANDA, Silva. Dependência digital e impactos psicológicos. NIC.br.


26 de dezembro de 2025

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 26 de dezembro de 2025

26.12.25

A judicialização da saúde mental no Brasil: avanços, desafios e casos que moldam o futuro do direito ao cuidado emocional

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A judicialização da saúde mental no Brasil é um fenômeno que tem ganhado protagonismo nos últimos anos, marcado por uma quantidade crescente de ações voltadas ao acesso a tratamentos psicológicos e psiquiátricos, medicamentos de alto custo e internações necessárias que, muitas vezes, não são ofertadas de forma adequada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse movimento não se restringe ao Brasil — há precedentes no mundo inteiro que demonstram a importância do acesso ao cuidado mental como direito fundamental. Nos Estados Unidos, por exemplo, casos históricos como o O’Connor v. Donaldson — onde a Suprema Corte decidiu que um Estado não pode reter um indivíduo não perigoso em instituição psiquiátrica sem justificativa legal — mudaram profundamente a forma como o direito lida com liberdade e saúde mental civil. Wikipedia Isso demonstra que a judicialização, ainda que complexa, tem raízes profundas na busca por dignidade humana e proteção constitucional em contextos clínicos e sociais.


No Brasil, o marco constitucional que garante a saúde como direito de todos (artigos 6º e 196 da Constituição) impõe ao Estado a obrigação de oferecer acesso universal e igualitário aos serviços de saúde, incluindo os de saúde mental, como parte essencial da política pública de saúde. CNJ Isso significa que, quando o SUS não atende de forma eficaz as demandas por tratamento psicológico ou psiquiátrico, a população recorre ao Judiciário para assegurar aquilo que deveria ser garantido de forma estruturada e contínua. Esse cenário representa tanto uma conquista civilizacional, por reconhecer que sofrimento psíquico não pode ser negligenciado, quanto um sinal de alerta sobre a insuficiência das políticas públicas e a necessidade de reforma profunda na atenção à saúde mental.


Um dos principais avanços da judicialização foi a efetivação do direito individual à saúde mental por meio de decisões que obrigam a oferta de medicamentos de alto custo, terapias especializadas e tratamentos contínuos, mesmo quando o poder público não os oferece espontaneamente. Além disso, essa atuação judicial também fortaleceu o reconhecimento jurídico de transtornos mentais como questões de alta relevância social e constitucionais, rompendo com a ideia ultrapassada de que saúde mental seria assunto secundário ou restrito ao campo médico. Esse reconhecimento ajudou a trazer visibilidade às dores emocionais de milhões de brasileiros que, antes, não encontravam respaldo institucional ou humanizado diante de seu sofrimento.

No entanto, a judicialização enfrenta desafios estruturais que colocam em xeque sua eficácia sustentável. Um dos principais problemas é a desigualdade de acesso ao Judiciário: cidadãos com maior acesso à informação, suporte jurídico ou renda são mais propensos a conseguir decisões favoráveis do que aqueles em situação de vulnerabilidade social. Além disso, o volume de processos sobrecarrega a Justiça, gerando lentidão e, muitas vezes, decisões divergentes pelo país — situações que comprometem a uniformidade de critérios para concessão de tratamentos, medicamentos ou internações. Essa realidade revela um paradoxo importante: embora a Justiça seja acionada em defesa da saúde mental, ela não substitui políticas públicas eficientes e bem estruturadas.


Outro desafio crítico está relacionado às decisões sem base técnica adequada. Juízes e desembargadores, por mais sensíveis que sejam, nem sempre possuem formação específica em saúde mental, o que pode resultar em orientações judiciais que não respeitam as diretrizes clínicas necessárias ao cuidado contínuo. Esse problema já foi identificado por operadores do direito e especialistas no Brasil, que defendem a necessidade de maior integração entre decisões judiciais e pareceres técnicos, bem como a formação contínua de magistrados sobre questões complexas de saúde mental. esmat.tjto.jus.br


Casos envolvendo a judicialização das internações compulsórias também ilustram a necessidade de uma abordagem intersetorial. Estudos acadêmicos demonstram que demandas por internações — que muitas vezes deveriam ser tratadas em serviços comunitários — acabam sendo resolvidas em cenários judiciais que carecem de alinhamento com políticas de saúde pública, gerando desperdício de recursos e carecendo de eficácia no cuidado contínuo. Repositório UFMG


Exemplos práticos vividos por milhões de brasileiros mostram a face humana e judicial dessa realidade. São inúmeros os relatos de pessoas que dependem de decisões judiciais para ter acesso a medicamentos essenciais, como antidepressivos ou ansiolíticos — medicamentos estes que não são regularmente fornecidos pelo SUS e cujo custo pode comprometer grande parte da renda familiar. rsdjournal.org Em muitas dessas situações, a tutela provisória é a única maneira de garantir a sobrevivência emocional de pacientes que enfrentam sofrimento intenso e incapacitante, reforçando que a saúde mental não pode ser vista apenas como uma questão clínica isolada, mas sim como um direito social fundamental que atravessa dimensões jurídicas, éticas e humanas.


Para enfrentar esses desafios e construir um modelo mais equilibrado de judicialização, especialistas defendem algumas mudanças estruturais, como o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), ampliação de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), maior presença de psicólogos e psiquiatras no SUS e a elaboração de protocolos clínicos que possam orientar decisões judiciais de forma mais técnica e humanizada. Essas medidas sugerem que a solução deve ir além da Justiça e envolver políticas públicas robustas que diminuam a necessidade de recorrer ao Judiciário para garantir o direito à saúde mental.


Em síntese, a judicialização da saúde mental no Brasil representa tanto um símbolo de avanço civilizacional, por assegurar que o sofrimento psíquico não seja negligenciado, quanto um sinal de alerta sobre lacunas profundas em nossa política pública de saúde. Enquanto o Estado não promover uma reforma efetiva no acesso e na qualidade dos serviços de saúde mental, o Poder Judiciário continuará sendo acionado como caminho para assegurar direitos que, na constituição, já deveriam ser plenamente garantidos. O futuro da saúde mental no Brasil passa, inevitavelmente, por ações interdisciplinares que integrem Direito, Psicologia, Saúde Pública e políticas sociais, de forma a assegurar acesso humano, contínuo e igualitário ao cuidado emocional.



Valdivino Alves de Sousa é Psicólogo (CRP-SP 06/198683), Contador (CRC-SP 223709), Bacharel em Direito, Mestre em Educação, Matemático e Escritor. Site: www.valdivinosousa.com.br 




28 de outubro de 2025

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 28 de outubro de 2025

28.10.25

ComuniQuiz: canal de Valdivino Sousa une Psicologia, Educação, Comunicação e Contabilidade em diálogos que inspiram

 

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Novo projeto do professor e psicólogo Valdivino Sousa aposta em entrevistas e reflexões sobre comportamento, educação e comunicação, com linguagem acessível e conteúdo transformador.

O professor, psicólogo e escritor Valdivino Sousa acaba de lançar o canal ComuniQuiz, uma plataforma de conteúdo educativo e reflexivo que busca aproximar o público de temas como Psicologia, Educação, Comunicação e Contabilidade.


Com uma proposta dinâmica e interativa, o canal aborda questões do cotidiano com linguagem leve, humana e didática, estimulando o pensamento crítico e a troca de ideias.


“O ComuniQuiz nasceu da vontade de unir conhecimento e diálogo. Acredito que aprender é conversar — e conversar é transformar. Quero levar ao público conteúdos que façam pensar, refletir e crescer”, afirma Valdivino Sousa, idealizador do projeto.

 

Além de entrevistas com especialistas, o canal traz vídeos sobre comportamento humano, saúde mental, educação financeira e desenvolvimento pessoal, com uma abordagem interdisciplinar.
Cada episódio convida o público a refletir sobre temas atuais e relevantes, sempre com foco no autoconhecimento e na evolução pessoal e profissional.


O ComuniQuiz se destaca também por sua identidade visual vibrante e moderna — representada por um microfone, símbolo da voz, da escuta e da comunicação verdadeira.
O projeto promete conquistar uma audiência diversa, formada por estudantes, profissionais e todos que valorizam o conhecimento como ferramenta de transformação.

📺 Assista agora ao canal ComuniQuiz no YouTube: https://www.youtube.com/@Comuniquiz
🔔 Inscreva-se, curta e compartilhe para que mais pessoas façam parte dessa rede de conhecimento.


 Sobre o idealizador

Valdivino Alves de Sousa é Matemático, Psicólogo, Contador e Mestre em Educação, com vasta experiência em docência, pesquisa e consultoria.
É autor de livros como “Como a Matemática Está Presente em Tudo” e “Diversidades: Identidade e Pertencimento”, além de artigos sobre Educação, Psicologia e Comportamento publicados em diversos portais especializados.





23 de outubro de 2025

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 23 de outubro de 2025

23.10.25

Valdivino Sousa fala sobre sua trajetória acadêmica e profissional em entrevista ao Canal Universo em Cena 360

 

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O educador, psicólogo e escritor Valdivino Sousa, conhecido popularmente como Prof. Val Sousa, concedeu uma entrevista especial ao Canal Universo em Cena 360, no dia 22 de outubro de 2025, conduzida pelo apresentador Aroldo Torres.


Durante a conversa, Valdivino compartilhou detalhes de sua inspiradora trajetória acadêmica, marcada por superação, disciplina e amor pela Educação.


Natural da Bahia e residente em São Paulo desde a década de 1990, Valdivino iniciou os estudos pelo supletivo e, com dedicação, construiu uma carreira exemplar. Hoje é Matemático, Pedagogo, Contador, Psicólogo, Bacharel em Direito e Mestre em Educação, somando cinco graduações, quatro especializações e um título de Mestre em Educação com foco na formação continuada de professores de Matemática.


Na entrevista, Valdivino destacou sua paixão pela Matemática, área em que possui licenciatura, bacharelado e pós-graduação em Educação Matemática Comparada. Ele também falou sobre sua atuação como professor, psicólogo clínico e consultor contábil, ressaltando o valor do conhecimento interdisciplinar na formação de um profissional completo.


“A Educação transforma vidas. Eu sou prova viva disso. Vim do supletivo e conquistei tudo com esforço, acreditando no poder do conhecimento”, afirmou Valdivino durante a entrevista.

 

O professor também comentou sobre seu novo livro em andamento, intitulado “Como lidar com pessoas narcisistas — seja na escola, no trabalho ou em um relacionamento”, que aborda questões psicológicas e comportamentais com base em sua experiência clínica e acadêmica.
Além desse projeto, ele é autor de diversas obras, incluindo o título recente “Matemática: Como a Matemática está presente em tudo?” e o clássico “Contabilidade para Igrejas e Outras Entidades sem Fins Lucrativos”, publicado em 2008.


Assista a entrevista na íntegra:



Valdivino é editor dos blogs Valor X Matemática News e Top 10 News, e colabora com o Portal Contábeis, um dos maiores da classe contábil no Brasil.

Também apresenta um podcast sobre Educação Matemática, no qual discute semanalmente temas relacionados ao ensino e à aprendizagem, sempre de forma leve e acessível.

Além da atuação acadêmica, Val Sousa é bastante ativo nas redes sociais — Instagram, TikTok e YouTube — onde produz conteúdos sobre Psicologia, Educação e Contabilidade, aproximando o público de temas complexos com linguagem clara e objetiva.


A entrevista completa com Valdivino Sousa está disponível no canal Universo em Cena 360 no YouTube, e já vem recebendo comentários elogiosos de professores, estudantes e profissionais de diversas áreas que se identificam com sua história.


📺 Assista à entrevista completa no YouTube:

👉 Canal Universo em Cena 360


🔗 Siga o Prof. Val Sousa

Instagram: @prof.valsousa
Site: www.valdivinosousa.com.br 



4 de setembro de 2025

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 4 de setembro de 2025

4.9.25

O Professor Multidisciplinar que Transformou Obstáculos em Conquistas

 

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Foto - Instagram 

Uma história que inspira


Superação, determinação e amor pelo saber definem a trajetória de um professor que também é matemático, psicólogo, pedagogo, contador e escritor. Estamos falando de ValdivinoSousa, um profissional que se tornou exemplo de dedicação aos estudos e inspiração para aqueles que acreditam que nunca é tarde para recomeçar.


Nascido no interior da Bahia, mudou-se para São Paulo em 1989 e, somente em 1998, concluiu o ensino médio supletivo. Esse início tardio não o impediu de perseguir seus sonhos. Pelo contrário, foi o impulso para uma jornada acadêmica e profissional marcada pela perseverança e pelo desejo constante de aprender.


Formação acadêmica exemplar


Valdivino acumulou ao longo dos anos cinco graduações:


Além das graduações, possui diversas especializações:

E ainda conquistou o Mestrado em Educação pela Universidade Europea del Atlântico (UNEATLANTICO), na Espanha, com pesquisa voltada à formação continuada de professores de Matemática e seu impacto no engajamento de alunos das escolas públicas.


Atuação profissional sólida


Desde 2003, atua na área contábil como contador registrado no CRC-SP, prestando serviços especializados e reconhecidos pela seriedade e competência.

No campo educacional, construiu uma carreira como professor e tutor EaD, com destaque para a Educação Matemática, Contábil e Administrativa. Sua habilidade em transitar entre diferentes áreas do conhecimento o tornou referência entre alunos e colegas de profissão.


Escritor e divulgador de ideias


Valdivino também se consolidou como autor de diversos livros, que refletem tanto sua experiência prática quanto sua paixão pela escrita. Entre as obras já publicadas estão:

  • Contabilidade para Igrejas e Outras Entidades sem Fins Lucrativos (4ª edição, 2013)
  • Tributação das Pessoas Jurídicas na Prática – Lucro real, Lucro Presumido, Lucro arbitrado e Simples Nacional (1ª Edição 2010);
  • Conhecendo a Psique Humana – Uma Forma de Entender a Si mesmo e aos Outros. (1ª Edição 2012);
  • Redução da Carga Tributária das Empresas de Forma Lícita – Planejamento Tributário (1ª Edição 2024);
  • Educação à Distância – Conheça as vantagens e as Desvantagens (1ª Edição 2011).
  • Como a Matemática Está Presente em Tudo? – Veja como ela está presente em todos os momentos da nossa vida. (1ª Edição 2025));
  • E, em breve, o lançamento de: As Quatro Operações Matemáticas e sua Importância na Aprendizagem.


Seus livros transitam entre a Matemática, a Psicologia e a Educação, trazendo ao público uma perspectiva interdisciplinar que alia conhecimento técnico a sensibilidade humana.


Criador de conteúdo e editor de portais


Além dos livros, Valdivino também é editor dos blogs Valor X Matemática News e Top 10 News, além de manter o site Alves Consultor, onde publica artigos sobre educação, legislação contábil e direito tributário e empresarial.


Sua presença digital vai além dos portais: ele também é criador de conteúdo nas redes sociais, produzindo reflexões e materiais sobre Educação Matemática, Psicologia e Contabilidade, alcançando diferentes públicos e promovendo debates relevantes.


Filosofia de vida

Sua trajetória é marcada pela superação de obstáculos e pela crença de que a educação é a ferramenta mais poderosa de transformação. Em suas próprias palavras:

“A educação abre portas para quem acredita que sempre é tempo de aprender.”

Valdivino prova, em cada passo de sua caminhada, que determinação, coragem e amor pelo conhecimento são capazes de mudar destinos.

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