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4 de abril de 2024

4.4.24

Entendendo o 'Masking': O Que Significa e Como Afetam as pessoas no Espectro Autista

                     fcscafeine/Getty Images/Reprodução 


Entendendo o 'Masking': O Que Significa e Como Afetam as pessoas no Espectro Autista


O Impacto do Masking na Saúde Mental

Em um esforço para se adaptarem às normas sociais predominantes, muitas pessoas dentro do espectro autista recorrem ao que é conhecido como "masking" ou camuflagem social. Essa prática envolve esconder trejeitos que possam ser considerados "autistas", buscando assim se integrar mais facilmente em situações sociais. No entanto, enquanto o masking pode oferecer certos benefícios temporários, como facilitar interações sociais, seu impacto na saúde mental dos indivíduos pode ser devastador.

Desafios Enfrentados pelos Autistas no Dia a Dia

A necessidade de mascarar características autistas frequentemente leva os indivíduos a um estado de hipervigilância constante. Isso ocorre devido à pressão de se adaptar continuamente às expectativas e preferências dos outros ao seu redor. O esforço para ocultar traços autistas, seja de forma consciente ou inconsciente, pode resultar em um enorme estresse emocional e mental para essas pessoas.

O Papel da Sociedade na Apoio aos Autistas

No Dia Mundial da Conscientização do Autismo, é crucial reconhecer não apenas a existência do espectro autista, mas também os desafios únicos que os indivíduos enfrentam diariamente. Em vez de esperar que os autistas se encaixem em normas sociais rígidas, a sociedade deve se esforçar para promover uma cultura de aceitação e compreensão. Isso envolve valorizar e respeitar as diferenças individuais, independentemente de alguém estar mascarando seus traços autistas ou não.

Estratégias para Apoiar Indivíduos no Espectro Autista

Uma maneira crucial de apoiar as pessoas no espectro autista é fornecer espaços seguros e inclusivos, onde elas possam se sentir à vontade para serem autênticas, sem o medo de serem julgadas ou rejeitadas. Além disso, é fundamental oferecer recursos e serviços que ajudem os autistas a desenvolverem habilidades de autogestão e autocuidado, capacitando-os a lidar de forma saudável com os desafios que enfrentam.

Ao reconhecer e entender o conceito de masking e seus impactos, podemos trabalhar coletivamente para criar uma sociedade mais compassiva e inclusiva para todas as pessoas, independentemente de estarem ou não dentro do espectro autista.

Fonte: Adaptado de Super Interessante

Link da matéria original: https://super.abril.com.br/comportamento/o-que-significa-masking-ou-camuflagem-social-no-autismo


26 de março de 2024

26.3.24

Educação Bilíngue para Surdos: Desafios e Perspectivas em Debate na Câmara dos Deputados

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Renato Araújo/Câmara dos Deputados


Amália Barros lembrou que a educação bilíngue para surdos independe da educação especial


 Comunicação e Metodologia Específicas são Fundamentais

Especialistas reunidos em uma audiência pública na Câmara dos Deputados enfatizaram que a educação bilíngue para surdos demanda uma abordagem metodológica própria, indo além da mera disponibilização de intérpretes de Libras. Segundo Rodrigo Rosso Marques, professor-adjunto do Departamento de Libras da Universidade Federal de Santa Catarina, a língua de instrução deve ser a língua de sinais em todos os ambientes escolares, com o português sendo aprendido como segunda língua.

A Importância da Linguagem de Sinais na Educação

Para uma compreensão efetiva das necessidades dos alunos surdos, Rodrigo Marques destaca a relevância de os professores utilizarem a linguagem de sinais em vez de dependerem de intérpretes. Ele ressalta a necessidade de uma duração de aula mais longa nas escolas bilíngues para surdos, considerando o tempo adicional necessário para a comunicação visual e o registro de informações.

Legislação e Desafios Futuros

Embora a educação bilíngue para surdos esteja garantida por legislação, incluindo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e uma lei específica de 2021, ainda há desafios a superar. A deputada Amália Barros (PL-MT) enfatiza a importância de avançar para garantir uma educação de qualidade, destacando a necessidade de estrutura adequada, formação qualificada de profissionais e o respeito à cultura e identidade surdas.

Seleção de Professores e Fluência em Libras

Um aspecto crítico mencionado durante o debate foi a seleção de professores para as escolas bilíngues para surdos. Messias Ramos Costa, coordenador-substituto do Curso de Língua de Sinais Brasileira, aponta deficiências na fluência em Libras entre os professores, sugerindo a criação de bancas de avaliação compostas por pessoas surdas para corrigir esse problema.

Números Reveladores

Dados do censo escolar de 2020 mostraram que, embora existam cerca de 63.106 alunos surdos matriculados na educação básica no Brasil, apenas pouco mais de 7 mil estavam matriculados em instituições de educação bilíngue. Com uma comunidade surda estimada em cerca de 11 milhões de pessoas no país, esses números destacam a necessidade de expandir o acesso à educação bilíngue para surdos.

Ao abordar essas questões, fica evidente que a implementação efetiva da educação bilíngue para surdos requer não apenas esforços legislativos, mas também mudanças significativas na prática educacional e na seleção de profissionais, garantindo assim uma experiência educacional inclusiva e de qualidade para a comunidade surda no Brasil.

Fonte: Agência Câmara de Notícias



12 de março de 2021

12.3.21

EBC será incluída no PND e terá imóveis e licenças de rádio e TV avaliados

 

[EBC será incluída no PND e terá imóveis e licenças de rádio e TV avaliados]
EBC será incluída no PND e terá imóveis e licenças de rádio e TV avaliados

O Ministério das Comunicações anunciou nesta quarta (10) que a Empresa Brasil de Comunicação terá a inclusão no Programa Nacional de Desestatização analisada por conselho de ministros

 O ministro das Comunicações, Fábio Faria, informou nesta quarta-feira (10) que a Empresa Brasil de Comunicações (EBC) entrará no Programa Nacional de Desestatização (PND), conduzido pelo Ministério da Economia em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“O BNDES vai contratar uma consultoria e nós iremos receber os estudos que virão”, disse o ministro em entrevista à imprensa após reunião com o presidente da EBC, Glen Valente, e representantes do Ministério da Economia.

O ministro também comunicou a inclusão da EBC no PND em suas redes sociais.

[EBC será incluída no PND e terá imóveis e licenças de rádio e TV avaliados]
Segundo a secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha  Seillier, a EBC passará por um processo de benchmarking (comparação de performance com altos padrões) de padrão internacional para avaliar capacidades, competências e equivalências entre os serviços executados e a realidade de mercado para empresas do mesmo porte para identificar as melhores práticas.

O prazo dos estudos de viabilidade de desestatização ou de parcerias ainda não está definido, e dependerá de cronograma a ser definido entre os ministérios das Comunicações e da Economia e a empresa a ser contratada pelo BNDES. “Caso o presidente Bolsonaro concorde, ele publicará um decreto - que leva de um a dois meses. Com a publicação, partimos para a contratação da consultoria, que também pode demorar até dois meses. Acredito que entre três e quatro meses a gente possa aprofundar os estudos de desestatização da empresa”, afirmou Martha Seillier.

Sob risco de privatização, EBC luta para se manter viva

“A inclusão de uma empresa no PND não significa o seu fim, não significa que ela será, necessariamente, 100% privatizada. Significa que existe uma decisão que será encaminhada de avaliar ganhos com a desestatização”, concluiu.

Sobre as expectativas em relação ao tema, Glen Valente afirmou que não há “hipótese cravada” sobre o futuro que será dado à empresa de comunicação. “Continuamos trabalhando e vamos explorar todas as alternativas”, disse.

“Vamos entrar na fase de estudos. Dentro desta fase, vamos explorar todas as alternativas disponíveis em parceria com o Ministério da Economia. Mantemos a gestão do processo [no âmbito] do Ministério [das Comunicações]”, afirmou Glen Valente.

 

 Fonte: Agência Brasil