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28 de outubro de 2025

28.10.25

ComuniQuiz: canal de Valdivino Sousa une Psicologia, Educação, Comunicação e Contabilidade em diálogos que inspiram

 

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Novo projeto do professor e psicólogo Valdivino Sousa aposta em entrevistas e reflexões sobre comportamento, educação e comunicação, com linguagem acessível e conteúdo transformador.

O professor, psicólogo e escritor Valdivino Sousa acaba de lançar o canal ComuniQuiz, uma plataforma de conteúdo educativo e reflexivo que busca aproximar o público de temas como Psicologia, Educação, Comunicação e Contabilidade.


Com uma proposta dinâmica e interativa, o canal aborda questões do cotidiano com linguagem leve, humana e didática, estimulando o pensamento crítico e a troca de ideias.


“O ComuniQuiz nasceu da vontade de unir conhecimento e diálogo. Acredito que aprender é conversar — e conversar é transformar. Quero levar ao público conteúdos que façam pensar, refletir e crescer”, afirma Valdivino Sousa, idealizador do projeto.

 

Além de entrevistas com especialistas, o canal traz vídeos sobre comportamento humano, saúde mental, educação financeira e desenvolvimento pessoal, com uma abordagem interdisciplinar.
Cada episódio convida o público a refletir sobre temas atuais e relevantes, sempre com foco no autoconhecimento e na evolução pessoal e profissional.


O ComuniQuiz se destaca também por sua identidade visual vibrante e moderna — representada por um microfone, símbolo da voz, da escuta e da comunicação verdadeira.
O projeto promete conquistar uma audiência diversa, formada por estudantes, profissionais e todos que valorizam o conhecimento como ferramenta de transformação.

📺 Assista agora ao canal ComuniQuiz no YouTube: https://www.youtube.com/@Comuniquiz
🔔 Inscreva-se, curta e compartilhe para que mais pessoas façam parte dessa rede de conhecimento.


 Sobre o idealizador

Valdivino Alves de Sousa é Matemático, Psicólogo, Contador e Mestre em Educação, com vasta experiência em docência, pesquisa e consultoria.
É autor de livros como “Como a Matemática Está Presente em Tudo” e “Diversidades: Identidade e Pertencimento”, além de artigos sobre Educação, Psicologia e Comportamento publicados em diversos portais especializados.





26 de março de 2024

26.3.24

Educação Bilíngue para Surdos: Desafios e Perspectivas em Debate na Câmara dos Deputados

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Renato Araújo/Câmara dos Deputados


Amália Barros lembrou que a educação bilíngue para surdos independe da educação especial


 Comunicação e Metodologia Específicas são Fundamentais

Especialistas reunidos em uma audiência pública na Câmara dos Deputados enfatizaram que a educação bilíngue para surdos demanda uma abordagem metodológica própria, indo além da mera disponibilização de intérpretes de Libras. Segundo Rodrigo Rosso Marques, professor-adjunto do Departamento de Libras da Universidade Federal de Santa Catarina, a língua de instrução deve ser a língua de sinais em todos os ambientes escolares, com o português sendo aprendido como segunda língua.

A Importância da Linguagem de Sinais na Educação

Para uma compreensão efetiva das necessidades dos alunos surdos, Rodrigo Marques destaca a relevância de os professores utilizarem a linguagem de sinais em vez de dependerem de intérpretes. Ele ressalta a necessidade de uma duração de aula mais longa nas escolas bilíngues para surdos, considerando o tempo adicional necessário para a comunicação visual e o registro de informações.

Legislação e Desafios Futuros

Embora a educação bilíngue para surdos esteja garantida por legislação, incluindo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e uma lei específica de 2021, ainda há desafios a superar. A deputada Amália Barros (PL-MT) enfatiza a importância de avançar para garantir uma educação de qualidade, destacando a necessidade de estrutura adequada, formação qualificada de profissionais e o respeito à cultura e identidade surdas.

Seleção de Professores e Fluência em Libras

Um aspecto crítico mencionado durante o debate foi a seleção de professores para as escolas bilíngues para surdos. Messias Ramos Costa, coordenador-substituto do Curso de Língua de Sinais Brasileira, aponta deficiências na fluência em Libras entre os professores, sugerindo a criação de bancas de avaliação compostas por pessoas surdas para corrigir esse problema.

Números Reveladores

Dados do censo escolar de 2020 mostraram que, embora existam cerca de 63.106 alunos surdos matriculados na educação básica no Brasil, apenas pouco mais de 7 mil estavam matriculados em instituições de educação bilíngue. Com uma comunidade surda estimada em cerca de 11 milhões de pessoas no país, esses números destacam a necessidade de expandir o acesso à educação bilíngue para surdos.

Ao abordar essas questões, fica evidente que a implementação efetiva da educação bilíngue para surdos requer não apenas esforços legislativos, mas também mudanças significativas na prática educacional e na seleção de profissionais, garantindo assim uma experiência educacional inclusiva e de qualidade para a comunidade surda no Brasil.

Fonte: Agência Câmara de Notícias



4 de março de 2024

4.3.24

A importância da comunicação não verbal nas relações interpessoais

 

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Jovem caucasiana isolada em fundo de estúdio laranja em neon Conceito de expressão facial de emoções humanas - https://br.freepik.com/fotos-gratis/


A importância da comunicação não verbal nas relações interpessoais

Introdução

A comunicação não verbal desempenha um papel fundamental em nossas interações diárias, influenciando significativamente a forma como nos conectamos e nos relacionamos com os outros. Enquanto muitas vezes nos concentramos apenas nas palavras que dizemos, é importante reconhecer o impacto poderoso que gestos, expressões faciais e linguagem corporal têm em nossa comunicação. Neste artigo, exploraremos a importância da comunicação não verbal nas relações interpessoais e como podemos aprimorar essa habilidade para melhorar nossos relacionamentos pessoais e profissionais.

Expressões faciais e emoções: a linguagem universal

Nossa capacidade de interpretar as expressões faciais dos outros desempenha um papel crucial na compreensão das emoções e intenções por trás de suas palavras. Sorrisos, franzir a testa, olhares e outras expressões faciais transmitem uma riqueza de informações sobre como uma pessoa se sente em determinado momento. Mesmo em diferentes culturas ao redor do mundo, as expressões faciais geralmente são reconhecidas de forma semelhante, tornando-as uma forma de comunicação universalmente compreendida.

Linguagem corporal: o que nosso corpo está dizendo

Assim como as expressões faciais, nossa linguagem corporal comunica mensagens poderosas sobre nossas emoções e atitudes. Gestos, postura, movimentos e até mesmo a proximidade física entre as pessoas podem influenciar a percepção e o entendimento mútuo em uma interação. Uma postura aberta e relaxada pode indicar confiança e receptividade, enquanto gestos agitados ou uma postura tensa podem sugerir desconforto ou ansiedade. Ao prestar atenção à sua própria linguagem corporal e à dos outros, é possível melhorar a qualidade de suas interações interpessoais.

A importância do contato visual

O contato visual é uma forma poderosa de comunicação não verbal que demonstra interesse, confiança e respeito pelo interlocutor. Manter contato visual durante uma conversa indica que você está engajado e presente na interação, transmitindo uma mensagem de interesse e atenção. Por outro lado, evitar o contato visual pode ser interpretado como desinteresse, falta de confiança ou até mesmo desonestidade. Praticar o contato visual adequado pode ajudar a construir conexões mais profundas e significativas com os outros.

Tom de voz e entonação

Embora muitas vezes nos concentremos no que dizemos, o modo como dizemos as palavras também é crucial para a comunicação eficaz. O tom de voz, a entonação e até mesmo a velocidade com que falamos podem transmitir uma variedade de emoções e intenções. Um tom de voz calmo e suave pode transmitir tranquilidade e empatia, enquanto um tom de voz elevado e agressivo pode indicar raiva ou frustração. Ao ser consciente de como você está comunicando verbalmente, você pode melhorar sua capacidade de se expressar e entender os outros com mais clareza.

A importância da congruência na comunicação

Um aspecto fundamental da comunicação não verbal é a congruência entre as diferentes formas de comunicação. Para que uma mensagem seja compreendida de forma eficaz, é essencial que as palavras, expressões faciais, linguagem corporal e tom de voz estejam alinhados. Inconsistências entre esses elementos podem levar à confusão ou à interpretação errônea das intenções do comunicador. Ao praticar a congruência na comunicação, é possível aumentar a clareza e a eficácia de suas interações interpessoais.

Conclusão

Em resumo, a comunicação não verbal desempenha um papel crucial em nossas interações diárias, influenciando a forma como nos relacionamos e nos conectamos com os outros. Ao reconhecer a importância das expressões faciais, linguagem corporal, contato visual, tom de voz e congruência na comunicação, podemos aprimorar nossas habilidades interpessoais e construir relacionamentos mais positivos e significativos em todas as áreas de nossas vidas. Ao praticar a conscientização e aprimorar nossas habilidades de comunicação não verbal, podemos fortalecer nossos relacionamentos e alcançar maior sucesso pessoal e profissional.


Da Redação, publicado em 04/03/2024



27 de outubro de 2023

18 de julho de 2021

18.7.21

Relacionamento: conheça a técnica CNV e pare de brigar

A comunicação não-violenta, mais conhecida como CNV, é a chave para melhorar seus relacionamentos pessoais e profissionais.

Relacionamento: conheça a técnica CNV e pare de brigar

Por Pascoal Zani, psicólogo.

A comunicação não-violenta, mais conhecida como CNV, é a chave para melhorar seus relacionamentos pessoais e profissionais.

Tudo o que você viveu, sua boca reflete

“A fruta não cai longe do pé”, diz o ditado popular.

Você é mais tímido ou extrovertido, está alegre ou triste, vivendo esta ou aquela situação, já passou por isso ou aquilo na vida? Saiba: tudo será comunicado de forma verbal ou não-verbal, estabelecendo na convivência padrões que podem ser saudáveis, mantendo o bem-estar. Ou insatisfatórios, cultivando ambiente conflitivo, depressão, ansiedade e outros desconfortos.

A comunicação agressiva.

Quando duas ou mais pessoas estão interagindo haverá o encontro dos conteúdos de cada uma delas e as reações do que cada um interpreta sobre a fala do outro, sucessivamente.

Pode-se falar de violência em diversas formas e níveis, com agressores e vítimas. No ambiente profissional, um cenário comum é motivado pela alta competitividade e o estresse, o que acaba estimulando agressividade.

No grupo de amigos, a agressividade pode se manifestar conforme os interesses. E mesmo nas famílias se pode perceber agressão em "invalidações" muito sutis, ironias depreciativas, brincadeiras que alguns garantem que não é bullying, na formação de crenças de incapacidade, manutenção de preconceitos, perda de identidade e autoestima de um dos pares ou filhos, conflitos entre cuidadores e outros modos subtendidos de agredir, ainda que não intencionais:

“Embora possamos não considerar violenta a maneira de falarmos, nossas palavras não raro induzem à mágoa e à dor, seja para os outros, seja para nós mesmos.”

Marshall Rosenberg

É possível mudar?

Perceber se a agressividade está ou não presente na forma de se comunicar é necessário, não para se resignar a ela, mas para buscar soluções.

O ser humano tem um grande diferencial frente aos demais animais e pode usá-lo quando decide amenizar seu sofrimento: a capacidade de parar, trazer à racionalidade o seu modo de ser e de se relacionar que, na maior das vezes, acontece automaticamente.

A Comunicação não-violenta começa dentro de si

            “Seja a mudança que você quer ver no mundo.” Mahatma Gandhi.

Também conhecida como Comunicação Compassiva ou Colaborativa, a CNV, criada por Rosenberg, prima pela empatia, compreensão e cuidado com o outro.

Ela parte de si, pois seu primeiro passo é a autoconsciência, seguida pela regulação emocional: identificar os pensamentos, sentimentos e necessidades acerca de uma situação estressora. Também nas palavras do Grande Pacifista: “controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia.”

O criador da Comunicação-compassiva

Muitos conhecem a história de Gandhi, o líder da “Não-violência”. Poucos conhecem Marshal Rosenberg, que se inspirou nele:

Era uma vez um garotinho de 9 anos recém-chegado a Detroit, EUA, com sua família. Ele aprendeu a paz, mas ficou três dias trancado em casa em razão de um conflito racial que matou mais de 40 pessoas. Na sequência foi apresentado na nova escola e apanhou logo depois da aula, por ter sobrenome judeu.

Desde então, passou a se fazer a seguinte pergunta: “O que nos permite permanecer sintonizados com nossa natureza compassiva até nas piores circunstâncias?” Esse menino cresceu, formou-se em Psicologia, foi aluno de Carl Rogers, elaborou os conceitos da CNV e os colocou em prática através de sua ONG (https://www.cnvc.org/), passando a atuar na mediação de conflitos e treinamentos para difusão do modelo.

Você decide: usar o poder das palavras para manter o ciclo da agressividade ou para fomentar a não-violência

“Nossas palavras, em vez de serem reações repetitivas e automáticas, tornam-se respostas conscientes, firmemente baseadas na consciência do que estamos percebendo, sentindo e desejando.”

Marshall Rosenberg        

Para interromper o ciclo da agressão é necessário se posicionar, enfrentar uma conversa difícil se for preciso e falar do que está mantendo sofrimento.

A CNV não visa fugir de conflitos mas, sim, reduzir a violência. Por isso é chamada de “a linguagem do coração” e muitas vezes é simbolizada pela girafa, animal que possui o maior coração dentre os mamíferos terrestres.

Observe a ilustração: diálogo entre lobo e uma girafa, animal símbolo da CNV

Os 04 componentes da comunicação colaborativa

A CNV pressupõe primeiro praticar a autoconsciência e a inteligência emocional, para somente depois se expressar acerca de uma situação a ser resolvida, no modelo mental de 04 componentes que podem ser treinados:

1) Observação: qual é o fato?

Sem julgar, entender a situação do outro; segregar o evento do pensamento que teve a respeito, mas expressar o fato concreto sem dizer a sua interpretação, pois há grande possibilidade de ser entendida como crítica;

2) Sentimento: entender as emoções despertadas

Manifestar a emoção sentida com o fato observado; caso não exista muita empatia, será apenas a técnica pela técnica, sem eficácia, não estará acontecendo a CNV;

3) Necessidade: o que deixou de ser feito que gerou a situação

Manifestar a necessidade pessoal que não foi atendida na situação e que gerou o sentimento apresentado; é o momento de dizer com clareza de desejos e direitos o que precisa que sejam respeitados;

4) Pedido: foco na "assertividade"

Fazer um pedido específico, assertivo acerca do ocorrido ou para eventos futuros similares, indicando uma ação concreta; é preciso ser claro, direto e empático para que o outro saiba da sua intenção;

casal brigando
Foto: divulgação

 Um guia prático:       

João e Maria brigam muito quando vão fazer o orçamento do mês. João identificou esse padrão e se questionou sobre o último encontro:

a) o que de fato aconteceu?
b) que sentimentos tive?
c) do que eu preciso?
d) que pedido farei?

Seu roteiro básico será assim:

  1. Observação: Maria, percebi que nós temos nos exaltado bastante quando fazemos o planejamento financeiro do mês;
  2. Sentimento: isso tem me entristecido;
  3. Necessidade: eu preciso pensar que nós somos capazes de discutir sem nos agredirmos quando discordamos;
  4. Pedido: para mim é importante, por isso quero pedir que você e eu façamos um esforço, durante a discussão do orçamento, para dizer do que discordamos sem fazer pequenas ofensas, ironias e comentários depreciativos. O que você acha?

A sequência precisa ser no mesmo modelo mental, ou seja, mesmo que a outra pessoa não conheça essa forma de se comunicar, é possível lhe fazer as mesmas perguntas que guiou sua reflexão inicial, escutando as respostas e interagindo com atenção:

a) como você observou a situação, o que diria que de fato aconteceu?

b) como você se sentiu sobre isso?

c) qual necessidade sua não foi atendida?

d) que pedido específico você pode fazer sobre essa situação ou futuras?

A Comunicação "Não-violenta" traz bem-estar e estabilidade aos relacionamentos

A "CNV" cria um ambiente acolhedor, podendo-se manter o canal de diálogo aberto para outras situações; a comunicação se torna mais clara, reduzindo a ansiedade; as pessoas se sentem mais respeitadas, aumentando a autoestima. Tais motivos, dentre outros, justificam o empenho em aplicá-la nos relacionamentos entre casais, colegas de profissão e grupos diversos.

“O exemplo de não violência do meu avô nunca teve a ver com passividade ou fraqueza. Na realidade, ele considerava a não-violência uma forma de nos tornarmos mais fortes” ... “Bapuji usou verdades transcendentais e orientações práticas para mudar o rumo da história. Agora está na hora de fazermos o mesmo”, diz Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi, referindo-se ao avô.

O desafio é amplo, mas pode ser trazido para o dia-a-dia do trabalho, da escola do grupo de amigos, da família, do casal, dos filhos: quem ousará interromper o ciclo da violência para melhorar seus relacionamentos?

Indicações de Livros e Filmes:

  • Best-seller de Marshal Rosenberg, prefaciado pelo neto de Gandhi: “Comunicação Não-Violenta: Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais”
  • “A virtude da raiva”. Livro de Arun Manilal Gandhi, neto de Gandhi, fundador e presidente do M K Gandhi, Instituto de Não-violência
  • Filmes: “Gandhi” (de  Richard Attenborough) e “The Making of the Mahatma” (de Shyam Benegal) .

  Fonte: Gazeta do Povo 

Psicólogo Pascoal Zani – CRP 08/04471 | Instagran: psicologopascoalzani


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O que é comunicação assertiva?

 

 

16 de julho de 2021

16.7.21

O que é comunicação assertiva?

  

A ilustração da matéria é muito conhecida: no BBB21, Gil do Vigor e a funkeira Pocah estão brigando quando Gil solta a máxima: "Não vou perder pra basculho"

Por: Pascoal Zani, psicólogo

O que é comunicação assertiva?

A ilustração da matéria é muito conhecida: no BBB21, Gil do Vigor e a funkeira Pocah estão brigando quando Gil solta a máxima: "Não vou perder pra basculho". O que já era um conflito, piora. Pocah não sabe o que a palavra significa e nem mesmo Gil. Um exemplo engraçado de falta de clareza e objetividade num diálogo. Em outras palavras, falta de comunicação assertiva.

Em muitos anos como terapeuta, já vi casais apaixonados romperem por pequenos conflitos ou por não saberem mais como conversar. Sei de bons profissionais que tiveram suas carreiras prejudicadas por conflitos com colegas, clientes ou chefias. Acompanhei estudantes que não conseguiam se concentrar nas provas e concursos por dificuldades nos relacionamentos. Vi em consultório pessoas que não conseguiam mais se relacionar e se isolavam cada vez mais em depressão.

O amor pode superar quase tudo. A competência e a qualidade nas atividades podem resolver muitas situações. Medicamentos podem ajudar. Mas ninguém pode abrir mão da poderosa arte de se relacionar para conquistar o seu bem-estar.

O sucesso, a qualidade de vida e o relacionamento interpessoal

A habilidade de cultivar bons relacionamentos está quase sempre presente nas histórias de sucesso e de bem-estar. Uma família com muito carinho, um grupo de grandes amigos, um bom ambiente de estudos ou de trabalho contam com modos de comunicação em que há abertura para falar e ouvir assertivamente, com empatia, transparência e respeito.

A pandemia afetou nosso modo de falar?

Veja só: com a pandemia, por exemplo, tudo mudou. Todos os cenários foram afetados, sem data para acabar, estressando a alguns por dificuldades financeiras, ou por excesso de convivência, luto de pessoas próximas e medo do coronavírus. Resultado: estamos todos com os “nervos à flor da pele”, colocando à prova as relações interpessoais.

Refletir, sozinho ou em conjunto, sobre os modos de se comunicar, é algo que vem a calhar nesse sentido. A Psicologia sugere diagnosticar o tipo de comunicação que está sendo utilizada na dinâmica de cada relação, sempre à luz do conceito de assertividade, considerado ideal. 

Comunicação assertiva em três modelos:

Três modos de interagir podem causar grande desgaste na família, na roda de amigos, no trabalho, na escola, nas relações comerciais ou outras:

1. A comunicação "Passiva" acontece quando a pessoa:

  • Concorda com tudo, não se posiciona, não decide algo ou deixa de exercer sua autonomia dentro da relação; Ou seja, a pessoas desrespeita seus próprios direitos;
  • não expressa seus desejos, emoções e necessidades; apenas pensa, sente, mas não diz; supõe que o outro entenda o que não falou;
  • cede em seu posicionamento por não tolerar conflitos ou tem dificuldade de iniciar um enfrentamento, mesmo quando necessário;
  • teme desagradar e talvez ser punida com a retirada do carinho, se inibe emocionalmente ou age de acordo com o que o outra pessoa pensa, sugere ou ordena
  • não consegue dizer “não”, assumindo mais atividades do que suporta ou se prejudicando para atender um pedido de um amigo, chefe ou familiar.
comunicação assertiva em tirinhas
Esse é um comportamento assertivo?

2. A comunicação "Agressiva" pode ser notada quando uma das partes:

  • briga verbal ou fisicamente; perde a razão com frequência; responde “sem pensar”, sem considerar consequências; desrespeita o direito das outras pessoas;
  • decide pelos outros, tenta controlar ou ameaça;
  • deprecia, ironiza, invalida, muitas vezes sem entender que sua fala está agredindo;
  • julga, culpa, condena e pune, diretamente;
  • diz “não” de modo seco, frio, sem empatia;
  • considera-se como “o certo”, por isso não consegue ver a “verdade do outro”

3. A comunicação Passivo-agressiva está acontecendo quando um ou mais membros do casal, ou grupo:

  • não diz o que precisa e tempos depois discute por outra razão;
  • pensa que outro deveria saber como você se sente;
  • por não falar no momento certo, rumina pensamentos, nutrindo e mantendo sentimentos de mágoa, irritação e vingança;
  • às vezes se cala, reprimindo sentimentos esse vitimizando; noutras explode, sendo impulsivo ou raivoso, agressivo;
  • usa a ironia e a sutileza para agredir; culpa e pune indiretamente

A Comunicação Assertiva

A Assertividade, por sua vez, é a habilidade social de expressar com empatia e firmeza seus pensamentos, direitos e emoções, de modo não-verbal e verbal, sem desrespeitar o direito dos outros. A comunicação Assertiva está acontecendo quando a pessoa:

  • fala com transparência, segurança e objetividade do que pensa e sente, sem ofender e nem se subjugar;
  • faz críticas construtivas;
  • ouve com acolhimento, respeitando sentimentos e opiniões (contrárias ou não);
  • diz “Sim” para oportunidades, quando conveniente;
  • diz “Não” para evitar sobrecarga de atividades ou para impor limites, quando é o caso.

Como treinar a assertividade

"Meu amigo, amar é um verbo.

Amor, a sensação, é um fruto de amar, o verbo.” (Stephen Covey)

Eis a boa notícia: se você identificou traços que não correspondem à assertividade, saiba que ela é uma habilidade social, e, então, pode ser treinada.   Algumas dicas podem ajudar:

  • identificar emoções e pensamentos;
  • conhecer-se, entender seus padrões de funcionamento;
  • priorizar-se e estabelecer suas prioridades;
  • gerenciar “sim” e “não” a partir dos seus valores e propósitos;
  • estabelecer parcerias e limites para os outros;
  • planejar rotinas para decidir se tem ou não condições de aceitar novas atividades;
  • escolher momento apropriado para falar, quando possível;
  • olhar nos olhos e falar sinceramente o que sente.

Trilhar o caminho da Inteligência Emocional, proposto por Daniel Goleman, auxilia muito na comunicação assertiva:  

  • autoconsciência: conhecer suas forças e fraquezas
  • Automotivação: formar hábito de procurar oportunidades em ameaças
  • Regulação emocional: reconhecer as emoções e verificar como as interpreta
  • Empatia: ouvir com atenção, sem interpretar nem interromper
  • Relacionamento interpessoal: respeitar o posicionamento alheio; reconhecer seus erros

E ainda mais uma sugestão para desenvolvê-la: praticar os conceitos e o modelo mental proposto pela CNV – Comunicação Não-Violenta, de Marshall Rosenberg.

Padrões flexíveis de comunicação

Embora na maior parte do tempo use um determinado estilo de comunicação e até busque a assertividade, talvez alguém seja mais assertivo em dada situação, agressiva em outro e, noutra ainda, escolha se calar.

Ou, ainda, na dinâmica do relacionamento, pode ser que se estabeleçam padrões como: passivo-agressivo com passivo-agressivo; agressivo com passivo; assertivo com agressivo, etc.

A teoria na prática é outra?

A teoria e a prática tendem a ser iguais. Mas numa relação existem no mínimo duas pessoas. Uma delas pode querer ser assertiva enquanto a outra se mantém não-assertiva. Assertivamente se pode, inclusive, pontuar sobre a própria situação em curso. E, ao final, só se pode planejar a própria postura, manter a assertividade.

O humor é contagiante

É muito difícil pensar que alguém tem relacionamentos saudáveis sem estar bem consigo mesmo, dado que o humor é contagiante. E o inverso também tem se mostrado verdadeiro, no sentido de que a aquisição de habilidades sociais, especialmente a assertividade, melhora o bem-estar individual. 

Fonte: Gazeta do Povo 

Psicólogo Pascoal Zani – CRP 08/04471 | Instagran: psicologopascoalzani


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21 de abril de 2021

21.4.21

Especialistas alertam que privatizaçao da EBC é ataque à democracia

 

Uma das principais promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a privatização das estatais é um tema que ronda o governo federal desde o primeiro ano de mandato. E, hoje, mais um passo foi dado rumo à desestatização de instituições públicas, tendo como alvo a EBC

Especialistas alertam que privatizaçao da EBC é ataque à democracia

Por: Elizabeth Souza  -  Diário de Pernambuco 

Uma das principais promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a privatização das estatais é um tema que ronda o governo federal desde o primeiro ano de mandato. E, hoje, mais um passo foi dado rumo à desestatização de instituições públicas, tendo como alvo a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) que, por meio de decreto assinado nesta sexta-feira, entrou oficialmente no Programa Nacional de Desestatização (PND). De acordo com o Poder Executivo, a venda poderá trazer desoneração aos cofres públicos, mas para especialistas e ativistas pela comunicação pública, a iniciativa põe em risco a democracia brasileira.

 Em resposta positiva ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), o decreto publicado, nesta sexta-feira, no Diário Oficial da União (DOU), permite que estudos para avaliar o processo de desestatização da EBC sejam iniciados. Durante a corrida eleitoral de 2018, Bolsonaro tinha a privatização como um de seus principais slogans e a EBC já estava no radar. Em entrevistas à época, chegou a dizer que esta era uma “TV que dá traço de audiência” e "não serve para nada". 


Criada em 2007, a partir da Lei 11.652/2008, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a EBC é uma empresa pública federal que tem como missão "criar e difundir conteúdos que contribuam para o desenvolvimento da consciência crítica das pessoas", como informa seu portal na internet. Formada pela Tv Brasil, Agência Brasil, Rádio Nacional, Rádio MEC e tendo destaque na oferta de programação para o público infantil no país,  a EBC vem sofrendo um processo de desmonte desde 2016, mas que vem se fortalecendo durante o governo Bolsonaro, como aponta a doutoranda e especialista em comunicação pública, Acsa Macena, em entrevista ao Diario.

"A tentativa de Bolsonaro é uma continuidade do que já vinha acontecendo no governo (do ex-presidente Michel) Temer, após o impeachment da também ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). Naquela época, foi retirado o conselho curador da EBC e foi demitido o, à época, diretor da EBC, o jornalista Ricardo Pereira de Melo". Vale lembrar, que a demissão de Ricardo ocorreu de forma arbitrária já que, de acordo com a Lei 11.652/2008, ele deveria permanecer no cargo até 2020. 
 
Leia também:
 
Integrante da Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública, Jonas Valente conta que a Empresa atende o que exige a Constituição Federal no seu artigo 223, que diz que a rádiofusão deve ter três sistemas: público, privado e estatal. "No caso da comunicação pública, ela é uma estrutura estatal financiada pelo Estado para desenvolver conteúdos que tenham como destinatários a população", explicou. 

Apoiado em discursos que alegam prejuízos financeiros por parte da EBC ao governo federal, Bolsonaro acredita que a privatização é um meio satisfatório para pôr fim a determinadas despesas que pesam ao cofre público. De acordo com Acsa Macena, o posicionamento do presidente da República não se aplica à realidade da EBC, visto que ela não é uma empresa voltada para a lógica do lucro. 

"A mídia no nosso país é essencialmente voltada para o lucro, então a importância da EBC se dá na tentativa de diversificar as vozes existentes na sociedade podendo então produzir uma comunicação que não é vinculada nem a interesses estatais, nem a interesses comerciais", contou.  

Em resposta ao movimento do governo federal, a Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública, que reúne entidades da sociedade brasileira, em conjunto com as trabalhadoras e trabalhadores da EBC, lançou uma carta à sociedade contra o processo de privatização, temendo, inclusive, a "destruição da estatal". Trecho do documento informa que "embora ela (EBC) consiga arrecadar recursos com patrocínios e prestação de serviços, suas fontes de financiamento não servem e nunca servirão para torná-la autônoma, já que ela não deve se tornar refém do próprio mercado para garantir ainda mais sua autonomia". Ao que Acsa complementa: "sem comunicação pública é muito difícil termos um componente para uma sociedade efetivamente democrática". 


Thank you for watching

 

Comentários:

Alexandre Marcio Da Silva Ams
é um ataque a meus impostos para servir de cabide a comunistas com medo de perder mais uma teta.
Edmar Brasil
Fecha esta merda e manda os petistas e comunistas da EBC pedir emprego a Dória na TV Cultura com os mesmo salários da EBC. Vai ser muito dificil.
Eu não entendo como um cara que é comentarista de futebol na EBC e altamente discriminador ganha mais de R$ 20 Mil por mês para aparecer uma vêz por semana às noites de domingo pra falar merda e meter o pau nos times que não são do Rio de Janeiro. Vejam o Canal 11 domingo a noitee comprovem.
Sávio Morais
Menos empresas na mão do governo melhor, poiis políticos não se metem, diminuem corrupções e evitar ter uns bandos de incompetentes amiguinhos ter cargos de confianças lá
Samuel Cruz da Cunha
poderia servir como a BBC, na Englaterra! Mas a ignorância do louco e seus apoiadores não compreende o alcance! E tem quem acredita nas suas mentiras!