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5 de junho de 2025

5.6.25

Despersonalização e Desrealização: Entenda os Sintomas, Causas e Tratamentos

 

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Foto - Reprodução - Crédito: https://www.anacarolinamainetti.com

O Que São Despersonalização e Desrealização?

A despersonalização é caracterizada pela sensação de estar desconectado de si mesmo, como se fosse um observador externo de seus próprios pensamentos, sentimentos e ações. Já a desrealização envolve a percepção de que o mundo ao redor é irreal, distorcido ou estranho. Ambas são experiências dissociativas que podem ocorrer isoladamente ou em conjunto, sendo frequentemente associadas ao Transtorno de Despersonalização-Desrealização (DPDR).

Sintomas Comuns

Despersonalização

  • Sensação de estar fora do próprio corpo.

  • Dificuldade em reconhecer a própria imagem no espelho.

  • Sentimento de entorpecimento emocional ou físico.

  • Percepção de que as ações são automáticas, sem controle consciente.

Desrealização

  • Percepção de que o ambiente é artificial ou sem vida.

  • Sensação de que as pessoas ao redor são estranhas ou robóticas.

  • Alterações na percepção visual, como objetos parecerem distorcidos.

  • Sensação de estar em um sonho ou filme.

Causas e Fatores de Risco

As causas exatas do DPDR ainda não são totalmente compreendidas, mas diversos fatores podem contribuir para o seu desenvolvimento:pt.wikipedia.org

  • Experiências traumáticas na infância, como abuso ou negligência.

  • Estresse intenso ou prolongado.

  • Transtornos mentais, como ansiedade e depressão.

  • Uso de substâncias psicoativas, como cannabis e alucinógenos.

  • Privação de sono ou fadiga extrema.msdmanuals.comrededorsaoluiz.com.br

Segundo o MSD Manuals, cerca de 50% da população geral já experimentou episódios transitórios de despersonalização ou desrealização, mas apenas cerca de 2% desenvolvem o transtorno de forma persistente. msdmanuals.com

Diagnóstico

O diagnóstico do DPDR é clínico e baseado na avaliação dos sintomas apresentados pelo paciente. É fundamental descartar outras condições médicas ou psiquiátricas que possam causar sintomas semelhantes. Profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, são os mais indicados para realizar essa avaliação.

Tratamentos Disponíveis

Psicoterapia

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes para o tratamento do DPDR. Ela ajuda os pacientes a identificar e modificar padrões de pensamento disfuncionais e a desenvolver estratégias de enfrentamento para lidar com os sintomas. medicoverhospitals.in

Outras abordagens terapêuticas, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT) e a Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares (EMDR), também têm mostrado benefícios, especialmente em casos relacionados a traumas.medicoverhospitals.in

Medicação

Embora não existam medicamentos específicos aprovados para o DPDR, alguns podem ser utilizados para tratar sintomas associados:

  • Antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), para casos com comorbidade de depressão.

  • Ansiolíticos, para controlar sintomas de ansiedade.

  • Anticonvulsivantes, como a lamotrigina, em casos específicos. lecturio.com

Técnicas de Grounding

Além da psicoterapia e medicação, técnicas de grounding podem ser úteis para ajudar os pacientes a se reconectarem com o presente:

Importância de Buscar Ajuda Profissional

Se você ou alguém que conhece está enfrentando sintomas de despersonalização ou desrealização, é fundamental procurar ajuda profissional. Com o tratamento adequado, é possível gerenciar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida.

Leituras Complementares





1 de abril de 2024

1.4.24

Descobrindo o Transtorno do Espectro Autista: Histórias de Superando e Conscientização

 

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Foto: Michal Parzuchowski/Pixabay

No dia 2 de abril, o mundo se une para celebrar o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para disseminar informações e combater o preconceito em relação ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esta é uma oportunidade para entendermos melhor essa condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Ricardo Fulgoni hoje é juiz de direito e atua na Justiça estadual do Paraná, onde tomou posse em 2022, pouco depois de descobrir o motivo de ter tanta dificuldade para se relacionar com outras pessoas.

Uma Jornada Pessoal: Desafios e Autodescoberta

A infância e adolescência de Ricardo foram marcadas por dificuldades de interação social e a sensação de ser incompreendido pelos colegas. Sua jornada culminou em um diagnóstico tardio de autismo, um momento que ele descreve como libertador. A compreensão de suas diferenças o impulsionou a seguir em frente, superando obstáculos e alcançando seus objetivos.

Os Desafios Durante a Pandemia: Um Momento de Reflexão

A pandemia de covid-19 trouxe novos desafios para Ricardo e muitos outros autistas. A quebra de rotina e o isolamento social afetaram profundamente sua saúde mental e sua capacidade de adaptação. Essa experiência ressalta a importância do apoio e compreensão da comunidade em relação às necessidades específicas das pessoas com TEA.

Desmistificando o Autismo: Conhecimento como Ferramenta de Aceitação

O diagnóstico tardio de autismo muitas vezes traz consigo uma sensação de alívio, pois explica as dificuldades enfrentadas ao longo da vida. No entanto, é essencial combater os estigmas e equívocos associados ao autismo, promovendo uma compreensão mais ampla e inclusiva dessa condição.

Um Olhar Profundo sobre o Autismo: Sintomas e Diagnóstico

O autismo é uma condição complexa que se manifesta de maneiras diversas, afetando áreas como interação social, comunicação e comportamento. O diagnóstico precoce é fundamental para garantir o acesso a intervenções e suportes adequados desde tenra idade, oferecendo melhores perspectivas de desenvolvimento para os autistas.

Desafios e Oportunidades: Inclusão e Acesso

Apesar dos avanços, as pessoas com autismo ainda enfrentam barreiras significativas no acesso a tratamentos, educação e emprego. A conscientização sobre essas questões é fundamental para promover políticas públicas mais inclusivas e garantir oportunidades iguais para todos.

“O transtorno do espectro do autismo é uma condição do desenvolvimento neurológico atípico, que se manifesta nos anos iniciais do desenvolvimento e que acarreta atipicidade nas áreas de interação social e de comunicação social”, explica o neuropsicólogo Mayck Hartwig, que trabalha com o atendimento clínico de adultos autistas.

Um Chamado à Ação: Promovendo a Compreensão e a Inclusão

À medida que celebramos o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, é crucial lembrar que todos têm um papel a desempenhar na criação de uma sociedade mais inclusiva e compassiva. Educando-nos, desafiando estigmas e defendendo a igualdade de oportunidades, podemos construir um mundo onde todos, independentemente de sua neurodiversidade, possam prosperar.


Fonte: Adaptado de Agência Brasil


31 de março de 2024

31.3.24

Entendendo o Transtorno Bipolar: Causas, Impacto na Vida dos Pacientes e Estratégias de Tratamento e Suporte

 

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entendendo o Transtorno Bipolar:  Causas, Impacto na Vida dos Pacientes e Estratégias de Tratamento e Suporte

Entendendo o Transtorno Bipolar

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 60 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com o transtorno bipolar, uma condição psiquiátrica que afeta cerca de 2,4% da população global. Caracterizado por mudanças extremas de humor, o transtorno bipolar leva os indivíduos a oscilarem entre períodos de depressão e euforia, também conhecida como fase maníaca.


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Foto: Arquivo Pessoal

Fases do Transtorno Bipolar

A psicóloga Edivaneide Oliveira, coordenadora do curso de psicologia da Estácio em Feira de Santana, ressalta que os sintomas podem ser divididos em duas fases distintas: euforia e depressão. Na fase de euforia, os pacientes experimentam uma sensação de extremo bem-estar, acompanhada por uma aceleração do pensamento e da fala, agitação, diminuição da necessidade de sono, entre outros sintomas. Já na fase depressiva, os sintomas incluem alterações de apetite, humor deprimido, fadiga, pensamentos recorrentes de morte ou suicídio, entre outros.

Causas e Impacto na Vida dos Pacientes

As causas exatas do transtorno bipolar ainda não são totalmente compreendidas, mas estudos sugerem uma base genética e alterações nos neurotransmissores do cérebro, como noradrenalina e serotonina. Este transtorno pode ter um alto impacto na vida do paciente e de seus familiares, comprometendo aspectos sociais, ocupacionais e outras áreas.

Tratamento e Suporte

O tratamento do transtorno bipolar envolve uma abordagem multidisciplinar, que inclui psicoterapia, uso de medicamentos e mudanças no estilo de vida. A psicoterapia familiar desempenha um papel crucial no suporte ao paciente e à família, ajudando a identificar comportamentos que possam desencadear os sintomas. Além disso, atividades de orientação psicoeducacional são essenciais para compartilhar informações sobre a doença e seu tratamento.

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Transtornos mentais: 4 comportamentos que podem indicar algum distúrbio

Estilo de Vida Saudável

Edivaneide destaca a importância de um estilo de vida saudável, que inclui o fim do consumo de substâncias psicoativas, hábitos alimentares saudáveis, uma rotina regular de sono e a redução do estresse. Essas mudanças no estilo de vida podem complementar o tratamento médico e ajudar a manter os sintomas sob controle.

Ao abordar o transtorno bipolar de forma holística, pacientes e suas famílias podem encontrar apoio e estratégias eficazes para gerenciar essa condição complexa.

Fonte: Acorda Cidade 



15 de janeiro de 2024

15.1.24

Desconexão da Realidade: Vivendo com o Transtorno de Despersonalização eDesrealização

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Desconexão da Realidade: Vivendo com o Transtorno de Despersonalização e Desrealização

Viver em um estado constante de distanciamento do próprio corpo e dos processos mentais pode ser uma realidade para aqueles que enfrentam o Transtorno de Despersonalização/Desrealização. Este distúrbio dissociativo, muitas vezes desencadeado por situações de estresse grave, apresenta desafios significativos para quem o vivencia, impactando a forma como percebemos a nós mesmos e ao mundo ao nosso redor.

O que é o Transtorno de Despersonalização/Desrealização?

O Transtorno de Despersonalização/Desrealização é caracterizado por sentimentos recorrentes ou persistentes de distanciamento do próprio corpo ou processos mentais. As pessoas que sofrem desse transtorno frequentemente experimentam a sensação de serem observadores externos de suas próprias vidas (despersonalização) ou de estarem desconectados de seu ambiente (desrealização).

Esse distúrbio psicológico, embora menos conhecido do que alguns outros transtornos mentais, pode ter um impacto significativo na qualidade de vida. Os episódios de despersonalização/desrealização podem ser assustadores e desorientadores, deixando quem os experimenta se sentindo isolado e desconectado.

Causas e Diagnóstico: Uma Jornada Complexa

O Transtorno de Despersonalização/Desrealização é, muitas vezes, desencadeado por estresse grave, mas suas causas exatas ainda são objeto de pesquisa. O diagnóstico é desafiador e geralmente baseia-se nos sintomas apresentados após a exclusão de outras possíveis causas, garantindo uma abordagem cuidadosa e completa.

Tratamento: Uma Abordagem Multifacetada

O tratamento para o Transtorno de Despersonalização/Desrealização envolve uma abordagem multifacetada. A psicoterapia é frequentemente recomendada, permitindo que os indivíduos explorem e compreendam os gatilhos subjacentes ao seu distúrbio. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ser particularmente eficaz, ajudando a modificar padrões de pensamento disfuncionais.

Além da psicoterapia, a terapia medicamentosa pode ser prescrita para tratar comorbidades, como depressão e ansiedade, frequentemente associadas ao transtorno. No entanto, é essencial que qualquer intervenção medicamentosa seja cuidadosamente monitorada por profissionais de saúde.

A Importância da Conscientização e Apoio

A conscientização sobre o Transtorno de Despersonalização/Desrealização é fundamental para promover a compreensão e reduzir o estigma associado a transtornos mentais menos conhecidos. Aqueles que vivenciam esse distúrbio precisam de apoio e compreensão da sociedade, amigos e familiares.

Entender que o Transtorno de Despersonalização/Desrealização é uma condição real e tratável é o primeiro passo para criar uma comunidade mais solidária e informada. Com o apoio adequado, aqueles que enfrentam esse desafio podem encontrar caminhos para a recuperação e para reconectar-se consigo mesmos e com o mundo ao seu redor.

Da redação, publicado em 15/01/2024



8 de novembro de 2023

8.11.23

Saiba como fazer tratamento de depressão e de ansiedade pelo SUS

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Saiba como fazer tratamento de depressão e de ansiedade pelo SUS

Nos seis primeiros meses de 2023, o SUS registrou 335.025 consultas para os diagnósticos, quase o dobro do ano de 2018


"No médico particular, tratei durante uns dez anos com um diagnóstico errado. Perdi o emprego em função da doença e precisei recorrer ao SUS [Sistema Único de Saúde]. Isso já tem 4 anos", conta a publicitária Alessandra Tonieti, 52 anos. Ela tem transtorno de bipolaridade, distúrbio que provoca quadros depressivos e de euforia.

Leia mais em

Fonte: Folha de S. Paulo 



17 de fevereiro de 2022

17.2.22

Psicólogo fala sobre descontrole emocional

 

O Boa Noite Solimões fala sobre descontrole emocional com o psicólogo Andrei Luiz Thomé.
Foto: Reprodução Rádios EBC

 Psicólogo fala sobre descontrole emocional

Ouça entrevista com Andrei Luiz Thomé

O Boa Noite Solimões fala sobre descontrole emocional com o psicólogo Andrei Luiz Thomé.

Ouça no player acima.

Andrei explicou que o descontrole emocional é definido como alterações no humor.

Vai além de sintomas como choro, transtorno de ansiedade, e pode afetar também a saúde física, provocando dor muscular e de cabeça, problemas no estômago, por exemplo.

O psicólogo deu ainda dicas para ter o controle, como autoconhecimento, introspecção - importante para focar em si mesmo -, e motivação. 

Ouça entrevista no no player

 

Fonte: Rádios EBC

14 de fevereiro de 2022

14.2.22

O que fazer durante uma crise de pânico?

É muito comum no momento de aflição confundir as reações fisiológicas com as mais variadas doenças, porque o modo de respirar e a tensão muscular vão nutrindo a maior parte das manifestações existentes na crise.
Foto: Reprodução

 O que fazer durante uma crise de pânico?

Por: Pascoal Zani, CRP 08/04471, Psicólogo  

É muito comum no momento de aflição confundir as reações fisiológicas com as mais variadas doenças, porque o modo de respirar e a tensão muscular vão nutrindo a maior parte das manifestações existentes na crise.

Ouço em consultório os relatos de clientes e atesto a sua dor: a crise traz um sofrimento muito intenso e abala a confiança. Então, vale o seu esforço para tentar evitá-la ou minimizá-la. Por outro lado, ela é a sua mente e o corpo dizendo: “não aguentamos mais! Cuide de nós!” É um alerta, momento de você redirecionar rumos, se reinventar. Você já teve uma crise, uma situação difícil? Que lição guardou do fato de ter superado?
    
O Psicólogo Bernard Rangé elaborou a técnica “ACALME-SE”, muito útil para usar em crises de ansiedade e de pânico. E a estratégia se mostrou muito eficaz também na prevenção, eliminando ou reduzindo “ataques”. Cada letra tem um significado que você conferir na imagem abaixo e no Canal do Youtube do Psicólogo Pascoal Zani: https://www.youtube.com/watch?v=ST3bK6LJ-34 

A técnica de Ancoragem “54321” propõe o uso dos 05 (cinco) sentidos para estabelecer contato com o ambiente e o presente, assim reduzindo a força do pensamento preocupado. É muito apropriada para o momento de crise. Veja na imagem abaixo como funciona:


O Pânico tem um diferencial porque nele você acredita piamente que o sintoma de ansiedade que está percebendo irá enlouquecê-lo ou matá-lo, pela semelhança com doenças graves. Por isso entender esse mecanismo é fundamental. 
 
Depois da crise você pode conversar com seu psicólogo sobre as questões cognitivas, emocionais e situacionais que fizeram gatilho para o Pânico. 
 
Mas, no momento da dor, apenas se lembre, para tranquilizar: crise vem, crise vai!  É transitória, não dura para sempre, não faz perder o controle e não mata! Se ela veio, aceite-a, observe o ambiente, continue agindo e respire: ela irá!
 
Esta orientação psicoeducativa não substitui a Psicoterapia.