Marcelo Castro será relator da PEC sobre o fim da reeleição
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O senador Marcelo Castro (MDB-PI) durante sessão da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR)05/03/2024 - Pedro França/Agência Senado |
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O senador Marcelo Castro (MDB-PI) durante sessão da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR)05/03/2024 - Pedro França/Agência Senado |
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Foto Shutterstock.com |
Depressão e solidão entre gays idosos
Por Regis
Caro leitor, o tema é recorrente e atual. Eu já escrevi alguns artigos sobre este assunto, mas desta vez o texto traz uma narrativa simples através de uma pesquisa recente da UNICAMP, Universidade de Campinas/SP.
A depressão e a solidão afetam todos os idosos acima dos sessenta anos de idade. A pesquisa indicou que mais de um terço dos adultos (34%) mais velhos e idosos brasileiros apresentam sintomas depressivos, e 16% afirmam sentir solidão. Além disso, a presença desses sentimentos é quatro vezes mais comum entre os idosos que relatam sempre se sentirem solitários, e o risco de desenvolver depressão dobra pelo simples fato de a pessoa morar sozinha.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, entre 2013 e 2019, houve no Brasil um aumento de 34% do número de indivíduos que receberam diagnóstico de depressão. Em 2019, os idosos entre 60 e 64 anos representavam a faixa etária proporcionalmente mais afetada: 13,2% tinham sido diagnosticados com depressão.
Morar sozinho é um dos indicadores do isolamento social, mas o fato de morar sozinho, não quer dizer que o idoso terá o sentimento ou a percepção negativa e dolorosa de que as relações sociais não o satisfazem. Mas, especificamente na população brasileira, morar sozinho acaba sendo um fator de risco para sentir solidão.
Não adianta o gay idoso ter estabilidade financeira porque a solidão não tem relação com bens materiais. A maioria dos idosos busca um companheiro para preencher as relações sociais, mas isso não impede sentir solidão.
É muito difícil que um gay idoso no Brasil vá morar sozinho porque quer, porque tem condição financeira de se manter, porque tem saúde ou porque se sente confortável. Na maioria das vezes, eles moram sozinhos por falta de opção ou porque a família discriminou a opção sexual e isso acaba refletindo em outras coisas.
E, quanto mais idoso, maior a chance de a saúde deteriorar, de ter limitações, aumento de dependência. E sem ter relações de suporte, esse idoso acaba se sentindo mais solitário.
A solução não é simples, mas ter uma agenda ativa ajuda a preencher a mente e ocupar o tempo com coisas prazerosas, não necessariamente, sexo.
Um gay com depressão e solidão tem menos motivação para seguir os passos para um envelhecimento saudável e para manter comportamentos promotores de saúde – como praticar atividades físicas, manter atividades sociais e de lazer, ter uma alimentação saudável, não fumar e não beber.
Hoje aos 64 anos eu busco situações positivas no dia-a-dia. Parei de beber em 2008, bebia muito mesmo! Parei de fumar em 2021, depois do tumor na bexiga. Eu busco boa alimentação, sem excessos, algumas atividades externas e fazer o que me faz feliz.
Também, eu olho no espelho e observo a progressão do envelhecimento físico. O corpo sofre alterações drásticas, principalmente internamente. As dores aparecem do nada, alguns desconfortos viram rotina. Esses sintomas fazem o idoso ter medo e receio do envelhecimento e a solidão assombra a maioria.
Assim como a maioria dos gays idosos, eu moro sozinho e todo cuidado é pouco porque a solidão e a depressão estão sempre à espreita, portanto é necessário muito cuidado para não ser mais um número nas estatísticas.
Caro leitor, cuide-se bem!
Autor do artigo: Regis
Disponível em: https://grisalhos.wordpress.com/2023/08/27/depressao-e-solidao-entre-gays-idosos/
Publicado em por RegisPublicado em Qualidade de Vida, SaúdeCom a tag Doença, Envelhecimento, Gay idoso.
Fonte: Blog Grilsalhos
Ruy Medeiros para além do analfabetismo funcional
Ruy Hermann Araújo Medeiros
Há pessoas que sabem ler e escrever, mas não conseguem elaborar um texto ou compreender uma notícia escrita. Elas frequentaram escolas, sabem somar, multiplicar, subtrair, dividir e lêem e escrevem nomes, frases, talvez mesmo um bilhete, um endereço, ou algo simples. São os analfabetos funcionais ou secundários.
As sociedades atribuem a denominação de analfabeto funcional de acordo com suas exigências culturais. Umas exigem mais e outras exigem menos de seus alfabetizados. Leia o artigo na íntegra.
No Brasil de hoje, é incalculável o número de analfabetos funcionais, mas ao lado dele outro fenômeno ocorre: há algo além desse tipo de analfabetismo. Trata-se do analfabetismo que não é sofrido pelas pessoas, mas que por elas é cultivado, exercitado com ganas de bárbaro. Lêem e escrevem, mas se recusam a transformar informação em conhecimento por não exercerem nenhum trabalho reflexivo sobre ela. Essas pessoas encontram-se envoltas em situação do além analfabetismo funcional e reagem alimentando-o. Envoltas no e alimentantes do analfabetismo além do funcional, as pessoas nessa situação caracterizam-se, em primeiro plano, por negar a evidência. Não se trata de, metodologicamente, deixar de lado a aparência das coisas como dado que pode enganar, mas sim de não aceitar aquilo que é transparente ou aquilo que serve de comprovação, ou de não aceitar os dados da ciência. E, nesse agir de recusar o que é evidente, substituem amplamente a ciência pelo obscurantismo. Em matéria de produção do conhecimento, almejam uma escola orientada totalmente contra a discordância e que não tenha o foco voltado para a assim chamada cultura desinteressada, que é tão relevante para o desenvolvimento de cada pessoa e da inteligência.
Esse analfabetismo que se situa além do analfabetismo funcional detesta o direito à diferença sem prezar, no entanto, a igualdade. Em política, esse novo(?) analfabetismo não julga, simplesmente aceita a coisa, mesmo que essa seja deplorável, tosca e desumana: já há os chefes que pensam pelo e para o novo(?) analfabeto. Essa ausência de autonomia para discernir, auto imposta por aqueles que se encontram além do analfabetismo funcional, os aproxima do objetivo que direcionava a educação do estado nazista (Staat Hitler): crer, obedecer, combater. Porque não julga e não desenvolve a crítica, aquele que se encontra além do analfabetismo funcional não tem qualquer escrúpulo em divulgar as notícias falsas (Fake News) e em atribuir ao chefe qualidades que esse não tem. Alguns deles não hesitariam em adotar a consigna do princípio do chefe: O führer tem sempre razão. O contingente que sofre e ao mesmo tempo alimenta o analfabetismo além do funcional está aí. Não é de surpreender que vários de seus membros apresentem diplomas e títulos acadêmicos, embora gostem com enlevo do senso comum. Diante do desenvolvimento da ciência, da técnica e do cultivo do espírito, esse além do analfabetismo funcional é um descompasso civilizatório que alimenta formas despóticas de governo.
*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente,
a opinião do BLOG DO ANDERSON
Fonte: Blog do Anderson