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8 de novembro de 2023

8.11.23

Comissão aprova política de indução à docência na educação básica

 

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Comissão aprova política de indução à docência na educação básica

A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta terça-feira (7) um projeto de lei que cria a Política Nacional de Indução à Docência na Educação Básica. O PL 3.824/2023 foi apresentado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR) e obteve relatório da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), com emenda que substitui o texto original, prevendo que as ações relacionadas à política sejam classificadas como prioritárias ou complementares. 

Após votação em segundo turno, o texto seguirá para a Câmara dos Deputados.

A proposição tem como objetivo atrair estudantes de graduação para serem professores em escolas públicas de educação básica brasileiras. Entre os princípios da política está a melhoria da qualidade da educação básica no país e a valorização de seus docentes. Já entre as medidas para a implementação da política, segundo a matéria, estão:

  • Aprimoramento dos concursos e programas de recrutamento e seleção de novos docentes;
  • Envolvimento dos graduandos em atividades de pesquisa e extensão nas escolas de educação básica;
  • Desenvolvimento de campanhas públicas para a divulgação, sobretudo em universidades, das características da carreira, benefícios financeiros e intelectuais, perspectivas de desenvolvimento profissional, entre outros;
  • Oferta de bolsas de estudos nos cursos de pedagogia e licenciaturas, especialmente nas áreas em que houver falta de professores;
  • Incentivos para que os alunos participem de atividades em escolas de educação básica localizadas em áreas rurais, regiões remotas ou com desafios educacionais específicos.

Apagão

Arns justifica o projeto pelo que chamou de "apagão docente", termo utilizado para a falta de profissionais da educação básica devido aos baixos salários, falta de prestígio da atividade, envelhecimento dos profissionais atuais e abandono precoce da carreira. O senador explica que, além de aumentar a remuneração, a promoção da docência na educação básica como uma carreira com foco em alunos com melhores desempenhos acadêmicos, incentivos e recompensas intelectuais e profissionais também poderão atrair os estudantes.

“Entendemos ser possível e necessário aprimorar outras práticas dos sistemas de ensino quanto à atração e à valorização docente para além da remuneração. Isso porque, ainda que eventualmente sejam professores excelentes e bem pagos, se os alocarmos em sistemas ruins, o sistema muito provavelmente os vencerá”, argumenta Arns na justificação do projeto.

Para a Professora Dorinha, os principais motivos para a baixa procura na profissão se encontram na formação, carreira e remuneração. Para tanto, a relatora sugeriu, por meio de texto que substitui o original, que as ações relacionadas à política instituída sejam classificadas como prioritárias ou complementares, de forma a direcionar a ação do poder público em sua implementação.

"Também procuramos dar prioridade às estratégias de formação que ocorram no sistema público, em tempo integral e na modelo presencial, de forma a qualificar ainda mais a implementação da política, bem como a ampliar o seu alcance social", destacou a senadora no seu relatório.

Fonte: Agência Senado



6 de fevereiro de 2022

6.2.22

Estudo aponta tendências de comportamento dos consumidores que podem afetar o turismo

O relatório “Principais Tendências Globais de Consumo 2022” define as tendências que devem nortear o comportamento dos consumidores a partir de agora.

O relatório “Principais Tendências Globais de Consumo 2022” define as tendências que devem nortear o comportamento dos consumidores a partir de agora.

*Por Amadeu Castanho

A empresa global de pesquisa de mercado Euromonitor International acaba de divulgar um estudo em que lista as 10 principais tendências globais de comportamento que devem passar a afetar o consumo.

Entre as tendências listadas no relatório “Principais Tendências Globais de Consumo 2022”, de 59 páginas, seis provavelmente terão maior repercussão no mercado de turismo, embora esse não seja o foco principal do estudo. Confira:

Idosos Digitais: Durante o período de pandemia, o isolamento levou os consumidores mais velhos a terem mais intimidade com compras pela Internet e a se familiarizarem com sites e aplicativos onde outros consumidores avaliam produtos e fornecedores turísticos, potencializando o efeito de eventuais avaliações negativas.

Enquanto o mundo se fechava, os consumidores mais idosos foram forçados a ficar online e agora, familiarizados e confortáveis com a tecnologia, têm maior autonomia para fazer compras e utilizar serviços virtuais, o que oferece às empresas a oportunidade de adaptar sua experiência digital para direcionar e atender às necessidades desse novo público.

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Pessoas com mais de 60 anos são o grupo predominante na faixa de renda superior, respondendo por quase um quarto dela, o que torna os consumidores mais idosos um alvo importante para as empresas, que devem otimizar sites, aplicativos e perfis em redes sociais e sites para atender às necessidades dos Idosos Digitais para capturar seu poder de compra.

Mais de 65% dos consumidores com mais de 60 anos buscam ter uma vida mais simples. Para atender bem esse grupo, as empresas precisam adotar soluções digitais simples e diretas, pois se o uso de produtos ou serviços for confuso, os Idosos Digitais vão optar pelos concorrentes.

Sempre com um Plano B: Segundo os especialistas da Euromonitor, os consumidores encontram soluções criativas para comprar os produtos desejados ou pesquisar as melhores opções.

Trocando em miúdos, o consumidor tende a estar aberto a ofertas de novos fornecedores caso não encontre o que busca no seu fornecedor habitual, seja viajar em outras datas, explorar outras opções de destino ou mesmo pesquisar ofertas de outros fornecedores.

O estudo aponta a adesão dos consumidores a serviços de assinatura e às compras em grupo, além de destacar que, quando frustrados, eles se voltam para a segunda melhor opção, buscando alternativas e, em alguns casos, adiando suas compras ou mudando os seus hábitos de consumo.

Em Busca do Amor Próprio: O estudo aponta que autenticidade, aceitação e inclusão são as prioridades de escolhas de estilo de vida e hábitos de gastos à medida que os consumidores adotam sua verdadeira essência.

A Grande Renovação da Vida: A pandemia levou os consumidores a uma Grande Renovação da Vida, resultando em drásticas mudanças pessoais e em um recomeço coletivo em relação a valores, estilos de vida e objetivos.

As empresas precisam oferecer políticas e produtos que agreguem valor e apoiem o crescimento pessoal para impulsionar a lealdade.

O Paradoxo da Socialização: Em 2021, 76% dos consumidores do mundo adotaram precauções de saúde e segurança ao saírem de casa. Isso muito provavelmente vai impactar viagens em grupo.

A tendência é de que distanciamento social, uso de ambientes mais abertos, uso de máscaras e outros cuidados de higiene passem a fazer parte de nossa vida nos próximos anos e precisam se refletir nos produtos turísticos oferecidos.

Aficionados Financeiros: A tendência é que os consumidores ampliem seus conhecimentos e segurança em relação matéria financeira. Mais da metade dos consumidores no mundo acredita que estará melhor financeiramente nos próximos cinco anos.

Se por um lado isso oferece uma perspectiva positiva para os próximos anos, ao mesmo tempo implica em que os consumidores analisem melhor suas decisões de compra, evitando produtos e serviços que não lhes ofereçam reais benefícios ou que embutam eventuais encargos que possam afetar a sua estabilidade financeira.

“As empresas precisam se transformar para acompanhar as preferências em rápida evolução dos consumidores”, resume Alison Angus, Head de Lifestyles da Euromonitor International. “Simplesmente voltar a adotar práticas anteriores à pandemia não deve gerar os mesmos resultados daqui para frente”.

O download do estudo completo da Euromonitor pode ser feito pelo link https://go.euromonitor.com/rs/805-KOK-719/images/wpGCT22PG-v0.4.pdf

 

* Fonte: Diário do Turismo

 

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2 de outubro de 2021

2.10.21

As crianças que esqueceram como ler e escrever durante a pandemia

 

Unicef ​​afirma que 86 milhões de menores só na América Latina não voltaram à escola; elas passaram a ser chamadas de 'geração perdida'.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato quadrado. Uma ilustração com duas crianças, uma menina e um menino. Eles estão sentados em uma mesma carteira, e seguram um livro, com capa na cor laranja. Do livro, saem várias letras e figuras coloridas. Disponível em: https://www.portalacesse.com/o-jogo-dos-sons-na-educacao-infantil/shutterstock_255546268-converted/

As crianças que esqueceram como ler e escrever durante a pandemia

Unicef ​​afirma que 86 milhões de menores só na América Latina não voltaram à escola; elas passaram a ser chamadas de 'geração perdida'.

Por BBC

Elas já são chamadas de "a geração perdida": em relatório recente, a ONU alertou que quase 1 bilhão de crianças em todo o mundo correm o risco de "perda de aprendizagem" significativa devido a interrupções na frequência escolar durante a pandemia da Covid-19.

E não é só isso: em muitos países, o sistema educacional está prestes a entrar em colapso, se outros fatores como mudanças climáticas e conflitos internos forem adicionados, além da pandemia.

Um exemplo dessa crise alertada pela ONU acontece na Índia.

A jornalista da BBC Divya Arya descobriu que crianças em várias regiões deste país asiático "se esqueceram de ler e escrever" porque foram impedidas de frequentar a escola no ano passado.

Arya revela o caso de Radhika Kumari, de 10 anos, que basicamente se esqueceu de escrever porque "passou 17 meses" fora da sala de aula.

Radhika mora no estado de Jharkhand, onde a exclusão digital é enorme. E, quando a pandemia de Covid-19 forçou o fechamento de escolas, muitas crianças em escolas públicas não tiveram acesso a dispositivos que lhes permitissem continuar seus estudos remotamente.

"Foi realmente chocante descobrir que, de 36 crianças matriculadas em um único curso do Ensino Fundamental, 30 não sabiam ler uma única palavra", diz o economista Jean Dreze, que analisa a situação nesta região da Índia desde que os alunos puderam para voltar para a sala de aula. 

"Se você não se esquece de ler e escrever, ficar um pouco para trás pode ser remediado. Mas, se esquecer o básico, ao voltar para a sala de aula e avançar a próxima série, a lacuna vai ser pior", acrescenta.

Estudantes latino-americanos

Na América Latina, o quadro é semelhante: segundo o relatório da Unicef, o braço da ONU para a infância e adolescência, ​​há uma semana, cerca de 86 milhões de crianças ainda não voltaram às aulas, colocando em risco o progresso do aprendizado e os níveis de conhecimento previamente adquiridos.

"Nos últimos 18 meses, a maioria das crianças e adolescentes da América Latina e do Caribe não viu seus professores ou amigos fora de uma tela. Quem não tem internet não os viu diretamente", explica Jean Gough, diretor-regional da Unicef para a América Latina e o Caribe.

Ele acrescenta que não existe apenas o risco de as crianças deixarem de aprender as competências básicas para a vida, mas também de nunca mais regressarem à educação formal.

"A educação virtual deve continuar e melhorar, mas é claro que durante a pandemia as famílias mais marginalizadas não tiveram acesso ao aprendizado", completa.

A realidade é ainda mais dura entre os grupos mais vulneráveis, para os quais a evasão escolar era um problema antes da pandemia.

"Cada dia fora da sala de aula aproxima as crianças e adolescentes mais vulneráveis ​​da evasão escolar, da violência de gangues, do abuso ou do tráfico de pessoas", acrescenta.

'Minha escola falhou'

Para muitos dos alunos, durante estes últimos 18 meses "nada foi aprendido".

A BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC, conversou com algumas crianças em idade escolar em partes da América Latina que foram afetadas pela falta de conectividade e baixa frequência escolar durante a pandemia.

Uma deles é Richard Guimarães. Ele tem 15 anos e mora em San Rafael, uma comunidade indígena localizada a duas horas e meia da cidade de Pucallpa, na Amazônia peruana. 

O sonho dele é se tornar designer gráfico.

"Meus pais fazem artesanato e eu aprendi a tecer e a fazer várias coisas que vendemos no mercado", conta Richard à BBC News Mundo. "E quero aprender a fazer isso melhor".

Um ano atrás, Richard estava na escola quando a pandemia fez com que milhões ao redor do mundo ficassem em casa. "Nesse último ano e meio não aprendi nada".

Antes da pandemia, ele frequentava a escola das 7h30 ao meio-dia. "Naquela época, estudávamos durante a semana 12 disciplinas".

Mas, depois que a pandemia começou e as aulas foram suspensas, tudo ficou mais difícil. "Passamos de 12 disciplinas para apenas seis".

O sistema estabelecido para remediar a crise funcionava assim: todo mês os professores vinham à sua cidade, deixavam uma espécie de lição de casa e os alunos tinham que fazê-la e mandar as respostas pelo WhatsApp.

Arte, que é sua aula preferida, ficou reduzida a desenhos que ele fazia em casa e que mandava para a professora no celular.

"Meu pai vive do artesanato e da venda de bananas, moramos em uma área muito remota, por isso é difícil acessar a internet", diz.

Como muitos de seus professores não moravam perto de sua comunidade, ele só podia contatá-los por telefone quando se conectava à internet. Além disso, algumas das lições de casa pareciam confusas e às vezes até ininteligíveis.

Aumento da desigualdade

Para muitos especialistas em psicopedagogia e processos educacionais, está claro que as crianças precisam retornar à sala de aula o mais rápido possível.

O desaparecimento desse espaço de aprendizagem e socialização tem sido para muitos meninos e meninas — principalmente entre as famílias de menor nível sociocultural — "uma catástrofe".

"É uma catástrofe. Vai demorar muito para superarmos isso", afirma Guillermina Tiramonti, especialista em educação e pesquisadora da Flacso Argentina, à BBC News Mundo. 

"Dou um exemplo: um menino que estava no primeiro ano do Ensino Fundamental antes da pandemia, e ainda não tinha conseguido aprender a ler, agora que voltou à escola deve terminar a segunda série sem saber o básico", assinala.

Para os acadêmicos, não se trata apenas do conteúdo que não foi aprendido ou incorporado, mas de algo mais importante: resgatar o hábito de aprender.

"A perda de conhecimento não é só não ter aprendido determinados conteúdos, mas sim o fato de perder o ritmo, o hábito, a rotina escolar", ressalta.

"Tome como exemplo os códigos linguísticos. As crianças dos setores socioculturais inferiores não estão acostumadas com esses códigos complexos e só têm acesso a eles na escola, onde são essenciais para o avanço do conhecimento. Não têm acesso a eles em casa."

Para crianças que não são expostas a esses códigos há dois anos, o declínio cognitivo é muito grande, conclui Tiramonti.

Objetivos revistos

À medida que as restrições à pandemia são suspensas em diferentes regiões, a reabertura de escolas se tornou uma prioridade para muitos governos. Até o momento, o relatório da ONU indica que 47 milhões de crianças voltaram gradativamente para a sala de aula.

E a próxima etapa também destaca o grande desafio de atualizar as crianças com os objetivos que deveriam ter aprendido neste um ano e meio.

"A educação das crianças se perdeu no esforço de proteger a vida de toda a população do coronavírus", explica Irma Martínez, especialista em educação da ONG Human Rights Watch.

Mas, se oportunidades surgem em crises, esse é o momento de repensar algumas das premissas da escolaridade e do sistema educacional como um todo, defendem os especialistas.

"O objetivo não deve ser simplesmente voltar a ser como as coisas eram antes da pandemia, mas corrigir as falhas dos sistemas que há muito impedem as escolas de serem abertas e receptivas a todas as crianças", acrescenta Martínez. 

Sobre essa questão, Tiramonti é categórico: "Não podemos voltar para a escola e fingir que nada aconteceu", diz.

"É preciso fazer uma avaliação, ver o que aconteceu com as crianças, quais são as perdas, quais são os problemas de aprendizagem que elas têm e montar um programa para que elas recuperem esses conhecimentos básicos para seguir adiante em sua jornada escolar".

"É preciso muito trabalho profissional para encontrar formas de recuperar o tempo perdido", assinala.

Há menos de um mês, Richard Guimarães é um das dezenas de milhares de alunos que voltaram para a sala de aula depois de quase um ano e meio.

E embora esteja feliz, ele sabe que não será nada fácil: "Agora estamos estudando matérias que deixamos de estudar na pandemia e está sendo difícil acompanhá-las. É como começar tudo do zero." 

 

Fonte: G1 via BBC