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26 de dezembro de 2025

26.12.25

A judicialização da saúde mental no Brasil: avanços, desafios e casos que moldam o futuro do direito ao cuidado emocional

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A judicialização da saúde mental no Brasil é um fenômeno que tem ganhado protagonismo nos últimos anos, marcado por uma quantidade crescente de ações voltadas ao acesso a tratamentos psicológicos e psiquiátricos, medicamentos de alto custo e internações necessárias que, muitas vezes, não são ofertadas de forma adequada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse movimento não se restringe ao Brasil — há precedentes no mundo inteiro que demonstram a importância do acesso ao cuidado mental como direito fundamental. Nos Estados Unidos, por exemplo, casos históricos como o O’Connor v. Donaldson — onde a Suprema Corte decidiu que um Estado não pode reter um indivíduo não perigoso em instituição psiquiátrica sem justificativa legal — mudaram profundamente a forma como o direito lida com liberdade e saúde mental civil. Wikipedia Isso demonstra que a judicialização, ainda que complexa, tem raízes profundas na busca por dignidade humana e proteção constitucional em contextos clínicos e sociais.


No Brasil, o marco constitucional que garante a saúde como direito de todos (artigos 6º e 196 da Constituição) impõe ao Estado a obrigação de oferecer acesso universal e igualitário aos serviços de saúde, incluindo os de saúde mental, como parte essencial da política pública de saúde. CNJ Isso significa que, quando o SUS não atende de forma eficaz as demandas por tratamento psicológico ou psiquiátrico, a população recorre ao Judiciário para assegurar aquilo que deveria ser garantido de forma estruturada e contínua. Esse cenário representa tanto uma conquista civilizacional, por reconhecer que sofrimento psíquico não pode ser negligenciado, quanto um sinal de alerta sobre a insuficiência das políticas públicas e a necessidade de reforma profunda na atenção à saúde mental.


Um dos principais avanços da judicialização foi a efetivação do direito individual à saúde mental por meio de decisões que obrigam a oferta de medicamentos de alto custo, terapias especializadas e tratamentos contínuos, mesmo quando o poder público não os oferece espontaneamente. Além disso, essa atuação judicial também fortaleceu o reconhecimento jurídico de transtornos mentais como questões de alta relevância social e constitucionais, rompendo com a ideia ultrapassada de que saúde mental seria assunto secundário ou restrito ao campo médico. Esse reconhecimento ajudou a trazer visibilidade às dores emocionais de milhões de brasileiros que, antes, não encontravam respaldo institucional ou humanizado diante de seu sofrimento.

No entanto, a judicialização enfrenta desafios estruturais que colocam em xeque sua eficácia sustentável. Um dos principais problemas é a desigualdade de acesso ao Judiciário: cidadãos com maior acesso à informação, suporte jurídico ou renda são mais propensos a conseguir decisões favoráveis do que aqueles em situação de vulnerabilidade social. Além disso, o volume de processos sobrecarrega a Justiça, gerando lentidão e, muitas vezes, decisões divergentes pelo país — situações que comprometem a uniformidade de critérios para concessão de tratamentos, medicamentos ou internações. Essa realidade revela um paradoxo importante: embora a Justiça seja acionada em defesa da saúde mental, ela não substitui políticas públicas eficientes e bem estruturadas.


Outro desafio crítico está relacionado às decisões sem base técnica adequada. Juízes e desembargadores, por mais sensíveis que sejam, nem sempre possuem formação específica em saúde mental, o que pode resultar em orientações judiciais que não respeitam as diretrizes clínicas necessárias ao cuidado contínuo. Esse problema já foi identificado por operadores do direito e especialistas no Brasil, que defendem a necessidade de maior integração entre decisões judiciais e pareceres técnicos, bem como a formação contínua de magistrados sobre questões complexas de saúde mental. esmat.tjto.jus.br


Casos envolvendo a judicialização das internações compulsórias também ilustram a necessidade de uma abordagem intersetorial. Estudos acadêmicos demonstram que demandas por internações — que muitas vezes deveriam ser tratadas em serviços comunitários — acabam sendo resolvidas em cenários judiciais que carecem de alinhamento com políticas de saúde pública, gerando desperdício de recursos e carecendo de eficácia no cuidado contínuo. Repositório UFMG


Exemplos práticos vividos por milhões de brasileiros mostram a face humana e judicial dessa realidade. São inúmeros os relatos de pessoas que dependem de decisões judiciais para ter acesso a medicamentos essenciais, como antidepressivos ou ansiolíticos — medicamentos estes que não são regularmente fornecidos pelo SUS e cujo custo pode comprometer grande parte da renda familiar. rsdjournal.org Em muitas dessas situações, a tutela provisória é a única maneira de garantir a sobrevivência emocional de pacientes que enfrentam sofrimento intenso e incapacitante, reforçando que a saúde mental não pode ser vista apenas como uma questão clínica isolada, mas sim como um direito social fundamental que atravessa dimensões jurídicas, éticas e humanas.


Para enfrentar esses desafios e construir um modelo mais equilibrado de judicialização, especialistas defendem algumas mudanças estruturais, como o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), ampliação de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), maior presença de psicólogos e psiquiatras no SUS e a elaboração de protocolos clínicos que possam orientar decisões judiciais de forma mais técnica e humanizada. Essas medidas sugerem que a solução deve ir além da Justiça e envolver políticas públicas robustas que diminuam a necessidade de recorrer ao Judiciário para garantir o direito à saúde mental.


Em síntese, a judicialização da saúde mental no Brasil representa tanto um símbolo de avanço civilizacional, por assegurar que o sofrimento psíquico não seja negligenciado, quanto um sinal de alerta sobre lacunas profundas em nossa política pública de saúde. Enquanto o Estado não promover uma reforma efetiva no acesso e na qualidade dos serviços de saúde mental, o Poder Judiciário continuará sendo acionado como caminho para assegurar direitos que, na constituição, já deveriam ser plenamente garantidos. O futuro da saúde mental no Brasil passa, inevitavelmente, por ações interdisciplinares que integrem Direito, Psicologia, Saúde Pública e políticas sociais, de forma a assegurar acesso humano, contínuo e igualitário ao cuidado emocional.



Valdivino Alves de Sousa é Psicólogo (CRP-SP 06/198683), Contador (CRC-SP 223709), Bacharel em Direito, Mestre em Educação, Matemático e Escritor. Site: www.valdivinosousa.com.br 




9 de abril de 2024

9.4.24

Governo de São Paulo Inicia Distribuição de Medicamentos à Base de Cannabis no SUS em Maio

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O único medicamento à base de Cannabis existente no Brasil é o Mevatyl (Crédito: Freepik)


Governo de São Paulo Inicia Distribuição de Medicamentos à Base de Cannabis no SUS em Maio


Alívio Médico com Cannabis: Uma Nova Abordagem para Doenças Raras e Neurológicas

O governo de São Paulo está dando um passo significativo em direção ao bem-estar dos pacientes que sofrem de condições médicas complexas, ao iniciar a distribuição de medicamentos à base de cannabis no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de maio. Esses medicamentos, derivados do canabidiol vegetal, serão fornecidos exclusivamente a pacientes com indicação médica para tratar síndromes raras ou distúrbios neurológicos, oferecendo uma nova perspectiva de tratamento.

Regulamentação para a Saúde: Uma Jornada de Colaboração

Em dezembro do ano passado, a regulamentação para a distribuição gratuita desses medicamentos foi estabelecida, um marco alcançado um ano após a sanção do projeto de lei pelo governador Tarcísio de Freitas. Esta iniciativa legislativa, proposta pelo deputado estadual Caio França, recebeu aprovação unânime pela Assembleia Legislativa de São Paulo em dezembro de 2022, refletindo um compromisso com o cuidado da saúde da população.

Cannabis: Da Proibição à Medicina

Embora a cannabis seja amplamente conhecida como a planta proibida, a maconha, ela também possui propriedades medicinais valiosas, comprovadas no tratamento de uma variedade de condições médicas, incluindo epilepsia refratária, dor crônica, Alzheimer, ansiedade, Parkinson e muitas outras. A lista abrange um total de 26 condições médicas reconhecidas.

Procedimentos para Acesso e Segurança dos Pacientes

A distribuição desses medicamentos estará sujeita a rigorosos protocolos de segurança e regulamentação. Os pacientes interessados precisam ter uma indicação médica específica e serão submetidos a acompanhamento periódico para garantir a eficácia e a segurança do tratamento. Além disso, é fundamental seguir os protocolos clínicos estabelecidos para otimizar os resultados terapêuticos.

Parcerias Essenciais para a Saúde Pública

A obtenção desses medicamentos estará disponível somente mediante autorização da Secretaria Estadual da Saúde e requer uma receita médica válida, preenchida e assinada por um profissional de saúde qualificado. A distribuição será realizada exclusivamente por meio das farmácias especializadas do governo, garantindo o controle e a segurança dos pacientes.

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Evolução Regulatória e Perspectivas Futuras

O Brasil testemunhou avanços significativos na regulamentação dos medicamentos à base de cannabis nos últimos anos. Desde 2014, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem autorizado a importação de alguns medicamentos contendo cannabis, e em 2019, regulamentou a pesquisa, produção e venda desses medicamentos no país. No entanto, é importante notar que, atualmente, as plantas ainda precisam ser importadas para a produção desses medicamentos.

Esta iniciativa representa não apenas um avanço na abordagem do tratamento de condições médicas complexas, mas também destaca a importância da colaboração entre governos, profissionais de saúde e a sociedade em geral para garantir o acesso a tratamentos eficazes e seguros para todos os cidadãos.

Fonte: Adaptado de G1


1 de abril de 2024

1.4.24

Descobrindo o Transtorno do Espectro Autista: Histórias de Superando e Conscientização

 

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Foto: Michal Parzuchowski/Pixabay

No dia 2 de abril, o mundo se une para celebrar o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para disseminar informações e combater o preconceito em relação ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esta é uma oportunidade para entendermos melhor essa condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Ricardo Fulgoni hoje é juiz de direito e atua na Justiça estadual do Paraná, onde tomou posse em 2022, pouco depois de descobrir o motivo de ter tanta dificuldade para se relacionar com outras pessoas.

Uma Jornada Pessoal: Desafios e Autodescoberta

A infância e adolescência de Ricardo foram marcadas por dificuldades de interação social e a sensação de ser incompreendido pelos colegas. Sua jornada culminou em um diagnóstico tardio de autismo, um momento que ele descreve como libertador. A compreensão de suas diferenças o impulsionou a seguir em frente, superando obstáculos e alcançando seus objetivos.

Os Desafios Durante a Pandemia: Um Momento de Reflexão

A pandemia de covid-19 trouxe novos desafios para Ricardo e muitos outros autistas. A quebra de rotina e o isolamento social afetaram profundamente sua saúde mental e sua capacidade de adaptação. Essa experiência ressalta a importância do apoio e compreensão da comunidade em relação às necessidades específicas das pessoas com TEA.

Desmistificando o Autismo: Conhecimento como Ferramenta de Aceitação

O diagnóstico tardio de autismo muitas vezes traz consigo uma sensação de alívio, pois explica as dificuldades enfrentadas ao longo da vida. No entanto, é essencial combater os estigmas e equívocos associados ao autismo, promovendo uma compreensão mais ampla e inclusiva dessa condição.

Um Olhar Profundo sobre o Autismo: Sintomas e Diagnóstico

O autismo é uma condição complexa que se manifesta de maneiras diversas, afetando áreas como interação social, comunicação e comportamento. O diagnóstico precoce é fundamental para garantir o acesso a intervenções e suportes adequados desde tenra idade, oferecendo melhores perspectivas de desenvolvimento para os autistas.

Desafios e Oportunidades: Inclusão e Acesso

Apesar dos avanços, as pessoas com autismo ainda enfrentam barreiras significativas no acesso a tratamentos, educação e emprego. A conscientização sobre essas questões é fundamental para promover políticas públicas mais inclusivas e garantir oportunidades iguais para todos.

“O transtorno do espectro do autismo é uma condição do desenvolvimento neurológico atípico, que se manifesta nos anos iniciais do desenvolvimento e que acarreta atipicidade nas áreas de interação social e de comunicação social”, explica o neuropsicólogo Mayck Hartwig, que trabalha com o atendimento clínico de adultos autistas.

Um Chamado à Ação: Promovendo a Compreensão e a Inclusão

À medida que celebramos o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, é crucial lembrar que todos têm um papel a desempenhar na criação de uma sociedade mais inclusiva e compassiva. Educando-nos, desafiando estigmas e defendendo a igualdade de oportunidades, podemos construir um mundo onde todos, independentemente de sua neurodiversidade, possam prosperar.


Fonte: Adaptado de Agência Brasil


31 de março de 2024

31.3.24

Entendendo o Transtorno Bipolar: Causas, Impacto na Vida dos Pacientes e Estratégias de Tratamento e Suporte

 

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entendendo o Transtorno Bipolar:  Causas, Impacto na Vida dos Pacientes e Estratégias de Tratamento e Suporte

Entendendo o Transtorno Bipolar

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 60 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com o transtorno bipolar, uma condição psiquiátrica que afeta cerca de 2,4% da população global. Caracterizado por mudanças extremas de humor, o transtorno bipolar leva os indivíduos a oscilarem entre períodos de depressão e euforia, também conhecida como fase maníaca.


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Foto: Arquivo Pessoal

Fases do Transtorno Bipolar

A psicóloga Edivaneide Oliveira, coordenadora do curso de psicologia da Estácio em Feira de Santana, ressalta que os sintomas podem ser divididos em duas fases distintas: euforia e depressão. Na fase de euforia, os pacientes experimentam uma sensação de extremo bem-estar, acompanhada por uma aceleração do pensamento e da fala, agitação, diminuição da necessidade de sono, entre outros sintomas. Já na fase depressiva, os sintomas incluem alterações de apetite, humor deprimido, fadiga, pensamentos recorrentes de morte ou suicídio, entre outros.

Causas e Impacto na Vida dos Pacientes

As causas exatas do transtorno bipolar ainda não são totalmente compreendidas, mas estudos sugerem uma base genética e alterações nos neurotransmissores do cérebro, como noradrenalina e serotonina. Este transtorno pode ter um alto impacto na vida do paciente e de seus familiares, comprometendo aspectos sociais, ocupacionais e outras áreas.

Tratamento e Suporte

O tratamento do transtorno bipolar envolve uma abordagem multidisciplinar, que inclui psicoterapia, uso de medicamentos e mudanças no estilo de vida. A psicoterapia familiar desempenha um papel crucial no suporte ao paciente e à família, ajudando a identificar comportamentos que possam desencadear os sintomas. Além disso, atividades de orientação psicoeducacional são essenciais para compartilhar informações sobre a doença e seu tratamento.

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Estilo de Vida Saudável

Edivaneide destaca a importância de um estilo de vida saudável, que inclui o fim do consumo de substâncias psicoativas, hábitos alimentares saudáveis, uma rotina regular de sono e a redução do estresse. Essas mudanças no estilo de vida podem complementar o tratamento médico e ajudar a manter os sintomas sob controle.

Ao abordar o transtorno bipolar de forma holística, pacientes e suas famílias podem encontrar apoio e estratégias eficazes para gerenciar essa condição complexa.

Fonte: Acorda Cidade 



28 de março de 2024

28.3.24

Reconhecendo a Depressão de Alto Funcionamento: Sinais, Perfil e Tratamento

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Getty Images

Enquanto a imagem tradicional da depressão nos remete a indivíduos reclusos e desanimados, há um grupo que vive uma realidade diferente: a depressão de alto funcionamento, também conhecida como "depressão disfarçada". Nesse cenário, os sintomas típicos podem ser camuflados por uma vida agitada e bem-sucedida, dificultando o reconhecimento tanto por parte do paciente quanto das pessoas ao seu redor.

Perfil dos deprimidos altamente funcionais

A depressão não é exclusiva de um perfil específico, mas estudos indicam que há certas características associadas aos que sofrem com a depressão de alto funcionamento. São indivíduos frequentemente sob pressão para alcançar alto desempenho em suas áreas profissionais ou acadêmicas. Essas pessoas enfrentam uma luta interna contra sentimentos de inadequação e autocrítica, mantendo uma fachada de normalidade. Esta categoria inclui desde estudantes exemplares até líderes de empresas, mães e pais dedicados à família. O disfarce dos sintomas pode retardar a busca por ajuda, agravando o quadro depressivo.

Como identificar a DAF?

Detectar a depressão de alto funcionamento é um desafio, mas alguns sinais podem indicar sua presença:

  • Perfeccionismo extremo: Estabelecem padrões muito altos para si mesmos, gerando sobrecarga emocional e mental.
  • Dificuldade em relaxar: Mesmo em momentos de lazer, persiste a preocupação com desempenho e responsabilidades.
  • Fadiga persistente: Sentem-se constantemente cansados, mesmo após períodos de descanso.
  • Isolamento social: Ocultam seus verdadeiros sentimentos por medo de julgamento.
  • Insônia ou distúrbios do sono: Pensamentos acelerados e cobranças constantes interferem no sono.
  • Persistência de sentimentos negativos: Apesar de sucesso externo, mantêm sentimentos de tristeza e vazio.
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Conhecer esses sinais é crucial para buscar ajuda profissional adequada quando necessário.

O tratamento

Assim como na depressão convencional, o tratamento da depressão de alto funcionamento requer uma abordagem multidisciplinar. Terapia psicológica aliada ao uso de antidepressivos costuma ser recomendada, sob orientação médica. Além disso, adotar hábitos saudáveis, como sono regular, alimentação balanceada e exercícios físicos, pode auxiliar no manejo dos sintomas, mas não substitui o acompanhamento profissional.

Ao reconhecer e compreender a depressão de alto funcionamento, podemos oferecer suporte adequado a quem enfrenta essa condição e contribuir para uma abordagem mais eficaz na luta contra a doença.

Fonte: Adaptado de Metrópoles