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20 de fevereiro de 2026

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 20 de fevereiro de 2026

20.2.26

Você se considera frágil nas relações, sejam sociais ou amorosas?

 

A fragilidade emocional não é fraqueza: é um sinal de experiências não resolvidas que impactam vínculos, autoestima e identidade.
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A fragilidade emocional não é fraqueza: é um sinal de experiências não resolvidas que impactam vínculos, autoestima e identidade.


Introdução: Fragilidade emocional nas relações – uma questão de identidade e pertencimento

Sentir-se frágil nas relações sociais ou amorosas é uma experiência mais comum do que se imagina, embora muitas pessoas tenham vergonha de admitir. A fragilidade emocional não é sinônimo de fraqueza de caráter, mas pode representar a construção histórica de inseguranças, medos e experiências mal elaboradas ao longo da vida. Quando alguém apresenta medo excessivo de perder vínculos, necessidade intensa de validação e dificuldade em impor limites, estamos diante de um fenômeno psicológico que envolve autoestima, identidade e estruturação do eu.

De acordo com Bowlby (1989), a qualidade dos vínculos estabelecidos na infância influencia profundamente os relacionamentos na vida adulta. Experiências de abandono, rejeição ou instabilidade afetiva podem gerar padrões de apego inseguros que se repetem inconscientemente. Assim, o indivíduo passa a interpretar qualquer sinal de distanciamento como ameaça de abandono real, desenvolvendo comportamentos de submissão emocional para evitar perdas.

A fragilidade relacional, portanto, não nasce no presente. Ela é construída ao longo de trajetórias marcadas por experiências que ensinaram o sujeito que o amor pode ser retirado a qualquer momento. Essa crença, internalizada, molda comportamentos e decisões futuras.


A origem da insegurança emocional: experiências precoces e construção do apego

A Teoria do Apego, desenvolvida por John Bowlby (1989), destaca que a relação estabelecida com figuras cuidadoras influencia diretamente a percepção que o indivíduo terá de si mesmo e dos outros. Quando a criança vivencia abandono, críticas constantes ou instabilidade emocional, ela pode desenvolver apego ansioso ou evitativo. Esses padrões repercutem na vida adulta em forma de insegurança intensa nas relações.

Segundo Ainsworth (1978), indivíduos com apego ansioso tendem a buscar confirmação constante de afeto, demonstrando medo exacerbado de rejeição. Essa necessidade de validação pode se manifestar como ciúme excessivo, dependência emocional ou submissão às vontades do outro. A pessoa passa a acreditar que precisa agradar constantemente para ser amada.

Além disso, experiências de rejeição repetidas na adolescência e juventude reforçam crenças negativas centrais, conceito amplamente discutido por Beck (1997) na Terapia Cognitivo-Comportamental. Crenças como “não sou suficiente” ou “vou ser abandonado” tornam-se esquemas cognitivos que influenciam comportamentos futuros.


VEJA O VÍDEO



Fragilidade não é fraqueza: a diferença entre sensibilidade e dependência emocional


É importante diferenciar fragilidade emocional de sensibilidade saudável. A sensibilidade é uma capacidade empática e relacional, enquanto a fragilidade relacional está associada à dificuldade de sustentar a própria identidade diante do outro.

Rogers (1961) afirma que a congruência entre o self real e o self ideal é essencial para relações saudáveis. Quando o indivíduo se molda constantemente para agradar, ele se distancia de sua autenticidade. A necessidade excessiva de aprovação impede o desenvolvimento de relações equilibradas.

A dependência emocional, por sua vez, ocorre quando o indivíduo coloca o outro como fonte exclusiva de segurança e validação. Segundo Bauman (2004), na modernidade líquida, os vínculos tornaram-se mais frágeis, intensificando a ansiedade de abandono. Isso potencializa comportamentos de apego inseguro e medo constante de rejeição.


O medo de desagradar e a dificuldade de impor limites

Um dos sinais mais evidentes da fragilidade nas relações é o medo intenso de desagradar. Pessoas com esse padrão frequentemente evitam conflitos a qualquer custo, silenciam opiniões e aceitam situações que as machucam para manter o vínculo.

Segundo Cloud e Townsend (1992), a dificuldade em estabelecer limites está diretamente relacionada à culpa internalizada e ao medo de rejeição. O indivíduo acredita que, ao dizer “não”, perderá o amor ou a aprovação do outro. Essa dinâmica gera um ciclo de autoanulação.

A ausência de limites claros compromete a autoestima. Como afirma Rosenberg (1965), a autoestima saudável depende da capacidade de autoaceitação e respeito próprio. Quando a pessoa ignora suas necessidades, ela reforça a crença de que não é digna de consideração.


A anulação do self e suas consequências psicológicas

A autoanulação é um dos efeitos mais prejudiciais da fragilidade relacional. Ao se moldar constantemente às expectativas alheias, o indivíduo perde contato com seus próprios desejos, valores e identidade.

Winnicott (1965) descreve o conceito de “falso self”, que surge quando a pessoa desenvolve uma personalidade adaptativa para sobreviver emocionalmente. Essa estrutura pode funcionar por um tempo, mas gera profundo vazio interno e sensação de não pertencimento.

A longo prazo, essa dinâmica pode desencadear ansiedade, depressão e crises de identidade. O sujeito passa a questionar quem realmente é, pois sempre viveu para atender expectativas externas.


Relações saudáveis exigem identidade fortalecida

Relacionamentos equilibrados não são construídos sobre medo, mas sobre escolha consciente. Para que haja vínculo saudável, é necessário que cada indivíduo tenha identidade estruturada e autoestima consolidada.

Segundo Maslow (1954), a necessidade de pertencimento é legítima, mas só pode ser plenamente satisfeita quando as necessidades básicas de segurança e autoestima estão minimamente atendidas. Caso contrário, o vínculo torna-se mecanismo de compensação emocional.

Identidade fortalecida significa reconhecer limites, valores e necessidades próprias. Significa compreender que o amor não exige autoanulação, mas reciprocidade.


Estratégias para fortalecer a autoestima e superar a fragilidade relacional

Superar a fragilidade emocional exige autoconhecimento e, muitas vezes, acompanhamento psicológico. A psicoterapia possibilita identificar crenças disfuncionais e reconstruir padrões de relacionamento.

Beck (1997) destaca que a reestruturação cognitiva permite modificar pensamentos automáticos negativos. Ao questionar crenças como “vou ser abandonado”, o indivíduo começa a desenvolver novas formas de interpretar situações.

Além disso, práticas de assertividade, como descritas por Alberti e Emmons (2008), auxiliam no desenvolvimento da capacidade de expressar sentimentos e necessidades sem agressividade ou submissão.

Outro aspecto essencial é aprender a tolerar a possibilidade de rejeição. Relações saudáveis não garantem ausência de conflitos, mas garantem respeito mútuo.


O ciclo da insegurança e como interrompê-lo

A fragilidade relacional cria um ciclo: medo de abandono → comportamento de submissão → autoanulação → perda de autoestima → aumento do medo. Interromper esse ciclo exige consciência e ação.

Segundo Frankl (1984), o ser humano possui liberdade interior para ressignificar experiências. Reconhecer padrões repetitivos é o primeiro passo para transformá-los.

É fundamental compreender que não é possível controlar o comportamento do outro, mas é possível fortalecer a própria estrutura emocional. Ao assumir responsabilidade pelo próprio crescimento, o indivíduo deixa de viver em função do medo.


Considerações finais: Fragilidade como ponto de partida para crescimento

Sentir-se frágil nas relações não é motivo de vergonha. É um sinal de que há feridas emocionais que precisam ser cuidadas. A fragilidade, quando reconhecida, torna-se oportunidade de reconstrução interna.

Relações saudáveis exigem identidade fortalecida, autoestima estruturada e capacidade de impor limites. O amor não deve ser sustentado pelo medo da perda, mas pela liberdade de escolha e reciprocidade.

Ao desenvolver autoconhecimento e buscar apoio quando necessário, é possível transformar insegurança em maturidade emocional. A fragilidade deixa de ser prisão e torna-se caminho de crescimento pessoal e relacional.




 Valdivino Alves de Sousa
 Psicólogo – CRP 06/198683
📲 Instagram: @profvaldivinosousa




Referências 

AINSWORTH, M. D. S. Patterns of attachment. Hillsdale: Erlbaum, 1978.

BAUMAN, Z. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.

BECK, A. T. Terapia cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 1997.

BOWLBY, J. Apego e perda. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

CLOUD, H.; TOWNSEND, J. Limites. São Paulo: Vida, 1992.

FRANKL, V. Em busca de sentido. Petrópolis: Vozes, 1984.

MASLOW, A. Motivation and personality. New York: Harper & Row, 1954.

ROGERS, C. Tornar-se pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 1961.

ROSENBERG, M. Society and the adolescent self-image. Princeton: Princeton University Press, 1965.

WINNICOTT, D. W. O ambiente e os processos de maturação. Porto Alegre: Artmed, 1965.




4 de março de 2024

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 4 de março de 2024

4.3.24

A importância da comunicação não verbal nas relações interpessoais

 

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Jovem caucasiana isolada em fundo de estúdio laranja em neon Conceito de expressão facial de emoções humanas - https://br.freepik.com/fotos-gratis/


A importância da comunicação não verbal nas relações interpessoais

Introdução

A comunicação não verbal desempenha um papel fundamental em nossas interações diárias, influenciando significativamente a forma como nos conectamos e nos relacionamos com os outros. Enquanto muitas vezes nos concentramos apenas nas palavras que dizemos, é importante reconhecer o impacto poderoso que gestos, expressões faciais e linguagem corporal têm em nossa comunicação. Neste artigo, exploraremos a importância da comunicação não verbal nas relações interpessoais e como podemos aprimorar essa habilidade para melhorar nossos relacionamentos pessoais e profissionais.

Expressões faciais e emoções: a linguagem universal

Nossa capacidade de interpretar as expressões faciais dos outros desempenha um papel crucial na compreensão das emoções e intenções por trás de suas palavras. Sorrisos, franzir a testa, olhares e outras expressões faciais transmitem uma riqueza de informações sobre como uma pessoa se sente em determinado momento. Mesmo em diferentes culturas ao redor do mundo, as expressões faciais geralmente são reconhecidas de forma semelhante, tornando-as uma forma de comunicação universalmente compreendida.

Linguagem corporal: o que nosso corpo está dizendo

Assim como as expressões faciais, nossa linguagem corporal comunica mensagens poderosas sobre nossas emoções e atitudes. Gestos, postura, movimentos e até mesmo a proximidade física entre as pessoas podem influenciar a percepção e o entendimento mútuo em uma interação. Uma postura aberta e relaxada pode indicar confiança e receptividade, enquanto gestos agitados ou uma postura tensa podem sugerir desconforto ou ansiedade. Ao prestar atenção à sua própria linguagem corporal e à dos outros, é possível melhorar a qualidade de suas interações interpessoais.

A importância do contato visual

O contato visual é uma forma poderosa de comunicação não verbal que demonstra interesse, confiança e respeito pelo interlocutor. Manter contato visual durante uma conversa indica que você está engajado e presente na interação, transmitindo uma mensagem de interesse e atenção. Por outro lado, evitar o contato visual pode ser interpretado como desinteresse, falta de confiança ou até mesmo desonestidade. Praticar o contato visual adequado pode ajudar a construir conexões mais profundas e significativas com os outros.

Tom de voz e entonação

Embora muitas vezes nos concentremos no que dizemos, o modo como dizemos as palavras também é crucial para a comunicação eficaz. O tom de voz, a entonação e até mesmo a velocidade com que falamos podem transmitir uma variedade de emoções e intenções. Um tom de voz calmo e suave pode transmitir tranquilidade e empatia, enquanto um tom de voz elevado e agressivo pode indicar raiva ou frustração. Ao ser consciente de como você está comunicando verbalmente, você pode melhorar sua capacidade de se expressar e entender os outros com mais clareza.

A importância da congruência na comunicação

Um aspecto fundamental da comunicação não verbal é a congruência entre as diferentes formas de comunicação. Para que uma mensagem seja compreendida de forma eficaz, é essencial que as palavras, expressões faciais, linguagem corporal e tom de voz estejam alinhados. Inconsistências entre esses elementos podem levar à confusão ou à interpretação errônea das intenções do comunicador. Ao praticar a congruência na comunicação, é possível aumentar a clareza e a eficácia de suas interações interpessoais.

Conclusão

Em resumo, a comunicação não verbal desempenha um papel crucial em nossas interações diárias, influenciando a forma como nos relacionamos e nos conectamos com os outros. Ao reconhecer a importância das expressões faciais, linguagem corporal, contato visual, tom de voz e congruência na comunicação, podemos aprimorar nossas habilidades interpessoais e construir relacionamentos mais positivos e significativos em todas as áreas de nossas vidas. Ao praticar a conscientização e aprimorar nossas habilidades de comunicação não verbal, podemos fortalecer nossos relacionamentos e alcançar maior sucesso pessoal e profissional.


Da Redação, publicado em 04/03/2024



7 de fevereiro de 2024

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 7 de fevereiro de 2024

7.2.24

6 comportamentos silenciosos que fazem as pessoas terem ranço de você

 

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(Foto: Ilustração/Pexels/Éva)

6 comportamentos silenciosos que fazem as pessoas terem ranço de você

Esses comportamentos, muitas vezes imperceptíveis, podem influenciar negativamente as relações

Talvez você não perceba, mas algumas atitudes silenciosas podem gerar desconforto e até mesmo fazer as pessoas terem ranço de sua companhia.

Esses comportamentos, muitas vezes imperceptíveis, podem influenciar negativamente as relações, e abrem espaço para a toxicidade.

Lembre-se, as ações têm um impacto significativo na forma como os outros nos veem, ao estar ciente dessas atitudes, procure promover conexões mais positivas e saudáveis.

Matéria do site Portal 6 - Por Ruan Monyel

Leia mais em:  https://portal6.com.br/2024/01/19/6-comportamentos-silenciosos-que-fazem-as-pessoas-terem-ranco-de-voce/


27 de dezembro de 2023

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 27 de dezembro de 2023

27.12.23

O homem precisa ter ereção o tempo todo? Especialista fala sobre comportamento nocivo; assista

Sexóloga clínica Cláudia Meirelles desvendou um mistério  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

O homem precisa ter ereção o tempo todo? Especialista fala sobre comportamento nocivo; assista

O podcast "Foi bom pra você?", transmitido pela BNEWS TV, abordou temas intrigantes, como sexualidade na terceira idade e as dinâmicas nas relações entre homens e mulheres.

Durante uma entrevista com a sexóloga Mayara Magalhães, a sexóloga clínica Cláudia Meirelles desvendou um mistério que frequentemente causa preocupação em muitos casais.

Assista o vídeo


Matéria do site:  B News - Por Pietro Baddini 

Linkhttps://www.bnews.com.br/noticias/bnews-tv/o-homem-precisa-ter-erecao-o-tempo-todo-especialista-fala-sobre-comportamento-nocivo-assista.html




26 de novembro de 2023

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 26 de novembro de 2023

26.11.23

Os Relacionamentos Amorosos Através De Aplicativos E Redes Sociais: Os Possíveis Impactos À Saúde Mental Dos Usuários

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Photo by Dan Nelson on Unsplash
 

Os Relacionamentos Amorosos Através De Aplicativos e Redes Sociais: Os Possíveis Impactos À Saúde Mental Dos Usuários


Artigo aprovado como Trabalho de Conclusão de Curso – TCC para a obtenção do título de Bacharel em Psicologia - São Paulo -SP. Ano: 2023.  

E-mail do autor: valdivinosousa.mat@gmail.com


Os Relacionamentos Amorosos Através De Aplicativos e Redes Sociais: Os Possíveis Impactos À Saúde Mental Dos Usuários. Artigo (Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia) - Universidade Anhanguera de São Paulo, p. 1-15. 2023




   Valdivino Alves de Sousa    
  • Universidade Anhanguera de São Paulo -SP

RESUMO

Na era do amor fluido e das relações virtuais, os indivíduos passam a manter relações frouxas para desvendá-las rapidamente. Nesse contexto, conforme a análise, os relacionamentos amorosos aparecem como uma forma que interage tanto com fatores positivos quanto negativos para contribuir com a qualidade de vida e sofrimento psíquico. A tecnologia avança em um ritmo que não conseguimos acompanhar, o número de computadores e smartphones com acesso à internet cresce a cada dia e os relacionamentos virtuais na era digital são cada vez mais numerosos. Este estudo é relevante porque cresce a cada dia o número de pessoas que utilizam aplicativos de namoro, e, por outro lado, cresce também o número de golpes e crimes por parte de pessoas mal-intencionadas que visam prejudicar os usuários. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa foi apresentar os possíveis impactos na saúde mental destes usuários que usam aplicativos de namoro e redes sociais em relacionamentos amorosos. O tipo de pesquisa realizada foi uma revisão bibliográfica qualitativa e descritiva na qual foram selecionados livros, teses e artigos científicos através de buscas, em sites de banco de dados como: Scielo e Google Acadêmico.


Palavras-chave: 

Relacionamentos Amorosos. Aplicativos. Redes Sociais. Saúde
mental.


 Como citar este artigo: 
SOUSA, Valdivino Alves de. Os Relacionamentos Amorosos Através De Aplicativos e Redes Sociais: Os Possíveis Impactos À Saúde Mental Dos Usuários. Artigo (Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia) - Universidade Anhanguera de São Paulo, p. 1-15. 2023. Disponível em: <https://www.top10news.com.br/2023/11/os-relacionamentos-amorosos-atraves-de.html>. Acesso em: (dia) (mês). (ano).




REFERÊNCIAS

ACSELRAD, Marcio; BARBOSA, Rafaelly Rocha Lima. O amor nos tempos do Tinder: Uma análise dos relacionamentos amorosos na contemporaneidade a partir da compreensão de adultos e jovens adultos. Estud. pesqui. psicol., Rio de Janeiro v.17, n.1, p.161-180, jan. 2017. Disponível em:http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812017000100010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em: 12  Mar. 2023.

 BORGES, Cassepp Vicente; LANA, Érica de. Aplicativos de relacionamento: Conhecendo o crush na era digital. In: NUNAN, Adriana; PENIDO, Maria Amélia. Relacionamentos amorosos na era digital. 1ª. ed. São Paulo: Editora dos Editores, 2019. v. 1, cap. 2, p. 35-48.

BASTOS, Gustavo Grandini.  Os sujeitos-gays nas tramas da(s) rede(s): o discurso sobre os aplicativos de relacionamento. Ribeirão Preto, 2018.328 p. : il. ; 30 cm.  Tese de Doutorado, apresentada à Faculdade de Filosofia,Ciências e Letras de Ribeirão Preto/USP. Área de concentração:Psicologia.Disponível em:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59142/tde-25082018-224849/publico/gustavograndinibastosversaocorrigida.pdf. Acesso em: 15  Mar. 2023

DOMINGO, Espetacular. Como não cair em um golpe virtual amoroso? Especialista dá dicas | DE Responde. Disponível em: https://recordtv.r7.com/domingo-espetacular/conteudo-exclusivo/de-responde/videos/como-nao-cair-em-um-golpe-virtual-amoroso-especialista-da-dicas-de-responde-26022023,  Reportagem na íntegra, Fev. 2023. Disponível em: https://youtu.be/2dqSoZaHW8E.  Acesso em: 20 Mar. 2023. 

LIVEIRA, Rosangela Frota A internet na vida dos casais contemporâneos. Monografia (Programa de pós-graduação do Departamento de Psicologia) - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro -PUC-RJ, p. 15-47. 2018. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/56948/56948.PDF.   Acesso em: 10  Mar. 2023.

MOREIRA, Jacqueline de Oliveira; LIMA, Nádia Laguárdia; STENGEL, Márcia; PENA, Breno Ferreira; SALOMÃO, Breno Ferreira. A exposição do amor na internet: público ou íntimo?.Arq. bras. psicol. vol. 69,  n.1, Rio de Janeiro,  2017. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812017000100010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt . Acesso em: 12  Mar. 2023

MELO, Fernando Nícolas de Araújo;  MACIEL, Larissa Emanuelle Pereira do Vale; CARLOS, Pedro Víctor do Vale;  SANTOS, Joseylson Fagner dos. It’s a Match: Uma Análise das Mudanças Sofridas pelas Dinâmicas de Relacionamentos Através do Aplicativo Tinder.. XVIII Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – Caruaru - PE – Jul. 2016. Disponível em:https://www.portalintercom.org.br/anais/nordeste2016/resumos/R52-1714-1.pdf. Acesso em: 16  Mar. 2023.

NUNAN, Adriana; FIGUEIREDO, Cristiane. Relacionamentos amorosos à distância e golpes na internet. In: NUNAN, Adriana; PENIDO, Maria Amélia. Relacionamentos amorosos na era digital. 1ª. ed. São Paulo: Editora dos Editores, 2019. v. 1, cap. 6, p. 77-89.

PAURA, Marcelo Dias Carvalho; GASPAR, Danielle. OS RELACIONAMENTOS AMOROSOS NA ERA DIGITAL: Um Estudo de Caso do Site Parperfeito. Estação Científica - Juiz de Fora, no17, jan – jun / 2017. Disponível em: https://portal.estacio.br/media/3728713/os-relacionamentos-amorosos-na-era-digital.pdf. Acesso em: 18  Mar. 2023.               

ROSSET, S. M. (2004). O casal de cada dia. Curitiba-PR

SCORSOLINI-Comin, F. (2009a). Casar, verbo (in)transitivo: Conjugalidade, bem-estar subjetivo e satisfação conjugal na perspectiva da psicologia positiva. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP.      

SCORSOLINI-Comin, F. (2012b). Por uma nova compreensão do conceito de bem-estar: Martin Seligman e a psicologia positiva. Paidéia, 22(53), 433-435.

 SCORSOLINI-Comin, F., & SANTOS, M. A. dos (2009c). Casar e ser feliz: Mapeando a mensuração da satisfação conjugal. Psico, 40(4), 430-437.    

SCORSOLINI-Comin, F., & SANTOS, M. A. dos (2010d). Sustentabilidade dos afetos: Notas sobre a conjugalidade como dimensão de análise da família na contemporaneidade. Psychologica, 53, 259-274.   

 SCORSOLINI-Comin, F., & Santos, M. A. dos (2010e). Satisfação com a vida e satisfação diádica: Correlações entre construtos de bem-estar. Psico-USF, 15(2), 249-256.       







21 de maio de 2022

       

Por Redação Top10News

Publicado em: 21 de maio de 2022

21.5.22

As dificuldades nas relações sociais entre gays maduros

 

Não adianta querer parar o tempo, pois ele chega para qualquer um. A partir dos 50 anos os gays masculinos tem tendência de querer congelar o tempo, pois não aceitam o envelhecimento como processo natural e com esse fenômeno o comportamento e atitudes também mudam para além do convencional.

As dificuldades nas relações sociais entre gays maduros

Não adianta querer parar o tempo, pois ele chega para qualquer um. A partir dos 50 anos os gays masculinos tem tendência de querer congelar o tempo, pois não aceitam o envelhecimento como processo natural e com esse fenômeno o comportamento e atitudes também mudam para além do convencional.

É a partir dessa fase e depois de uma série de frustrações amorosas que uma parcela se atira no sexo sem segurança, além de correr riscos de contrair doenças ficam vulneráveis aos oportunistas de plantão.

A facilidade de comunicação através de aplicativos e redes sociais facilita os contatos, principalmente para o prazer, mas condiciona ao isolamento social. Como se não bastasse o isolamento próprio da idade e da homossexualidade as tecnologias também isolam o ser humano por dependência psíquica, dai muda-se comportamentos e sem perceber estão presos num mundo vazio de buscas por prazer enquanto as relações sociais ficam fora do radar.

Caro leitor, você conhece gay maduro ou idoso que usa redes sociais sem fins sexuais? Sim, existem, mas é minoria.

Talvez seja essa a visão dos jovens que gostam de maduros têm dos mais velhos. Querem apenas sexo e nada de compromissos. Por outro lado, tem aqueles maduros que buscam um parceiro, justamente para preencher o vazio e o isolamento e se permitem às relações tediosas e de confinamento. Há exceções, há sentimentos, mas no geral é assim mesmo.

Caramba os gays são seres humanos e fazem tudo o que qualquer simples mortal faz, logo não há porque rotulá-los de promíscuos e sedentos por prazer.

Os próprios gays maduros tem uma visão distorcida de seus pares e fica a sensação de que tudo no mundo gay é sexo, bebidas, saunas, farras e que não existem aqueles que gostam de relações sociais pautadas em diálogo e conversas que agregam valores culturais, como literatura, música e eventos diversos. Aliás, nos dias atuais está difícil encontrar amigos.

É claro, também, as afinidades são primordiais nas relações. Pergunto: Porque um gay maduro não pode ter relações de amizade sem interesse?

Tudo bem é difícil manter vínculos sociais com outros gays e esta realidade ninguém mostra, porque vejo TV, Internet e parece um mar de rosas, mas por traz das cortinas desse faz-de-contas a realidade dos maduros é outra. Hoje a cena LGBT não é para maduros e idosos, mas para os jovens e o que é bom para eles não é bom para os mais velhos.

O cenário atual principalmente nos grandes centros urbanos é repleto de opções, mas faltam pessoas para compartilhar outros espaços e outras conversas.

Como disse um falecido amigo: O tempo presente é o meu mundo, seja ele na juventude ou na velhice.

Partindo da premissa de que boa parcela dos maduros e idosos vive no armário não é fácil encontrar alguém para compartilhar momentos de lazer sem interesses. Esses gays não querem vínculos de amizades para não comprometer a imagem construída ao longo da vida e não querem ser identificados como homossexuais.

Há exceções, porque alguns mantém vínculos com pequenos grupos, aliás, esses grupos se formam ou se mantém no decorrer de anos de amizade e convivência.

Então é cada um no seu quadrado porque na velhice a volta ao gueto é uma condição senão obrigatória, talvez transitória para a interação social entre os homossexuais.

 

  - do Blog Grisalhos 

Disponível em: https://grisalhos.wordpress.com/2018/08/24/as-dificuldades-nas-relacoes-sociais-entre-gays-maduros/